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Panorama: tendência para 2010

Fique ligado, nos próximos dias você encontrará no site Logística Descomplicada um panorama da logística e supply chain para o próximo ano, escrito por pesquisadores…

Não há resposta simples para solucionar a crise – Parte 1/3

Instituto MilleniumMatéria publicada no Instituto Millenium, de autoria de Fernando Raphael.

Um dos resultados da crise internacional dos sub-prime que estourou no segundo semestre do ano passado é o reavivamento do debate sobre as teorias econômicas do “mainstream” e os “outsiders”. Há tempos que se discute se a teoria econômica deve ser mais keynesiana ou mais neoliberal ou conservadora. A discussão sobre os pacotes e as alternativas para superar a crise levou mesmo a frases e questões como esta abaixo:

“Se antes os bancos eram acusados de emprestar muito agressivamente, agora eram acusados de muito conservadorismo. Se os americanos eram acusados de consumismo irresponsável, agora demandavam mais gastos deles. E o próprio governo, que tanto pregou a luta por casas mais acessíveis, estava agora fazendo de tudo para evitar a queda nos preços das casas. Para onde foi a meta de casas acessíveis? Woods questiona se algum traço de pensamento racional ainda pode ser encontrado em meio a tanta insanidade.” (Constantino, R.)[i]

Aqui está uma questão que não está sendo levada em conta, mas que tanto Mises quanto Hayek apontam em seus trabalhos. No livro “Ação Humana” há até uma frase do Mises que ficou gravada na minha cabeça sobre a questão da inflação. A inflação é a principal forma de avaliar que se a taxa de juros está artificialmente alta ou baixa de acordo com a teoria dos ciclos econômicos de Von Mises. Se há inflação, dentro desta visão, é porque há um excesso de moeda no mercado. Então, quando há excesso de moeda o caminho é aumentar a taxa de juros para conter a inflação. Este é o mecanismo básico de regulação que tem sido adotado em todo o mundo para controlar a oferta e demanda por moeda.

No caso da frase famosa, do Mises, ele dizia que uma vez atropelado o pedestre (isto é, uma vez que a inflação tivesse aparecido por conta do excesso de gastos), dar a marcha à ré não ajudaria a crise passar (a marcha à ré seria a deflação, isto é, a queda generalizada no índice de preços). Portanto, mesmo os liberais austríacos defendem que o ajuste para condições monetárias reais deveria ocorrer num contexto de preços neutros, e não de deflação, para evitar prejuízos maiores no sistema monetário. Só que para aumentar os gastos num contexto de crise econômica, a única maneira eficaz encontrada pelos economistas, independentemente da escola econômica de origem, é o aumento do consumo.

Pequeno guia para se entender a crise

Matéria publicada no Instituto Millenium, de autoria de Cláudio Shikida.

Dizem por aí que o desemprego aumentou por causa da crise. O governo diz que aumentará os gastos aqui e ali por causa da crise. Já há quem diga que estamos em crise, apesar do otimismo – cada vez menor – da administração do presidente da Silva.

Entretanto, o que ninguém consegue é explicar por que tudo o que acontece é causado pela crise. A tal crise é como a guerra das Malvinas para a ditadura argentina nos anos 80: uma bela desculpa para fugir à responsabilidade e ao fardo de explicar, corretamente, os fatos.

Para começar, quedas e subidas nos dados de emprego são típicas em qualquer lugar do mundo. Quanto disso se deve à crise? Ninguém, até onde eu saiba, mostrou um estudo cientificamente decente até agora. Claro que é difícil fazer isto, mas pode-se levantar algumas hipóteses.

Suponha que consigamos descontar o efeito sazonal do ciclo econômico de cada setor da economia. Ainda assim não sabemos o quanto dos movimentos dos dados se devem à crise. Para isto, precisamos saber o quanto cada setor é influenciado pela economia mundial. O setor importa? Exporta? Tomou empréstimos no exterior? Tem dívida em dólares? Em euros? No nível da empresa, pode-se perguntar ainda sobre a relação de cada uma delas com empresas no exterior (por exemplo: a empresa é filial de alguma multinacional?).

Se é bom demais para ser verdade, então não deve ser verdade

Matéria publicada no site do Instituto Millenium, de autoria de Rodrigo Constantino.

“Im a great believer in luck, and I find the harder I work the more I have of it.” (Thomas Jefferson) Desconfie de todos os atalhos para o sucesso. Normalmente, o caminho para o sucesso é árduo e longo, repleto de obstáculos. demanda esforço, trabalho, coragem, tolerância ao risco, dedicação e paciência. Thomas Edison dizia que a genialidade era 1% de
inspiração e 99% de transpiração. As trilhas costumam levar a penhascos com frequência.

Exemplos do cotidiano não faltam. Quem deseja emagrecer, pode tomar aquelas bolinhas para cortar caminho. Não sem graves sequelas. A saúde cobra um elevado preço. O barato sai caro. O mesmo para quem deseja ficar forte num piscar de olhos. Os anabolizantes fazem o serviço parecer mais tranquilo, mas é tudo ilusão. O corpo vai contabilizando com juros o preço da aventura.

Quem deseja conhecimento passa pelo mesmo dilema. Aqueles livrinhos que fazem resumo do resumo para cada filósofo, prometendo Instituto Milleniumaprendizado em apenas 90 minutos de leitura, atraem muita gente com preguiça de beber direto da fonte. Mas ninguém vai conhecer de fato a filosofia de Nietzsche, por exemplo, lendo um livro desses. Para uma conversa de bar, esses livros podem ser úteis. Mas o conhecimento verdadeiro custa mais caro em termos de investimento do tempo disponível.

Os saltos discretos normalmente não ocorrem no progresso da mente ou do corpo. Não há porque ser diferente quando se trata do bolso. Claro que existem exceções. Alguém pode ficar rico de repente, com uma ideia brilhante ou ganhando na loteria. Mas contar com isso é mais do que arriscado: é irresponsável.

Quem tem medo das importações?

Matéria de autoria de Claudio Shikida publicado originalmente no site do Institulo Millenium.

Como foi divulgado na imprensa, o processo de cálculo do PIB passou por uma revisão e os dados mostram que, ao contrário do que se pensava,Instituto Millenium a economia brasileira é ainda muito fechada em relação ao resto do mundo. Ironicamente, alguém pode dizer que “os chineses não eram assim tão perigosos como diziam suas maiores vítimas potenciais: os empresários brasileiros”.

Apesar disto, em um recente debate sobre possíveis formas de se obter uma taxa de câmbio mais desvalorizada, um importante ministro da área econômica declarou:

“A economia brasileira já está bastante aberta. Não há nada que impeça uma abertura maior. Basta que os importadores resolvam importar mais, inclusive porque as importações estão crescendo de forma expressiva. Isto é abertura da economia. E com esse câmbio significa que nós estamos barateando os produtos importados”, disse.

É preciso cuidado com as perspectivas dos especialistas

Matéria publicada no site do Instituto Millenium, de autoria de Rodrigo Constantino.

Quando uma autoridade como Ben Bernanke comenta sobre a situação da economia, o mundo financeiro abandona qualquer tarefa para escutar com atenção. Se isso se deve ao fato de que a opinião do “todo poderoso” chairman do Fed determina as políticas de juros do banco central americano, faz sentido. Afinal, as escolhas do Fed afetam toda a economia mundial. Mas se a profunda atenção ao que Bernanke pensa sobre a economia se deve a uma crença ingênua de que ele desfruta de alguma capacidade premonitória superior ao mercado, isso pode ser muito arriscado.

Em maio de 2007, Bernanke declarou que esperava um efeito limitado no setor imobiliário dos problemas com o “subprime”. Disse ainda que não acreditava num contágio significativo para o restante da economia ou para o sistema financeiro. O índice de ações S&P 500 estava então próximo aos 1.500 pontos e perderia metade de seu valor nos meses seguintes. Quem confiou em Bernanke como guru financeiro acabou quebrando a cara. Ele detinha mais informações que a maioria dos agentes de mercado. No entanto, isso de nada adiantou na hora de prever o futuro da economia.

Antes de BernanInstituto Milleniumke, quem ocupava a poderosa função de “maestro” da economia americana era Alan Greenspan. Mas Greenspan tampouco se saiu melhor quando o assunto é acertar o destino da economia. Em 2007, ele alertou para alguns riscos no setor imobiliário, que ele ajudou a criar com sua política frouxa de juros. Greenspan falou em “sinais de espuma” no setor em algumas áreas localizadas. Mas ele rejeitou os temores de alguns analistas quanto a um possível estouro de uma bolha nacional. Quem apostou suas fichas na suposta sabedoria de Greenspan não teve muito o que comemorar.

Anac vai redistribuir autorizações de voo em Congonhas

aeroporto de congonhasAs empresas aéreas interessadas em operar no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, têm até o dia 15 de janeiro para entregar sua documentação à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que irá redistribuir os slots (autorizações de pouso ou decolagem) disponíveis. Segundo a Anac, a redistribuição está programada para acontecer em 1º de fevereiro.

A agência reguladora explicou que, a despeito da redistribuição dos slots, o movimento do aeroporto será mantido em, no máximo, 30 operações por hora na aviação regular e quatro na aviação geral (aviões particulares, de táxi-aéreo e outros).

Atualmente, operam em Congonhas TAM, Gol/Varig, OceanAir e Pantanal. Com a limitação de 30 operações por hora, outras empresas interessadas dependiam da disponibilidade dos slots durante a semana – totalmente ocupados – ou teriam que operar somente nos finais de semana, quando a demanda cai. Por semana, Congonhas comporta, no máximo, 3.514 slots (502 por dia, de acordo com o horário de funcionamento do aeroporto).

Difusão da inovação

inovaçãoartigo publicado no XXVIII Encontro Nacional de Engenharia de Produção (ENEGEP), no Rio de Janeiro, outubro de 2008:

Difusão da inovação em uma micro-empresa de confecções desportivas

Autores: Leonardo Wolff, Édio Polacinski, Fernando José Avancini Schenatto, Alice França de Abreu.

Este trabalho tem como objetivo analisar o caso de inovação de camisetas de futebol em uma micro empresa do estado do Rio Grande do Sul. Onde, por meio de uma pesquisa de natureza qualitativa, classificada também como exploratória e descrittiva, e que utilizou para o desenvolvimento de seu processo a técnica de estudo de caso, foram coletada as informações necessárias na organização. Através do estudo, procurou-se analisar e descrever a trajetória de desenvolvimento de um produto inovador, seguindo as etapas do processo de difusão da inovação formulado por Rogers (1995). Os resultados obtidos demonstraram que a referida organização desenvolveu seus produtos sob a ótica da inovação incremental, obtendo uma boa aceitação no mercado local. Acrescente-se, que através da presente pesquisa foi possível analisar os fatores que propiciaram, bem como aqueles que prejudicaram o processo de difusão da inovação desenvolvido pela empresa.

Novos cursos sendo cadastrados

Prepare sua agenda. Durante os próximos dias, muitos cursos serão cadastrados na seção de Eventos do site Logística Descomplicada! Ainda dá tempo, pois ainda há…
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