Logística e TI – invasão às redes de computadores

Por Paulo Sérgio Gonçalves *

segurança da informação, TI e a logísticaNa semana da posse da Presidente (a) Dilma Rousseff , computadores do Palácio do Planalto sofreram uma pane motivada por um ataque conjugado. Esses ataques são realizados, normalmente, utilizando-se de vários computadores chamados “zumbis” e tem por finalidade sobrecarregar os servidores a tal ponto que não resistem ao elevado volume de acessos e por via de consequência sofrem pane!

Esses “zumbis” não são nada mais do que computadores de usuários ingênuos que foram utilizados por pessoas altamente capacitadas (hackers) a invadir sistemas e operar redes de computadores sem serem rastreados.

Em artigo publicado em seu blog (Early Warning blog), um analista de defesa dos EUA escreveu: “nossa habilidade para penetrar nos sistemas de computadores do inimigo, nossa habilidade de explorar redes de comunicação, com o objetivo de manipular digitalmente as informações, é real!”

Fazendo um link recente, todos devem ter lido na mídia que o Irã sofreu um ataque na rede de computadores responsáveis pelo controle do sistema de enriquecimento de urânio. Esse ataque paralisou a operação das centrífugas de beneficiamento de urânio e por via de consequência provocou um atraso considerável no programa nuclear iraniano.

Se essas operações são executadas com objetivos ligados a denominada cyber war (guerra através da internet), nada impede que as empresas também sofram ataques de hackers com objetivos diversos: desde a prosar para seus amigos que é “poderoso”, até utilizar esses ataques para fins ilícitos mais sérios como furtar informações privilegiadas, danificar sistemas, colocar em risco as operações das empresas etc.

É inegável que a logística hoje está totalmente apoiada na tecnologia da informação, desde a captura de um pedido de um cliente que poderá ser realizado via telefone, fax, email , site da empresa ou mesmo em uma loja física, até o rastreamento desse pedido, permitindo ao próprio cliente saber em que fase a sua encomenda se encontra.

Se de um lado temos um verdadeiro arsenal tecnológico informacional de apoio à logística, de outro temos uma vulnerabilidade explícita que precisa ser mitigada!

Os especialistas costumam chamar essa repulsão aos ataques através da internet de “Mantra dos cinco P`s”, com objetivo de dar maior segurança nas operações online:

Precaução, Prevenção, Proteção, Preservação e Perseverança!

Para evitar ao máximo que os computadores das empresas sejam invadidos por intrusos, as recomendações são inúmeras, dentre elas:

* Operar com sistemas de defesa através da utilização de antivírus, firewalls, sistemas de detenção de intrusões e sistemas de proteção contra intrusões através de servidores de clientes;

* Desligar ou remover serviços que não são necessários;

* Reforçar a política de troca constante de senhas de acesso;

* Treinar o pessoal para estar atento as normas de segurança;

* Impedir acesso a sites não credenciados ou não certificados;

* Testar com razoável freqüência a segurança dos sistemas para certificar-se de que estão sob controle e vigilância.

A espionagem e ataques de computadores através da internet se tornaram presente no nosso dia-a-dia.

Furtos de informações confidenciais, manipulação de sistemas, queda de operação etc., são ameaças que estão crescendo exponencialmente, principalmente em face da globalização dos mercados e da acirrada competição a nível internacional.

A logística subsidiariamente também está exposta a esses riscos por se encontrar atrelada à rede informacional, como forma ágil de operar e atender as necessidades das empresas e de seus clientes.

*Paulo Sérgio Gonçalves é mestre em Engenharia de Produção (COPPE/UFRJ), professor de logística e operações (IBMEC/RJ) e professor convidado da UFJF e FGV/Management. É autor do blog Logística e Operações.

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Leandro C. Coelho, Ph.D., é Professor de Logística e Gestão da Cadeia de Suprimentos na Université Laval, Québec, Canadá. Conheça mais no menu Sobre (acima).