Com denúncias, aumentam obras em situação preocupante no PAC

Com denúncias, aumentam obras em situação preocupante no PAC

Após denúncias de desvio de verbas públicas no Ministério dos transportes, em junho deste ano, aumentou a quantidade de obras em transportes monitoradas pela segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) em situação considerada preocupante pelo governo. Essas obras contemplam, principalmente, a construção, duplicação e recuperação de 135 rodovias, a expansão da malha ferroviária brasileira (com 29 obras), a construção, reforma e adequação de portos e aeroportos.

corrupção transportesDesde o último balanço do PAC 2, em julho deste ano, a quantidade de obras consideradas preocupantes subiu de 5% para 6%. Aumentou, também, o número de projetos acompanhados pelo governo que merecem atenção. Essas obras passaram de 11% no balanço divulgado em julho para 12% no segundo levantamento. Com isso, reduziu a quantidade de projetos em ritmo adequado, de 83% para 77%.

De acordo com o Ministério do Planejamento, isso acontece porque os projetos em rodovias e ferrovias – cujos contratos foram postos em suspeição após a crise no ministério – estão sendo reavaliados. Alguns tiveram os valores alterados pelo governo.

O governo ainda suspendeu 14 das 42 licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) – órgão envolvido em denúncias – que estavam em andamento. Outras 27 foram suspensas, das quais 14 devem ser retomadas ainda este ano. O órgão é responsável por obras em estradas e rodovias.

No caso das ferrovias, das oito licitações que estavam sendo feitas pela Valec – estatal que cuida da malha ferroviária brasileira -, metade foi revogada e a outra metade, suspensa por tempo indeterminado, com exceção de uma, que deverá ser retomada também este ano. A Valec também foi envolvida nas denúncias de fraude nas licitações. Em ambos os casos – DNIT e Valec – , as licitações sem previsão de retomada só devem ser publicadas no primeiro trimestre de 2012.

Entenda as denúncias

Em julho deste ano, o ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento pediu demissão após denúncias de superfaturamento de obras na pasta e nos órgãos a ela vinculados -DNIT e Valec, principalmente. A crise envolvendo o ministério se agravou após denúncias de que o filho de Alfredo Nascimento havia enriquecido ilicitamente em razão da influência exercida pelo cargo do pai.

Por Luciana Cobucci, Portal Terra

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Leandro C. Coelho, Ph.D., é Professor de Logística e Gestão da Cadeia de Suprimentos na Université Laval, Québec, Canadá. Conheça mais no menu Sobre (acima).