Cercados pelo melhor

Cercados pelo melhor

Sempre procuramos nos cercar com a melhor faculdade, a melhor profissão e com os melhores salários, mas esquecemos de nos cercar com pessoas e com aquilo que nos faz crescer realmente: pessoas que nos ensinam a viver e torcem para que dê certo, sentimentos que nos tornam grandes e coisas que nos fazem bem. Nada de distinção entre pessoas, porém se faz necessária uma maior atenção àquelas que participam dos nossos planos. Pessoas que nos bombardeiam com más notícias, fofocas e intrigas sempre representarão um perigo ao nosso bem-estar.
Há dois anos uma universidade norte-americana concluiu numa pesquisa que o poder de uma má notícia age no organismo durante dias a depender de sua gravidade mesmo antes de constatar sua veracidade. Já o poder de uma boa notícia eleva nosso nível de satisfação, ânimo e alívio, inclusive de dores físicas. Até aqui nenhuma novidade, mas por que, para muitos, é mais importante a divulgação da má notícia? Eu diria que muitas pessoas perseguem tanto a popularidade que se desprendem da verdade. Carentes de atenção fazem de tudo para que outros olhos se voltem para elas. Daí começa o vício por isso, depois vêm as mentiras, as fofocas…

Um dos muitos sinônimos que usamos para identificar a morte é “mensageiro da má notícia”. Pois é, tem muita gente fazendo o papel da morte na vida do outro. É muito importante abandonarmos o prazer das más notícias. Imagine chegar ao setor com a frase “Gente, está na hora de ser forte!” para animar, estimular o alcance das metas; ou chegar com a frase “Gente, está na hora do corte!” O que vai ter de gente ao redor para saber se estará na lista… Deixe isso para quem vive de vender jornais. Não é necessário viver alienado, mas não contribua com “terrorismos”. É a forma mais distante de alcançar a unanimidade e mais curta para tornar-se indesejável.

Seus planos são importantes demais para serem entregues ao simples acaso que lhe rodeia, para que eles se realizem é fundamental saber se localizar e se cercar do que há de melhor naquilo que a convivência com pessoas possa oferecer.

Cercados pelo estresse, más notícias e por aqueles que vestem sua camisa, mas torcem contra, vamos caminhando para uma instabilidade emocional e prática que reflete diária e diretamente no seu lar, no seu trabalho e no seu íntimo. No ambiente competitivo isso é muito comum, rotineiro eu diria. Além do saber SER é necessário saber ESTAR. Isso faz muita diferença mesmo!

Quando nos cercamos de conhecimentos obtemos uma melhor qualificação, por conseguinte, uma melhor colocação no mercado, um salário melhor, uma maior qualidade de vida… Como nota-se, o melhor atrai o melhor. É desencadeada uma onda de mudanças quando damos o que temos de melhor e quem está por perto respira desse ar inspirador e renovador. Claro que não só não é fácil sempre se cercar de coisas boas como é muito difícil sustentar esse estado quando adquirido. Seu maior inimigo é a inveja. Não acredito nela enquanto for sentimento, o problema é que quase sempre se transforma em ações e, são essas ações, que realmente podem derrubar a estabilidade de alguém e somar diversas consequências.

Na vida não se agrada a todos, no trabalho então, a unanimidade é uma raridade. O melhor mesmo é trabalhar, isso lhe permite aparecer para as pessoas certas. Isso é de uma naturalidade inacreditável; assim como a traição pelas próprias palavras daqueles que visam o sucesso através do terrível prazer de tirar o prazer dos outros.

Nesse contexto, vale lembrar que só pessoas sem criatividade e sem o bom senso falam de pessoas. Que falemos cada vez menos de pessoas e cada vez mais de assuntos e de ideias produtivas.

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Foi Coordenador de Logística na Têxtil COTECE S.A.; Responsável pela Distribuição Logística Norte/Nordeste da Ipiranga Asfaltos; hoje é Consultor na CAP Logística em Asfaltos e Pavimentos (em SP) que, dentre outras atividades, faz pesquisa mercadológica e mapeamento de demanda no Nordeste para grande empresa do ramo; ministra palestras sobre Logística e Mercado de Trabalho.

  • Pois é…às vezes estamos pra baixo, sem motivação, desacreditado, sem perspectiva…principalmente no traballho. Há dois anos não me encontro como profissional. Sempre acho que sou mal aproveitado e mal remunerado. Porém, o que eu faço ? Ouço. Ouço as pessoas positivas. Aquelas que mostram exemplos de sucesso sem demagogia. Leio. Leio artigos como esse que demonstram que não estou errado nas minhas convicções. Falo. Falo coisas positivas para pessoas que estão desanimadas. Compartilho. Compartilho conhecimento, experiências, exemplos do que se deve e do que não se deve fazer. Neste momento estou encaminhando a uma série de amigos este texto para todos refletirem.

    • Marcos Costa

           Prezado Leonardo Lopes,
           Quem disse que não se aprende com comentários de textos? Aprendi muito com o seu. Você falou em poucas linhas o que procurei falar em muitas. Você pode estar perdido no seu entusiasmo, mas profissionalmente você é grande e mantém a clareza da essência de quem casa com o sucesso. Sempre digo que não adianta ser admirado por outros profissionais se não somos queridos como amigos, como familiares, como pessoas. Quem faz o que você faz são chamadas de pessoas grandes.
           Você está no caminho certo. Os exemplos que tenho conhecimento asseguram essa constatação. Procure, mesmo diante dos problemas, fazer sempre um trabalho espetacular. Como diz um colega “um jogador de futebol não faz gol contra por ganhar pouco”. Ele procura ser espetacular para ser valorizado mesmo que a torcida não veja isso agora. Continue sendo uma pessoa espetacular.
           Muito obrigado por compartilhar sua opinião. Muito sucesso pra você.

  • Cíntia Barbosa

    Vivo constantemente isso no meu trabalho e vejo como as pessoas podem ser más umas com as outras…e te derrubam com simples palavras, olhares ou gestos…isso gera um desconforto muito grande, seja no seu trabalho ou fora…muito bom seu texto, é importante sempre estarmos atentos a obter uma melhor qualidade de vida e verificarmos que ainda existem pessoas boas ao nosso redor.

  • Pedrologistica

    Olá Marcos,
    Muito legal este artigo, mas claro, bem vindo ao mundo real, onde as más notícias se faz necessário, muitas vezes para fazer as pessoas se mexerem, mas também traz o que chamo de desmotivação em cadeia, fazendo com as pessoas se mexam; não para solucionar os problemas, mas sim para resolver o seu problema pessoal.

    Forte Abraço

    • Marcos Aurélio da Costa

      Olá Pedro,
      Seu comentário é verdadeiro, vivido todos os dias em nossos lares e, principalmente, nos ambientes de trabalho. Mas o que chamo atenção em meus artigos é sobre a diferença entre ser assim e não necessariamente ser assim. Isso, por si só, já nos dá uma opção. É claro que talvez não possamos mudar por completo o nosso meio, mas podemos mudar a nós mesmos. Diante das coisas como estão, mudar mesmo que um pouquinho já é um grande passo. As atitudes das pessoas para conosco são um reflexo daquilo que somos para elas.
      Muito obrigado por sua participação. Sucesso para você.

  • Gilvandiaspeo1

    muito bom, exelente o texto!

  • Marceloleco100

    Parabéns pelo artigo,apenas temos que por em prática essas atitudes.

  • Lucianaqueiroz

    Como administradora e professora, fico feliz de ler um artigo como este num site de logística. Sinal de que estamos avançando como pessoas!

    • Marcos Aurélio da Costa

      Olá Luciana,
      Agradeço os comentários de todos e o seu em especial. Primeiro por ser professora, missão pela qual tenho um profundo respeito e admiração. Segundo, por perceber e ajudar a difundir que para sermos bons profissionais precisamos ser boas pessoas primeiramente.
      Obrigado por sua participação. Sucesso para você.

  • Marcia

    Olá!

    Muito oportuno o artigo, parabéns.
    Márcia

  • Thiago Sousa

    Como a gente vê isso por aí! Realmente são pessoas que pensam que ganham algo com isso.