A logística e suas divisões

A logística e suas divisões

Dividida primeiramente em macrologística (composta pela infraestrutura e sua engenharia para o atendimento de tudo o que precisa ser movimentado) e micrologística (com atividades empresariais), a logística emplaca como uma área vital para o mundo globalizado e como uma excelente oferta de desenvolvimento econômico para um país. No caso do Brasil, como a macrologística se mantém carente de desenvolvimento, a micrologística, ante os enormes desafios, busca constantemente por maior eficiência em seus processos.

Mesmo que cada uma se comunique e necessite da outra, são muitas as áreas na Logística. Quanto à rotina, por exemplo, divide-se em estratégica e operacional; quanto ao tipo, em abastecimento, produção, reversa (que também se divide em pós-venda e pós-consumo) e de distribuição; o transporte pode ser de cargas e/ou de pessoas e este ainda se divide em modais que se dividem em várias atividades… A Logística é mesmo impressionante!

Áreas da Logística

Quando analisamos bem a definição mais simplificada da Logística, já abordada aqui em outros artigos, pode-se notar a amplitude, a responsabilidade e as diversas áreas, métodos e processos logísticos a ela incumbidos. Senão vejamos:

“Logística é toda atividade que envolva o fluxo de materiais, da origem ao destino, com soluções que busquem o menor custo no transporte e na armazenagem agregando valor aos clientes internos e externos”.

– Quando se fala em “toda atividade”, embora a definição se limite a incluir algum tipo de material, pode-se destacar aqui o fluxo das informações e o fator TEMPO de forma mais ampla. Dessa forma, a Logística se mantém presente em muitas atividades de outros setores. Na verdade, quando você vai ao trabalho (acorda, administra seu tempo, se desloca…) você está praticando logística. Toda atividade exige percepção, plano, execução e resultado, representados por quatro perguntas básicas: “O que farei? Quando farei? Como farei? Para que farei?” A Logística, com certeza, estará presente, pelo menos, em duas: “quando e como”;

O fluxo de materiais aponta para toda e qualquer atividade da cadeia de suprimentos (supply  chain) e por isso dá origem a diversas atividades e funções, as quais não poderíamos citar todas, mas seria interessante destacar algumas que já estavam em evidência ou que nos últimos anos se tornaram mais fortes no Mercado de Trabalho, como: aquisição, suprimentos, gestões da produção e da distribuição;

Da origem ao destino parece falar apenas de transporte, mas não é. Aliás, tudo na Logística está rodeado por elementos que tornam cada função importante e, assim, não deixam que nada seja tão simples porque tudo faz ligação com algo num círculo com fluxo contínuo – não à toa que é o símbolo mais utilizado para a Logística –. Aqui estão também atividades além-frota que possibilitam cumprir tal tarefa firmando vínculo com os fornecedores e com os clientes;

Soluções, sem dúvidas, são as razões da Logística – embora o ambiente ofertado por nossa infraestrutura não seja o ideal –. Tais soluções nunca deverão ter “o menor custo” como razão ante a satisfação dos clientes e a oportunidade de lhes “agregar valor”, mas como consequência;

No transporte e na armazenagem estão concentradas praticamente todas as atividades das quais tratam as áreas da Logística. É como se esses dois modelos fossem os “órgãos vitais” do corpo logístico – e o transporte ganha ainda mais notoriedade acerca da modalidade de transporte público cuja precariedade não combina em nada com sua importância –. As coletas e entregas, estoques e expedições, as mais diversas gestões e todas as outras atividades já citadas fazem parte ou se voltam para essas áreas de uma forma especial;

Clientes internos e externos se distinguem em duas seções importantíssimas no atendimento logístico: inbound e outbound. Falar hoje de satisfação dos clientes é falar primeiramente de eficiência intralogística como principal meio para exteriorizar resultados. Impossível atingir tais resultados junto aos clientes finais sem a objetividade, visão, otimização, produtividade, economia e competitividade praticadas “dentro de casa”, assim como tal estrutura não se manterá de pé sem aqueles que representam a razão de todas estas atividades. Por isso, como tudo na Logística, cada área estará sempre dependendo de uma e completando outra.

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Foi Coordenador de Logística na Têxtil COTECE S.A.; Responsável pela Distribuição Logística Norte/Nordeste da Ipiranga Asfaltos; hoje é Consultor na CAP Logística em Asfaltos e Pavimentos (em SP) que, dentre outras atividades, faz pesquisa mercadológica e mapeamento de demanda no Nordeste para grande empresa do ramo; ministra palestras sobre Logística e Mercado de Trabalho.

  • Luiz Carlos Da Silva

    logística é movimentação e armazenagem!