Logística

Leitura recomendada

Começando nesta segunda-feira, 16 de novembro, e durante 3 semanas, indicarei diariamente  um livro relacionado à este blog. Confira! Todos os livros indicados são aqueles…

Mais uma sobre barcos…

Com o sucesso do último post sobre o viaduto de navios (veja aqui, se ainda não viu), mostro agora mais uma obra de arquitetura e engenharia: a Roda Falkirk (Falkirk Wheel), localizada na Escócia:

Falkirk Wheel - Escócia

Esta “roda” funciona como um elevador para navios, uma alternativa às eclusas (como as do Canal do Panamá, que já mostrei aqui no blog).

O desnível é aproximadamente de 25 metros, e a roda consegue transportar 2 navios de cada vez: um que sobe, outro que desce. Os navios entram num compartimento fechado, enquanto toda a estrutura gira 180º, permitindo a continuidade da navegação.

O processo não leva mais do que 5 minutos, e usa muito pouca energia pois os dois compartimentos sempre têm o mesmo peso, não importa se há um navio dentro dele ou não. Quando um navio entra, um pouco de água sai e assim os 2 compartimentos estão sempre equilibrados.

Confira uma foto tirada durante a metade do percurso:

Falkirk Wheel - metade do caminho

Coloquei dois vídeos desta obra na seção de vídeos, e você pode conferir clicando aqui.

Confira mais informações e mais fotos no resto deste post:

Dois rios, duas rotas, um cruzamento….

Essa é pra quem acha que já viu de tudo: na Alemanha, existe um cruzamento de dois rios, com tráfego em direção perpendicular um ao outro. Como? Um rio passa por cima do outro.

Normalmente vemos pontes para pedestres e automóveis passarem por cima de rios, mas por lá, resolveram fazer navios passarem por cima de rios também, em sua própria ponte.

Confira nas fotos abaixo!

Cruzamento de rios, Alemanha

A ponte tem 918 metros de extensão e foi finalizada em outubro de 2003, e está localizada na cidade alemã de Magdeburg.

A ponte tem amplo espaço para visitação do público, e inclui estacionamento e vias para pedestres e bicicletas. Placas informativas detalham a história e dão notícias da construção da ponte.

Confira mais fotos desta maravilha da engenharia e logística abaixo:

Qualidade x produtividade

produtividade ou qualidade? Ou os dois?!

Matéria publicada nos portais NEWSCOMEX e IBCELOG em novembro de 2009:

A flexibilidade produtiva: Focar em qualidade ou em produtividade?

Autor: Leandro Callegari Coelho.

Desde que Ford implementou a linha de produção, até os dias de hoje a produção em massa tem sido um dos modelos mais utilizados. No entanto, nos últimos anos, devido à necessidade de atender clientes diferentes com gostos diferentes e competir num mercado global altamente concorrido, um sistema de produção flexível se tornou apropriado para muitas situações.

Na produção em massa o foco está na estrutura da empresa, em aproveitar da melhor forma possível os recursos disponíveis, visando o menor custo unitário e a maior lucratividade. Com o advento das técnicas de qualidade (TQC, TQM, quality assurance, 5S, Six Sigma, dentre outras), que foram em grande parte desenvolvidas no oriente, as empresas de produção em massa puderam incorporar no seu dia-a-dia um modelo de produção mais condizente com as necessidades do mercado, que quer mais do que só o produto: quer também valores agregados, benefícios paralelos, qualidade.

Reduzir os estoques para melhorar os custos

estoques

Gestão de estoques – Onde atuar para diminuir seus estoques e melhorar seus custos

A crise econômica está dando sinais de que ficou para trás, mas isso não significa dinheiro sobrando no caixa das empresas, muito menos que é hora de afrouxar as rédeas do controle e do corte de despesas desnecessárias.

Uma área em que sempre é possível melhorar é na gestão do inventário. Dependendo do tipo de produto com que sua empresa trabalha, o nível de estoques incorreto pode ser seu fim. Níveis adequados de estoques têm impacto direto no giro de caixa e nos custos, e nunca será demais melhorar a gestão de estoques.

Dado que os estoques estão lá para atender a uma demanda futura, normalmente desconhecida, deve-se focar na melhoria dos sistemas de gestão de estoques, de previsão de demanda e na avaliação da qualidade dos mesmos.

Responsabilidade ambiental – função de todos

Responsabilidade ambiental e sustentabilidadeEm busca de processos mais verdes

Não há como negar a crescente atenção dada ao meio ambiente, aquecimento global e responsabilidade ambiental. Espera-se que as empresas façam sua parte para diminuir as emissões de carbono, e os olhos dos consumidores estão voltados a isto. Logo, não é mais uma opção promover processos ecologicamente responsáveis: agora é obrigação.

No entanto, isto não significa que as empresas precisam gastar mais para atender a esta nova demanda. Pelo contrário, é possível lucrar mais com isto.

Pesquisas indicam que pelo menos 75% dos consumidores afirmam que suas decisões de compras são influenciadas pela reputação ecológica da empresa, e que até 80% estariam dispostos a pagar um pouco mais caro por um produto ecologicamente correto. Já se foi o tempo em que os consumidores apenas pensavam no assunto, hoje eles já pagam por isso. Vejamos dois exemplos.

Plataformas logísticas

artigo publicado no XXVII Encontro Nacional de Engenharia de Produção (ENEGEP), 2007, em Foz do Iguaçu, PR:

O desenvolvimento das plataformas logísticas no Brasil

Autores: Neimar Follmann e Douglas Hörner.

A  concorrência mundial  tem  feito  setores,  como  o  têxtil, moveleiro  e calçadista,  por  exemplo,  perderem  mercado  para  competidores, principalmente  os  asiáticos,  capazes  de  oferecer melhores  preços. As empresas européias, como  forma de reagir   a esse contexto, viram no uso  de  Plataformas  Logísticas  –  PLs  uma  parcela  da  solução.  Estas empresas viram que era necessário desenvolver vantagens competitivas onde o preço não fosse a principal forma de concorrer. As PLs, através do uso  integrado de modais, agilidade na  expedição de mercadorias, localização privilegiada, entre outros,  tornaram possível a criação de valor perante o mercado. No Brasil o uso deste sistema logístico ainda não  está  sendo  fortemente  desenvolvido.  Considerando-se  o desenvolvimento de uma PL à partir do projeto, a Plataforma logística Multimodal  de Goiás  é  o  único  caso  com  possibilidade  de  se  tornar uma realidade.  O uso de PLs pode contribuir muito para as empresas brasileiras,  apesar  de  serem  necessários  maiores  estudos  para identificação de características necessários para o uso em um país de extensões continentais.

Performance logística

artigo publicado no XXII Congreso Latinoamericano de Estrategia (Argentina) em 2009 (texto em espanhol, com resumo em inglês – veja mais abaixo):

Ciclo de vida de la evaluación del desempeño logístico

Autores: Camila A. Zago, Leonor F. Abreu, Neimar Follmann, Vanina M. D. Silva, Carlos Taboada.

La competitividad presente en el mercado es cada vez mayor, haciendo con que las organizaciones tengan un ciclo de vida turbulento, recorriendo a estrategias que auxilien el aumento de su desempeño en el mercado por un período más largo. Entre esas estrategias se encuentra la evaluación del desempeño, que consiste como un medio de monitorizar las actividades desarrolladas, así como su repercusión. Para evaluar el desempeño, en este caso de las actividades logísticas, son utilizados indicadores que cambian de acuerdo con lo que está siendo monitorizado. El estudio del ciclo de vida de la evaluación del desempeño logístico tiene el objetivo de verificar las mudanzas estructurales que ocurren a lo largo de la existencia de las actividades logísticas, que afectan el desempeño de las empresas en el mercado. Basado en la confrontación entre los modelos de ciclo de vida propuesto por Greiner y Adizes se estructuró una propuesta de ciclo vital de la evaluación del desempeño logístico,
con el intuito de hacer con que las organizaciones poseerían directrices para revaluar el ciclo de vida de sus actividades logísticas,  reposicionándose en el mercado.

Logística
A nova onda: Logística Reversa

A nova onda: Logística Reversa

logística reversa: o transporte de trás pra frente

Com o crescente volume de negócios em escala mundial e a imensa quantidade de produtos transportados diariamente, aumenta também a quantidade de lixo gerado e de materiais que precisam ser mandados de volta à sua origem. Esse tráfego de produtos no sentido contrário da cadeia de produção normal (dos clientes em direção às indústrias) precisa ser tratado adequadamente, para evitar trabalho e custos extras.

A logística reversa é a área responsável por este fluxo reverso de produtos, seja qual for o motivo: reciclagem, reuso, recall, devoluções, etc. A importância deste processo reside em dois extremos: em um, as regulamentações, que exigem o tratamento de alguns produtos após seu uso (como as embalagens de agrotóxicos ou baterias de celulares); na outra ponta, a possibilidade de agregar valor ao que seria lixo. Veremos mais detalhes ao longo deste artigo.

Com o aumento das pressões da sociedade para produtos e processos ecologicamente corretos, a reciclagem ganha força e a logística reversa é um dos principais motores deste movimento. Além de contribuir legitimamente para a redução dos impactos ao meio ambiente há um ganho de imagem para a empresa que o faz. Há exemplos de reciclagem que já são práticas comuns: latas de alumínio, garrafas pet, papel, dentre outros itens de pós-consumo.

Como aumentar o valor percebido pelos seus clientes?

Matéria publicada no portal INBRASC em junho de 2009:

Aumentando a percepção de valor dos seus produtos junto a seus clientes

Autor: Leandro Callegari Coelho.

A luta acirrada pelos melhores clientes e a tentativa de se relacionar com os melhores fornecedores faz com que áreas antes consideradas periféricas na gestão empresarial passem a ser significativas. Uma dessas áreas é a logística, que deixou de ser responsável apenas por transportar mercadorias (um centro de custos), e passou a ser determinante para o sucesso de muitas organizações, (um centro de lucro) agregando valor aos produtos. No entanto, a logística como é geralmente conhecida e praticada nas empresas, restrita aos processos de armazenagem, movimentação e transporte, não consegue fazer o que se espera deste setor atualmente – agregar valor ao produto frente às necessidades dos clientes. Diversos fatores têm contribuído para que a logística assuma um papel de destaque nas empresas, dentre eles a equiparação do poder das empresas em diversas áreas que antes serviam de diferencial e a visualização da possibilidade de se utilizar o fluxo de produtos na cadeia de suprimentos como uma nova estratégia de diferenciação e redução de custos. Aliado a esta condição, atualmente a logística pode interagir com outros setores dentro da empresa e mesmo fora dela com fornecedores e clientes. Por meio de avançadas tecnologias de informação e de uma diferente visão em relação às parcerias, pode-se, por exemplo, desenvolver produtos com fornecedores e clientes, formatados para um transporte mais eficiente, agregando valor final através da logística. O profissional de logística deve agir para a criação de valor, seja na visão dos clientes, seja na visão daquele que oferece o bem, o que significa que é preciso trabalhar com uma visão de valor para toda a cadeia de suprimentos. A agregação de valor deve beneficiar todos os atores do processo produtivo e de uso do produto.

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