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Brasileiros seguem comprando mais pela internet

Complementando a matéria sobre a logística das vendas pela internet, confira esta matéria do Valor Online que mostra que no Brasil a confiança no comércio eletrônico continua em alta.

vendas pela internet

A intenção de compras pela internet no primeiro trimestre deste ano aumentou na comparação com o último trimestre de 2009. Entre 7,594 mil internautas do estado de São Paulo que já fazem compras pela internet, 86,6% declararam que pretendem fazer ao menos uma compra no período.

No quarto trimestre do ano passado – período que carrega forte componente sazonal, por conta das compras de fim de ano – esse indicador era de 86%. Os dados são do Programa de Administração do Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA).

De acordo com o diretor de Estudos e Pesquisas do Provar, Nuno Manoel Fouto, chama a atenção a trajetória da linha branca. A intenção de compra pela internet nesta categoria passou de 19,2% no último trimestre do ano passado para 21% este trimestre. Em igual período do ano anterior, esse percentual era de 15,9%.

Glossário Descomplicado

O Logística Descomplicada inovou e criou o Glossário Descomplicado, uma nova página onde você encontrará definições e conceituação de alguns termos utilizados em logística. O…

Dia do comércio exterior

Hoje, 28 de janeiro, é dia do comércio exterior.

Nada mais justo do que prestar uma singela homenagem ao setor. Iniciamos uma “corrente” de blogs e twitter‘s para falar um pouco sobre o assunto. Meu convite veio através do Blog Brascomex, colega e parceiro do mundo virtual na logística.

Vou tratar da balança comercial, que depende fortemente da força das exportações e do comércio exterior.

Em 2009, a Balança Comercial Brasileira fechou em superávit de pouco mais de US$ 24,5 bilhões. Exportamos em torno de US$ 152 bilhões e importamos aproximadamente US$ 127 bilhões.

Se considerarmos os 250 dias úteis do ano, isso representa uma média diária de mais de US$ 600 milhões de dólares em produtos vendidos no exterior.

Outro dado importante referente à este assunto é o papel que a China tem tomado no comércio exterior brasileiro. Também em 2009, os EUA deixaram de ser o principal parceiro comercial do Brasil, sendo ultrapassados pelos chineses. O Brasil exportou para a China pouco mais de US$ 20,1 bilhões, e importou daquele país US$ 15,9 bilhões, um saldo bastante favorável.

Com os EUA, a situação se inverte e importamos mais do que exportamos: US$ 20,1 e US$ 15,7, um acumulado marginalmente inferior àquele com o comércio Chinês, e fortemente desfavorável às nossas indústrias e comércio.

Precisamos fortalecer ainda mais a indústria local, e a logística é fonte de competitividade, para que nossos saldos fiquem cada vez mais favoráveis. Confira a matéria em que comparo a infra-estrutura do Brasil com a de outros países: Logística brasileira – qual nossa situação? .

Continuando a “comemoração” e o debate do dia do comércio exterior, convido todos os leitores para visitar o Twitter do Logística Descomplicada

Brasil reafirma seu pioneirismo na produção do etanol

Como parte de uma iniciativa para diversificar as fontes de suprimento para geração de energia elétrica e estimular a produção de combustíveis renováveis, a Petrobras inaugurou nesta terça-feira, 19, a conversão da primeira térmica do mundo a operar com etanol, na usina termelétrica de Juiz de Fora (MG). A cerimônia contou com a presença do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

A usina, que faz parte do parque gerador da estatal petrolífera, operava apenas com gás natural e inovará suas operações passando a operar no sistema flex-fuel (bicombustível). Inédita no mundo, a operação com etanol, iniciada no último dia 31 de dezembro, encontra-se em testes para otimização.

A escolha da unidade mineira para a conversão foi motivada principalmente pela disponibilidade de área e pelas turbinas derivadas do uso aeronáutico, que já eram utilizadas na UTE JF.

Pioneiro no uso do etanol para veículos e o segundo produtor mundial desse combustível renovável, o País abre uma nova fronteira para o uso do etanol no mercado mundial: a geração de energia elétrica, tanto no país como no exterior. Países importadores de combustíveis líquidos e gasosos, como o Japão, são mercados potenciais para esse uso.

Avanço do Bric ainda não altera o centro do poder

Na avaliação do Financial Times, liderança dos emergentes fica para mais tarde

Coloque um jaguar, um urso, um tigre e um panda juntos e você poderá ter um bom espetáculo, mas não terá uma vida sossegada. Essa é a definição do Financial Times para a situação do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), na série especial preparada pelo jornal britânico sobre o grupo dos principais emergentes do mundo.

Na avaliação do FT, apesar do avanço econômico dos últimos anos, esses países ainda não estão prontos para liderar uma mudança do centro de poder global, principalmente em razão das fortes diferenças existentes entre eles.

“Uma década de crescimento rápido não é suficiente para o Bric pegar o bastão da liderança econômica global dos Estados Unidos e da Europa Ocidental”, diz a publicação. O grupo pode ter surpreendido o mundo com o seu progresso nos últimos dez anos, mas será preciso uma melhora qualitativa, assim como mais crescimento, para consolidar a mudança de poder, avalia o Finacial Times.

Conforme o Goldman Sachs, que inventou o acrônimo, a China deve se tornar a maior economia do mundo antes de 2030. Atualmente, o grupo já tem maior fatia do comércio mundial do que os EUA. O movimento é reconhecido pelos investidores: as ações dos países que formam o Brics encerraram a década valendo mais do que o dobro na comparação com 2005, diz o jornal. Há uma década, apenas um deles tinha grau de investimento, hoje todos possuem. Há apenas 12 anos, o calote da Rússia e a crise cambial brasileira balançavam o mundo, agora esses países acumulam vastas reservas.

A importância da controladoria e do Supply Chain Management – SCM – na busca da vantagem competitiva do e-commerce

artigo de autoria de Sérgio Rodrigues Bio, Masayuki Nakagawa, Léo Tadeu Robles e Ana Cristina de Faria.

Inseridas em um ambiente altamente competitivo e globalizado, as organizações para sua sobrevivência e desenvolvimento têm, cada vez mais, que se concentrar na identificação/ implementação de meios que proporcionem a alavancagem e sustentação de suas vantagens competitivas. Nesse sentido, destacam-se a melhoria de condições de relacionamento com clientes e fornecedores e a prática de sistemas eficientes de gestão empresarial.

Uma forma relativamente recente de relacionamento entre empresas, clientes e consumidores é representada pelo E-Commerce, o qual, na sua eficiência e eficácia, depende de formas avançadas de desempenho das áreas de logística e Controladoria, sendo esta última responsável pela gestão do Sistema de Informações da organização em todas as fases do Processo de Gestão da mesma (Planejamento, Execução e Controle), e aquela, como responsável pelo fluxo real de produtos/serviços transacionados.

A base conceitual do Supply Chain Management (SCM), na visão de logística integrada, também à Controladoria, é apresentada no sentido da busca da vantagem competitiva pelas empresas que operam no E-Commerce.

Tendências da logística e supply chain para 2010

sucessoartigo de autoria de Leandro Callegari Coelho, publicado no portal INBRASC.

Mais um ano chegou ao fim, e depois de olhar para trás e avaliar tudo o que passou, é hora de olhar para o futuro, traçar novas estratégias, e ver o que o mercado nos traz. Ao longo deste ano, compartilhei algumas ideias e sugestões de melhorias através de matérias como esta, aqui no INBRASC. Abordamos, desde janeiro, questões como flexibilidade logística, previsão de demanda, controle de estoques, agregação de valor, como melhorar o lucro, questões ambientais e indicadores de desempenho.

Agora, olhando para frente, tentarei identificar quais serão as tendências do setor logístico e de supply chain para os próximos anos.

Essa análise será feita usando três pilares: (1) consciência; (2) os investimentos que já foram feitos, e; (3) o desafio de se morar em grandes cidades.

O primeiro pilar diz respeito à consciência ecológica e social, a preocupação com o futuro do local onde vivemos: seja nossa rua, a comunidade ou o planeta. Os inúmeros debates mundiais que acontecem nesse tema são prova de que o assunto veio para ficar, e em breve todos os setores estarão engajados: seja por consciência própria, seja por pressão da comunidade e dos consumidores. Assim, a logística precisa se preocupar em conseguir melhores processos com a logística reversa, maior efetividade dos sistemas de roteamento a fim de diminuir os custos de transportes, e maior preparo dos sistemas produtivos para evitar desperdícios.

Não há resposta simples para solucionar a crise – Parte 2/3

Matéria publicada no Instituto Millenium, de autoria de Fernando Raphael.

(continuação da matéria iniciada ontem, parte 1/3)

ESTRUTURA DOS PREÇOS

O Presidente do FED não agiu errado de acordo com nenhuma das teorias. A questão toda é outra. A questão é a composição dos índices usados para medir a atividade econômica. Quando você avalia apenas o índice de preços, como é feito hoje no mundo todo, mas ignora o “quantum”, isto é, a quantidade de bens negociados, acaba-se tendo uma impressão errada sobre o que é inflação ou deflação e o que é uma mudança estrutural nos preços, tanto para cima como para baixo.

Vou dar um exemplo de uma possível mudança estrutural nos preços montando um cenário para a indústria automobilística. A tendência nos últimos 50 anos no mercado de automóveis é que os carros mais novos sejam mais caros que os carros da “geração” anterior, porque a cada nova geração de veículos, mais tecnologia é acrescentada ao produto. Os fabricantes de automóveis, olhando a renda dos trabalhadores, que vem crescendo de forma praticamente ininterrupta, imaginam que a cada década, mais ou menos, os consumidores irão desejar veículos maiores, mais seguros, mais potentes e mais sofisticados.

Com isso, a tendência na indústria automobilística é que o preço dos veículos aumente. Isto pode forçar o índice de preços para cima, fazendo com que através deste produto haja uma leve força atuando para a inflação dos preços. Mas esta é uma mudança estrutural. Quando um novo fabricante, como a indiana Tata, por exemplo, apresenta um novo produto no mercado, de grande volume, com preços muito baixos, ele pode jogar o índice de preços para baixo.

Isto porque a expectativa deste fabricante é vender uma quantidade muito superior de automóveis por um preço muito mais baixo que a média de mercado. Um regulador da taxa de juros desavisado poderia ver nesta mudança na tendência dos preços um risco de deflação, e com isto baixar a taxa de juros, o que facilitaria, teoricamente, a volta de um crescimento no índice de preços. Da mesma forma, este carro de grande volume poderia aumentar o preço de determinados insumos da indústria, como aço, por exemplo, o que poderia ser interpretado como ameaça de inflação. A decisão, portanto, poderia ser tomada de forma equivocada se não for considerada a mudança estrutural dos preços.

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