Como fazer seu TCC de logística (parte 2/2)

Como fazer seu TCC de logística (parte 2/2)

O dramaturgo e poeta romano Terêncio (159 a.C.) já dizia: “Não há coisa tão fácil que não pareça dificílima quando feita de má vontade”. E vontade é mesmo tudo! Você pode até julgar que seu conhecimento não seja suficiente para elaborar um TCC de ponta a ponta, mas será sua falta de vontade que apontará para um insucesso. Não veja como algo enfadonho, apenas como algo que é necessário e engrandecedor. Você perceberá no final que não foi nenhum bicho-de-sete-cabeças.

Como montar seu TCC?

É importante ler a primeira parte deste artigo com as dicas sobre o início das tarefas, pois começará outra parte delicada – que é a montagem. É agora que você estará mergulhando em seu trabalho ao selecionar e mover seus textos para um arquivo com o título de seu TCC. Nesse momento você lê, estuda, compreende, monta e ensaia algumas críticas, mas vá em frente! Nada é definitivo e você poderá reconsiderar algumas colocações. Só lembre que, se excluir algo ou incluir textos de uma nova pesquisa, o arquivo com as referências deverá ser alterado.

As normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) são um pouco complexas porque abrangem todas as necessidades para a apresentação de trabalhos, o que reforça a importância de consultar sempre o estatuto e buscar apoio do orientador para que não haja confusões e divergências na formatação.

Contudo, na montagem você pode optar em se aprofundar nos requisitos de formatação e já trabalhar em conjunto com o layout das páginas e seus espaços, ou fazer em separado, configurando tudo detalhadamente ao final. Porém, vale lembrar que de qualquer forma são importantes alguns “pentes finos” para se assegurar da correta formatação que é um elemento importantíssimo no TCC.

Só após o desenvolvimento serão concluídos os demais elementos pré-textuais (como resumo e sumário), textuais (introdução e considerações finais) e pós-textuais (referências – que já estarão prontas). Vale lembrar que a obrigatoriedade dos demais elementos depende da instituição – desde que mantidos os obrigatórios.

Atente para que suas soluções apontadas não sejam superficiais. Não esqueça que não precisam ser soluções mágicas ou mirabolantes, mas coerentes.

Trabalho montado, é hora de revisar atentamente para eliminar erros comuns que, devido estresse, falta de domínio da língua e falta de atenção às normas, mancham muitos trabalhos cujos conteúdos são excelentes. Vejamos alguns:

Erros mais comuns em um TCC

O desespero, a preguiça e a falta de criatividade levam alunos a adotar o plágio como alternativa mais viável. E não é! É o pior erro que se possa cometer com algo que lhe deu a chance de ser um profissional melhor. E muitos apostam que o orientador ou a banca examinadora não perceberão e são apanhados de maneira vexatória. Plagiar é crime!

A melhor forma de escrever seu TCC é ler o texto, marcando os pontos mais importantes, absorver o conhecimento e em seguida explicar, já escrevendo, para você mesmo. Muitos têm dificuldades nessa atividade, mas é só falta de treino. E não se esqueça de mencionar a fonte, do contrário também configurará plágio.

Depois do plágio, os erros mais comuns estão na formatação do trabalho. Os títulos das seções (primárias, secundárias, terciárias etc.) requerem formatos diferentes e muitos alunos “passam batidos”. Assim como espaçamentos, legendas de figuras e tabelas, paginação e até as referências merecem muita atenção.

Não há dúvidas de que temos uma língua repleta de regras e “cascas de bananas” que não ajudam muito quando construímos textos mais formais. No entanto, os erros mais comuns em relação à ortografia estão relacionados com a concordância, com a construção das frases. O aluno não pode confiar só no corretor ortográfico automático. Quando se substitui “mas” por “mais” o sistema entende que a palavra está correta, MAS por não compreender a função adverbial, MAIS um erro será contabilizado. Além disso, também é muito comum o uso incorreto dos verbos (estar/está) e da acentuação gráfica modificando o entendimento das frases.

Os elementos finais exigem maior atenção e pedem, muitas vezes, um apoio extra para a verificação da ortografia e da formatação. Não confie somente na sua revisão. Afinal, o cansaço já o dominou e sua ansiedade pelo resultado mais parece um peso gigantesco que logo será aliviado de acordo com sua dedicação. O “sofrimento” já não importa agora. O importante é que deu tudo certo… Ufa!

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Leandro C. Coelho, Ph.D., é Professor de Logística e Gestão da Cadeia de Suprimentos na Université Laval, Québec, Canadá. Conheça mais no menu Sobre (acima).