Apostila sobre hidrovias

Apostila sobre hidrovias

Da mesma forma que o ferroviário, o modo aquaviário é pouco flexível, o que o impede de realizar em geral, o transporte porta-a-porta, tal como o rodoviário. No que se refere a tempo de viagem, também não é o modo mais eficiente. No entanto apresenta vantagens em termos de segurança e custo de transporte, tanto em relação ao rodoviário quanto ao ferroviário (PLANET, 1998).

O Brasil dispõe de recursos naturais abundantes para o transporte aquaviário. Além da extensa costa do seu território, com aproximadamente 7.408 km, o País apresenta uma extensão total de águas superficiais flúvio-lacustres de aproximadamente 50.000 km. Destes, em torno de 30.000 km são naturalmente navegáveis, e cerca de 10.000 km ainda poderiam ser acrescidos dependendo de obras que os tornem aptos à navegação.

Cabe destacar também que o crescimento do País se deu basicamente na região litorânea, tendo as principais cidades se desenvolvido a, no máximo, cerca de 500 km da costa.

Desta forma, o transporte marítimo assumiu uma importância estratégica no desenvolvimento do país. Quase a totalidade das atividades de importação e exportação é feita através desta modalidade de transporte.

No entanto, somente 10% das áreas onde se deu o desenvolvimento estão próximas às calhas dos grandes rios, desfavorecendo a utilização do transporte hidroviário interior. (Ministério dos transportes, 1990) Atualmente, a participação do transporte fluvial é bastante limitada. Cerca de 85% do transporte aquaviário produzido no país refere-se ao transporte marítimo de cabotagem (PLANET, 1998).

Como se pode constatar, o potencial hidroviário do País não tem sido aproveitado satisfatoriamente para o transporte de carga. Apesar das vantagens de custo apresentadas pelo modo aquaviário, a sua utilização ainda é, atualmente, bastante limitada. Em 1996, o transporte hidroviário participou com apenas cerca de 11% do total de transporte de carga no País (GEIPOT, 1997).

Considerando que o transporte fluvial apresenta, segundo GEIPOT (1997), grandes vantagens em termos de custo – as tarifas do transporte fluvial chegam a ser 40% mais baratas que as do ferroviário, e em relação ao rodoviário, a diferença é ainda maior, representando uma economia de cerca de 67% – o País tem deixado de contar com benefícios significativos ao dar tão pouca atenção a esta modalidade de transporte.

No entanto há indícios de que esta situação venha a melhorar, tanto no que se refere ao transporte fluvial como ao marítimo.

Com o início dos processos de concessão das operações portuárias para a iniciativa privada a utilização da via marítima deverá ser intensificada.

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em : quarta-feira, 28 jul, 2010
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