| Por Logística Descomplicada, em agosto 31st, 2010 A exportação recorde de açúcar pelo porto de Santos, no litoral paulista, o maior do país, causou um estrangulamento das operações em terra e no mar. Os caminhões do interior carregados com açúcar em sacos ou a granel (solto na caçamba) demoram pelo menos o triplo do que deveriam para descarregar suas cargas nos navios.
Os caminhões deveriam fazer a operação toda em três a quatro horas, mas chegam a bater em 12 horas ou até 36 horas em casos extremos. O resultado foi uma fila de 116 navios ancorados em frente às praias de Santos, segundo a Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), estatal que administra o terminal. Isto mostra o lado positivo de que o Brasil está conseguindo exportar mais, gerando faturamento extra aos produtores. Por outro lado, revela uma realidade em que a logística brasileira está sucateada: transportar produtos de baixo valor agregado por longas distâncias por caminhões não é o ideal. Este tipo de transporte pode ser feito de maneira mais segura, barata e eficiente usando trilhos, que infelizmente não são realidade no Brasil. Os caminhões poluem mais, superlotam as estradas, aumentando os custos e o tempo de percurso para outros motoristas ou outras cargas que não são recomendadas para os trens. Além do transporte do interior até o litoral ser ineficiente, mostra como o maior porto do país opera muito próximo à capacidade, sem folga operacional para lidar com uma demanda extra como neste caso. Continue lendo: Fila no Porto de Santos para exportação de açúcar Por Logística Descomplicada, em agosto 9th, 2010 Por Ludmar Rodrigues Coelho* O Brasil é o país emergente que possui a maior carga tributária, e a maior taxa de juro do mundo. No Brasil a carga tributária representa 35,21% do PIB, em comparação com o Japão onde a carga tributária é de aproximadamente 20% e o Estado consegue oferecer serviços públicos como saúde, educação e segurança de boa qualidade. Para comparar com outros países sub-desenvolvidos, nos sul-americanos Argentina os tributos representam 21% do PIB e no Chile, 19%. A maior causa da alta carga tributária brasileira é o número de impostos, que é maior do que em . . . → Leia mais: O Povo Brasileiro e os Impostos Por Logística Descomplicada, em julho 20th, 2010 Recentemente falamos sobre como os impostos impedem o desenvolvimento e o crescimento do país. Também já discutimos que a carga tributária brasileira é muito alta. Mas você sabe o quanto paga de impostos em cada produto que compra? E saberia dizer quanto custa o mesmo produto em outros países, desenvolvidos ou não?
Pensando nisso, surgiu o Movimento Brasil Eficiente, lançado nesta terça-feira 20 de julho. Ele visa sensibilizar a sociedade (população, políticos e, principalmente, os candidatos a serem nossos governantes), sobre a importância de diminuir o peso da carga tributária sobre o setor produtivo, simplificar e racionalizar a complicada estrutura tributária, melhorando a gestão dos recursos públicos. A ideia do movimento é estudar nossa situação e propor medidas que permitam conduzir o crescimento econômico e a geração de empregos à média decenal de 6% ao ano, praticamente dobrando a renda per capita da população em 2020. Isso será possível, desde que a carga tributária caia para patamares de 30% do PIB ao fim da década. Voltando aos impostos que pagamos: Continue lendo: Você sabe quanto paga de impostos? Por Logística Descomplicada, em julho 19th, 2010 Uma pesquisa recentemente encomendada pelo BNDES mostrou que além de todos os gargalos logísticos existentes no Brasil, mais um está preocupando: o de transporte aéreo de cargas. Os problemas são similares aos existentes nos portos: faltam espaço de armazenagem, câmaras frigoríficas e pessoal para liberar a carga em tempo razoável.
Em alguns casos, perde-se mais tempo liberando o produto do que no tempo de viagem da China para o Brasil. Este problema já se mostrava presente em 2008, mas “graças” à crise mundial ficou adormecido enquanto o comércio exterior foi diminuído em 2009. Agora com o aquecimento da economia e de volta aos patamares de 2008, a situação é preocupante e sem solução de curto prazo o Natal promete trazer dor de cabeça tanto a exportadores quanto importadores. Em 2008, o aeroporto com maior vocação para transporte de cargas do país Continue lendo: Mais gargalos limitando o desenvolvimento Por Logística Descomplicada, em julho 7th, 2010 Esta matéria é uma nota rápida para explicar como os impostos criam barreiras ao setor produtivo e como eles atrasam o desenvolvimento do país. Além disso, você verá como o brasileiro trabalha mais que em outros países apenas para satisfazer ao leão.
Antes de mais nada, é preciso deixar claro que os impostos servem como receita do governo para oferecer os serviços à sociedade; é o que pagamos para que o governo ofereça aquilo que a constituição nos dá direito: segurança, saúde, educação, etc (mesmo que no Brasil tenhamos que pagar o imposto e pagar a empresas privadas para ter estes serviços entregues com qualidade). Aí fica a primeira crítica, os impostos que pagamos não são convertidos em serviços de qualidade para a sociedade. Além disso, os elevados impostos são um freio à produtividade e ao desenvolvimento empresarial: impostos não dão incentivos à produção, mesmo que este dinheiro arrecadado voltasse integralmente para a sociedade. Siga o raciocínio: Continue lendo: Custos dos impostos e o freio no crescimento Por Logística Descomplicada, em junho 18th, 2010 O vazamento de petróleo no Golfo do México, EUA, causado pela explosão da plataforma Deepwater Horizon da petroleira inglesa BP (British Petroleum) é o maior desastre natural da história daquele país. As notícias têm sido veiculadas na mídia desde 20 de abril, dia da explosão, e nesta semana (em 15 de junho) o presidente americano Barack Obama fez um discurso à nação que chamou minha atenção e me fez pensar além, na logística brasileira. Vamos entender essa história por partes. Primeiro, além do óbvio de tentar acalmar as populações atingidas e garantir apoio do governo e pressão na BP para recuperar o litoral e pagar indenizações, o presidente alertou para algo que está sendo discutido no mundo todo, mas ainda são poucas ações concretas que vemos em prática: a necessidade de mudar a matriz energética. Continue lendo: O vazamento de petróleo nos EUA e a nossa logística Por Logística Descomplicada, em junho 15th, 2010 Nesta série de dois artigos você verá o que são e como criar competências logísticas globais para uma cadeia de suprimentos. Se você não leu a 1a parte, confira aqui: Como criar competências logísticas globais – parte 1 Estes dois artigos são adaptações de um trabalho escrito por Aline Regina dos Santos. Considerando os diferentes níveis de aplicação da logística, uma pesquisa conduzida pelo Fritz Institute sugere o estabelecimento de uma competência logística global, a qual se desenvolve em três etapas, a saber: Nível I – Funcional; Nível II – Integração dos processos internos; e Nível III – Integração interna e externa. No nível I de competência logística as empresas buscam obter excelência nos processos de distribuição, armazenagem, controle de estoques e administração. Assim, a criação de valor está relacionada prioritariamente a melhorias na eficiência. Continue lendo: Como criar competências logísticas globais – parte 2 Por Logística Descomplicada, em junho 14th, 2010 Nesta série de dois artigos você verá o que são e como criar competências logísticas globais para uma cadeia de suprimentos. Confira a segunda parte da matéria. Estes dois artigos são adaptações de um trabalho escrito por Aline Regina dos Santos. 1. conceito de Competência Para iniciar o assunto das competências relativas à área de logística, faz-se necessária uma apreciação sobre o que vem a ser uma “competência”. Competências são definidas como um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que conduzem a um alto desempenho. É importante observar que o conceito pode ser associado tanto às pessoas (a competência do indivíduo), como às organizações (as core competences) e aos países (sistemas educacionais e formação de competências). Focamos nosso estudo nas competências associadas às organizações, em virtude da logística melhor enquadrar-se nesta área. Para ser chave as competências devem responder a três critérios: oferecer reais benefícios aos consumidores, ser difícil de imitar e prover acesso a diferentes mercados. A questão principal diz respeito à possibilidade de combinação das várias competências que uma empresa pode conseguir para desenhar, produzir e distribuir produtos e serviços aos clientes no mercado. Competência seria assim a capacidade de combinar, misturar e integrar recursos em produtos e serviços. Continue lendo: Como criar competências logísticas globais – parte 1 | Alguns links10 links recomendados (atualize para ver outros) |
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