Investimentos previstos em rodovias

buraco na estrada brasilRecente pesquisa indica onde estão localizadas as melhores e as piores rodovias federais. A pesquisa mostra qual o percentual de estradas é considerado como ruim ou péssimo, e indica que o estado de São Paulo possui a menor porcentagem de estradas nesta situação, enquanto a região Norte abriga estados com as piores estradas.

A pesquisa mostrou ainda que não apenas a estrada propriamente dita está ruim, mas dá informações sobre a segurança geral: 70,1% das placas estão desgastadas e não são perfeitamente visíveis. Em mais de 10% das placas há mato cobrindo total ou parcialmente a mesma; em torno de 10% dos casos não há placas indicando limites de velocidade e indicações gerais.

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A manutenção e conservação das estradas federais pioraram este ano em relação ao ano passado. Além disso, as vias gerenciadas pela União continuam com estrutura pior que os trechos das concessionárias. Os dados divulgados são da Pesquisa CNT de Rodovias 2010 que, em um dos tópicos, fez uma avaliação das rodovias por tipo de gestão (pública e concessionada). Com esses dados em mãos, o governo anunciou ontem que pretende fazer um investimento recorde de R$ 17 bilhões em 2011.

Analisando os números do que é administrado pelo governo, nos anos de 2009 e 2010 houve uma queda no rendimento dos trechos da União nas estradas consideradas “ótimas” de 8% para 7,1%. Já nos trechos concedidos às concessionárias, as rodovias consideradas “ótimas” saltaram de 42,6% para 54,7%. Também houve aumento dos trechos gerenciados pelo governo considerados “ruins” de 19,8% para 20,5% e “péssimos” de 8,4% para 9,5%. Já nas rodovias concessionadas os trechos “ruins” passaram de 1,9% para 1,3% e os “péssimos” de 0% para 0,1%.

O cálculo feito pelo governo no estudo somava toda a malha nacional tanto pública quanto concedida, totalizando 90 mil quilômetros. Dessa forma, a média do governo subia, já que os trechos concedidos possuem qualidade maior. No cálculo por tipos de gestão feito no estudo da Confederação Nacional de transportes, o governo possui 76 mil quilômetros e a iniciativa privada 14 mil. Após separar os domínios, a média governamental passa a ser pior que a do ano passado.

Do investimento total previsto para 2011, R$ 5 bilhões serão para manutenção de vias e R$ 7,178 para construção de trechos.

O diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Luiz Antônio Pagot, apresentou ontem, ao analisar o estudo da CNT, dados sobre o aumento da frota e da malha nacional. O número de veículos no país saltou de 29,5 milhões em 2000 para 59,4 milhões em 2009. No mesmo período, a malha rodoviária federal passou de 56,1 mil quilômetros para 71,9 mil quilômetros, excluindo os trechos passados para a iniciativa privada por meio de concessões.

O principal problema constatado nas rodovias federais foi a “geometria da via”, que analisa pista simples ou dupla, terceira faixa, acostamento e conservação de pontes e viadutos. Nesse quesito, 48,1% das rodovias apresenta condições péssimas ou ruins.

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Adaptado do Diário Catarinense e Valor Econômico
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Leandro C. Coelho, Ph.D., é Professor de Logística e Gestão da Cadeia de Suprimentos na Université Laval, Québec, Canadá. Conheça mais no menu Sobre (acima).

  • Rodrigo

    Com tantos impostos que pagamos ainda encontramos estradas "rodovias" nesta situação…parabéns pelo artigo.

  • Márcia

    Muito bom o artigo, parabéns!