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Fila no Porto de Santos para exportação de açúcar

fila de navios no Porto de SantosA exportação recorde de açúcar pelo porto de Santos, no litoral paulista, o maior do país, causou um estrangulamento das operações em terra e no mar. Os caminhões do interior carregados com açúcar em sacos ou a granel (solto na caçamba) demoram pelo menos o triplo do que deveriam para descarregar suas cargas nos navios.

Os caminhões deveriam fazer a operação toda em três a quatro horas, mas chegam a bater em 12 horas ou até 36 horas em casos extremos.

O resultado foi uma fila de 116 navios ancorados em frente às praias de Santos, segundo a Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), estatal que administra o terminal.

Isto mostra o lado positivo de que o Brasil está conseguindo exportar mais, gerando faturamento extra aos produtores. Por outro lado, revela uma realidade em que a logística brasileira está sucateada: transportar produtos de baixo valor agregado por longas distâncias por caminhões não é o ideal. Este tipo de transporte pode ser feito de maneira mais segura, barata e eficiente usando trilhos, que infelizmente não são realidade no Brasil. Os caminhões poluem mais, superlotam as estradas, aumentando os custos e o tempo de percurso para outros motoristas ou outras cargas que não são recomendadas para os trens.

Além do transporte do interior até o litoral ser ineficiente, mostra como o maior porto do país opera muito próximo à capacidade, sem folga operacional para lidar com uma demanda extra como neste caso. Continue lendo: Fila no Porto de Santos para exportação de açúcar

O Povo Brasileiro e os Impostos

Por Ludmar Rodrigues Coelho*

O Brasil é o país emergente que possui a maior carga tributária, e a  maior taxa de juro do mundo.

No Brasil a carga tributária representa 35,21% do PIB, em comparação com o Japão onde a carga tributária é de aproximadamente 20% e o Estado consegue oferecer serviços públicos como saúde, educação e segurança de boa qualidade. Para comparar com outros países sub-desenvolvidos, nos sul-americanos Argentina os tributos representam 21% do PIB e no Chile, 19%.

A maior causa da alta carga tributária brasileira é o número de impostos, que é maior do que em . . . → Leia mais: O Povo Brasileiro e os Impostos

Você sabe quanto paga de impostos?

impostos no BrasilRecentemente falamos sobre como os impostos impedem o desenvolvimento e o crescimento do país. Também já discutimos que a carga tributária brasileira é muito alta. Mas você sabe o quanto paga de impostos em cada produto que compra? E saberia dizer quanto custa o mesmo produto em outros países, desenvolvidos ou não?

Pensando nisso, surgiu o Movimento Brasil Eficiente, lançado nesta terça-feira 20 de julho. Ele visa sensibilizar a sociedade (população, políticos e, principalmente, os candidatos a serem nossos governantes), sobre a importância de diminuir o peso da carga tributária sobre o setor produtivo, simplificar e racionalizar a complicada estrutura tributária, melhorando a gestão dos recursos públicos. A ideia do movimento é estudar nossa situação e propor medidas que permitam conduzir o crescimento econômico e a geração de empregos à média decenal de 6% ao ano, praticamente dobrando a renda per capita da população em 2020. Isso será possível, desde que a carga tributária caia para patamares de 30% do PIB ao fim da década.

Voltando aos impostos que pagamos: Continue lendo: Você sabe quanto paga de impostos?

Mais gargalos limitando o desenvolvimento

avião pouso - gargalo nos aeroportosUma pesquisa recentemente encomendada pelo BNDES mostrou que além de todos os gargalos logísticos existentes no Brasil, mais um está preocupando: o de transporte aéreo de cargas. Os problemas são similares aos existentes nos portos: faltam espaço de armazenagem, câmaras frigoríficas e pessoal para liberar a carga em tempo razoável.

Em alguns casos, perde-se mais tempo liberando o produto do que no tempo de viagem da China para o Brasil.

Este problema já se mostrava presente em 2008, mas “graças” à crise mundial ficou adormecido enquanto o comércio exterior foi diminuído em 2009. Agora com o aquecimento da economia e de volta aos patamares de 2008, a situação é preocupante e sem solução de curto prazo o Natal promete trazer dor de cabeça tanto a exportadores quanto importadores.

Em 2008, o aeroporto com maior vocação para transporte de cargas do país Continue lendo: Mais gargalos limitando o desenvolvimento

Custos dos impostos e o freio no crescimento

impostos e o crescimentoEsta matéria é uma nota rápida para explicar como os impostos criam barreiras ao setor produtivo e como eles atrasam o desenvolvimento do país. Além disso, você verá como o brasileiro trabalha mais que em outros países apenas para satisfazer ao leão.

Antes de mais nada, é preciso deixar claro que os impostos servem como receita do governo para oferecer os serviços à sociedade; é o que pagamos para que o governo ofereça aquilo que a constituição nos dá direito: segurança, saúde, educação, etc (mesmo que no Brasil tenhamos que pagar o imposto e pagar a empresas privadas para ter estes serviços entregues com qualidade). Aí fica a primeira crítica, os impostos que pagamos não são convertidos em serviços de qualidade para a sociedade.

Além disso, os elevados impostos são um freio à produtividade e ao desenvolvimento empresarial: impostos não dão incentivos à produção, mesmo que este dinheiro arrecadado voltasse integralmente para a sociedade. Siga o raciocínio: Continue lendo: Custos dos impostos e o freio no crescimento

O vazamento de petróleo nos EUA e a nossa logística

O vazamento de petróleo no Golfo do México, EUA, causado pela explosão da plataforma Deepwater Horizon da petroleira inglesa BP (British Petroleum) é o maior desastre natural da história daquele país. As notícias têm sido veiculadas na mídia desde 20 de abril, dia da explosão, e nesta semana (em 15 de junho) o presidente americano Barack Obama fez um discurso à nação que chamou minha atenção e me fez pensar além, na logística brasileira. Vamos entender essa história por partes.

Primeiro, além do óbvio de tentar acalmar as populações atingidas e garantir apoio do governo e pressão na BP para recuperar o litoral e pagar indenizações, o presidente alertou para algo que está sendo discutido no mundo todo, mas ainda são poucas ações concretas que vemos em prática: a necessidade de mudar a matriz energética. Continue lendo: O vazamento de petróleo nos EUA e a nossa logística

Como criar competências logísticas globais – parte 2

Nesta série de dois artigos você verá o que são e como criar competências logísticas globais para uma cadeia de suprimentos. Se você não leu a 1a parte, confira aqui: Como criar competências logísticas globais – parte 1

Estes dois artigos são adaptações de um trabalho escrito por Aline Regina dos Santos.

Considerando os diferentes níveis de aplicação da logística, uma pesquisa conduzida pelo Fritz Institute sugere o estabelecimento de uma competência logística global, a qual se desenvolve em três etapas, a saber: Nível I – Funcional; Nível II – Integração dos processos internos; e Nível III – Integração interna e externa.

No nível I de competência logística as empresas buscam obter excelência nos processos de distribuição, armazenagem, controle de estoques e administração. Assim, a criação de valor está relacionada prioritariamente a melhorias na eficiência. Continue lendo: Como criar competências logísticas globais – parte 2

Como criar competências logísticas globais – parte 1

Nesta série de dois artigos você verá o que são e como criar competências logísticas globais para uma cadeia de suprimentos. Confira a segunda parte da matéria.

Estes dois artigos são adaptações de um trabalho escrito por Aline Regina dos Santos.

1. conceito de Competência

Para iniciar o assunto das competências relativas à área de logística, faz-se necessária uma apreciação sobre o que vem a ser uma “competência”. Competências são definidas como um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que conduzem a um alto desempenho. É importante observar que o conceito pode ser associado tanto às pessoas (a competência do indivíduo), como às organizações (as core competences) e aos países (sistemas educacionais e formação de competências).

Focamos nosso estudo nas competências associadas às organizações, em virtude da logística melhor enquadrar-se nesta área. Para ser chave as competências devem responder a três critérios: oferecer reais benefícios aos consumidores, ser difícil de imitar e prover acesso a diferentes mercados. A questão principal diz respeito à possibilidade de combinação das várias competências que uma empresa pode conseguir para desenhar, produzir e distribuir produtos e serviços aos clientes no mercado. Competência seria assim a capacidade de combinar, misturar e integrar recursos em produtos e serviços. Continue lendo: Como criar competências logísticas globais – parte 1