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Fila no Porto de Santos para exportação de açúcar

fila de navios no Porto de SantosA exportação recorde de açúcar pelo porto de Santos, no litoral paulista, o maior do país, causou um estrangulamento das operações em terra e no mar. Os caminhões do interior carregados com açúcar em sacos ou a granel (solto na caçamba) demoram pelo menos o triplo do que deveriam para descarregar suas cargas nos navios.

Os caminhões deveriam fazer a operação toda em três a quatro horas, mas chegam a bater em 12 horas ou até 36 horas em casos extremos.

O resultado foi uma fila de 116 navios ancorados em frente às praias de Santos, segundo a Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), estatal que administra o terminal.

Isto mostra o lado positivo de que o Brasil está conseguindo exportar mais, gerando faturamento extra aos produtores. Por outro lado, revela uma realidade em que a logística brasileira está sucateada: transportar produtos de baixo valor agregado por longas distâncias por caminhões não é o ideal. Este tipo de transporte pode ser feito de maneira mais segura, barata e eficiente usando trilhos, que infelizmente não são realidade no Brasil. Os caminhões poluem mais, superlotam as estradas, aumentando os custos e o tempo de percurso para outros motoristas ou outras cargas que não são recomendadas para os trens.

Além do transporte do interior até o litoral ser ineficiente, mostra como o maior porto do país opera muito próximo à capacidade, sem folga operacional para lidar com uma demanda extra como neste caso. Continue lendo: Fila no Porto de Santos para exportação de açúcar

Logística de transportes e distribuição – caso do Wal-Mart

A maior rede varejista do planeta, o Wal-Mart, planeja mais um importante passo rumo a excelência de seus serviços logísticos. Na década de 80 o Wal-Mart foi o pioneiro na implantação do sistema VMI – onde os estoques nas lojas do Wal-Mart eram controlados pelo fornecedor dos produtos (conheça mais sobre VMI nesta matéria).

Desta vez, o Wal-Mart quer ser o responsável pelo transporte dos produtos de quase todos os fornecedores para as mais de 4.000 lojas nos Estados Unidos. A idéia é assumir este transporte quando o Wal-Mart for capaz de realizar o mesmo serviço com custos menores, pois a rede tem escala suficiente para fazer o transporte de qualquer produto melhor que a maioria dos fabricantes o faz atualmente: desde comida para cachorro até cadeiras de jardim. “Isso permitirá liberar nossos fornecedores para fazer o que fazem de melhor: fabricar produtos para nós”, destaca o Vice-Presidente de Transporte Corporativo da rede. E com preços menores, as vendas tendem a aumentar.

Como fazer um sistema desse tamanho dar certo? Continue lendo: Logística de transportes e distribuição – caso do Wal-Mart

O PAC realmente acelera o crescimento?

O Programa de Aceleração do Crescimento lançado pelo governo federal em janeiro de 2007 previa realizar um amplo conjunto de políticas econômicas a fim de melhorar o crescimento econômico do Brasil. Por um período de 4 anos (até 2010), a previsão era de investir mais de R$ 500 bilhões em infra-estrutura, transportes, energia, dentre outros.

Deste montante, o governo federal investiria R$ 67 bilhões, ficando o resto a cargo dos bancos de investimento, das estatais e de empresas privadas.

Após 8 meses do programa (agosto de 2007), 40% das obras ainda não haviam saído do papel, estando em fases de planejamento, licitação ou projeto. Após 3 anos, apenas 15% das obras estavam completas (junho de 2009). Atualmente o governo afirma acompanhar 2.471 obras, das quais metade diz estar concluída. Continue lendo: O PAC realmente acelera o crescimento?

Série: Administrando a Produção 3 – Pesquisa Operacional e Teoria das Filas

pesquisa operacional e teoria das filasFinalizando a Série Administrando a Produção, hoje apresentaremos a Pesquisa Operacional e a Teoria das Filas.

Se você perdeu os dois primeiros artigos, confira: o primeiro tratou do sistema Vendor Managed Inventory e sobre a Teoria das Restrições; o segundo falou do Just in Time e do Kanban.

Veja agora o que são e pra que servem a Pesquisa Operacional e a Teoria das Filas. Continue lendo: Série: Administrando a Produção 3 – Pesquisa Operacional e Teoria das Filas

Série: Administrando a Produção 2 – Just in Time e Kanban

sistemas just in time e kanbanContinuando a Série Administrando a Produção, que no primeiro artigo abordou os sistemas Vendor Managed Inventory e Teoria das Restrições, hoje veremos o que são o Just in Time e o Kanban.

Não perca o próximo artigo, na sexta-feira, sobre a Pesquisa Operacional e a Teoria das Filas.

Veja agora o que são e pra que servem o Just in Time e o Kanban.

Continue lendo: Série: Administrando a Produção 2 – Just in Time e Kanban

Série: Administrando a Produção 1 – VMI e TOC

Em recentes matérias aqui no logística Descomplicada vimos que diferentes sistemas produtivos e diferentes estratégias são utilizados pelas empresas, e que a identificação e a escolha adequada destes elementos define a vantagem competitiva da organização e pode resultar em grande sucesso (ou fracasso).

Hoje iniciamos a Série Administrando a Produção: serão três matérias que visam explicar um pouco mais sobre alguns sistemas ou tecnologias utilizadas para administrar a produção e agilizar o sistema logístico.

Começamos hoje explicando os sistemas VMI (Vender Managed Inventory) e TOC (Teoria das Restrições). Na quarta-feira o próximo artigo abordará os sistemas Just in Time e Kanban. O último artigo desta série vai ao ar na sexta-feira e trará explicações sobre a Pesquisa Operacional e a Teoria das Filas.

Aproveite! Veja agora o que são e pra que servem o Vendor Managed Inventory e a Teoria das Restrições.

Continue lendo: Série: Administrando a Produção 1 – VMI e TOC

Custo Brasil – situação do transporte de cargas

componentes do custo brasil nos transportesDamos o nome genérico de custo Brasil a um conjunto de problemas estruturais da economia e burocracia do País, que torna nossos produtos e serviços mais caros e menos eficientes, dificultando investimentos e o crescimento interno.

Não existe uma medida clara do que compõe o Custo Brasil, mas percebemos esse “custo” nas dificuldades enfrentadas pelas empresas com relação aos altos impostos e taxas, sistemas trabalhista, previdenciário e fiscal complexos e pesados, infra-estrutura deficiente (por exemplo: rodovias, portos), corrupção e impunidade em diversos setores da sociedade, déficit público, taxa de juros elevada, dentre outros. Para efeito de exemplo, a carga tributária que incide sobre a economia brasileira é de aproximadamente 40% do PIB (Produto Interno Bruto), uma das mais altas do mundo. Continue lendo: Custo Brasil – situação do transporte de cargas

Baixa produtividade limita crescimento

A estagnação da produtividade explica por que a América Latina ficou atrasada em relação ao Leste Asiático e às nações desenvolvidas, constata um novo estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

“O tema central atualmente é como recuperar o crescimento”, afirmou Santiago Levy, vice-presidente do BID. Para isso, explicou Levy, é necessário aumentar a produtividade, que aumentou menos que a de países ricos como os Estados Unidos nas últimas quatro décadas.

O relatório do organismo menciona que o Chile foi o único país da região que conseguiu lucros na produtividade superiores aos dos Estados Unidos entre 1960 e 2005. Ao contrário, o Brasil perdeu 2,5% de produtividade frente aos Estados Unidos no período mencionado, o Uruguai perdeu 14% e a Bolívia e a Colômbia perderam 17%. Continue lendo: Baixa produtividade limita crescimento