Como melhorar suas operações usando indicadores de desempenho?

Como melhorar suas operações usando indicadores de desempenho?

Os indicadores de desempenho, também chamados de KPIs (key performance indicators) são medidas de desempenho quantificáveis que ajudam as empresas a definir, avaliar, acompanhar e melhorar seu desempenho em áreas consideradas importantes para a organização.

Por refletirem aspectos estratégicos da empresa, devem ser cuidadosamente selecionados, para que os colaboradores possam olhar para o indicador, tentar melhorá-lo, e com isso, melhorar o desempenho geral da empresa. Assim, servem para direcionar os esforços da equipe para aquilo que a alta gerência considera importante.

Mas quais são os indicadores mais indicados para cada empresa? O segredo é customizar a seleção dos indicadores, para que eles reflitam uma situação que é única para cada empresa. Não se deve utilizar todos os indicadores disponíveis, isto seria uma enorme perda de tempo. Aqui, a regra do Pareto é válida: poucos são vitais, a maioria é trivial. Um departamento que tenha 5 bons KPIs está no caminho certo para direcionar seus esforços para a melhoria contínua naqueles itens escolhidos, que serão sua vantagem competitiva.

indicadores de desempenho e gestões de operaçõesOutro aspecto importante é compreender a relação entre eles e com a empresa. Isto significa saber o que se passa por trás dos números apresentados. O número não pode ser um troféu, o processo por trás do número é o verdadeiro troféu a ser alcançado. Assim, quando a gerência lê o relatório com o KPI, é preciso que ela entenda o que ele significa, quais as implicações de cada alteração e como eles interagem. Por exemplo, se o giro de estoque aumentou mas o giro financeiro manteve-se igual, é possível que algo precise ser melhor explorado.

Uma vez que os indicadores estejam compreendidos e os número sendo avaliados, é hora de identificar os pontos fracos e fortes da organização, direcionando novamente esforços para melhorar os elos mais fracos. Isto pode ser obtido através de dois passos: criação de metas e de ações corretivas. Onde queremos chegar e o como chegaremos lá.

Por fim, basta não jogar os relatórios no fundo da gaveta: é preciso fazer um acompanhamento constante e uma comparação ao longo do tempo. As ações corretivas surtiram o efeito desejado? Se sim, qual o próximo elo mais fraco a ser abordado? Caso contrário, o que saiu errado, como corrigir e qual a próxima meta a ser atingida?

Assim, o círculo virtuoso começa. Boa sorte e bom trabalho!

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Leandro C. Coelho, Ph.D., é Professor de Logística e Gestão da Cadeia de Suprimentos na Université Laval, Québec, Canadá. Conheça mais no menu Sobre (acima).

  • Gabriel A.

    Ótima a matéria, como sempre. Aproveitando ao tópico gostaria de perguntar (e ao mesmo tempo fazer um sugestão): O que acham de uma matéria sobre os impostos?

    Não somente o mesmo blá-blá-blá de sempre. Uma meteria falando os pontos bons do mesmo (como estimular nosso mercado, criar um protecionismo saudável etc..). Sei que o impostos no nosso pais são absurdos, e a "roubalheira" faz com que sejam mal aplicados ( ou melhor, nem sejam aplicados…) mas eles também tem um lado bom….

    Divaguei de mais já. Termino meu comentário por aqui, abraços e Parabéns novamente pelo blog(site)