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Demanda
Gerenciando a capacidade em UTIs

Gerenciando a capacidade em UTIs

Gerenciar o “fluxo de pacientes” é um dos aspectos mais desafiadores de qualquer unidade tratamento de saúde. Seja um hospital ou uma clínica, existe uma capacidade limitada de recursos mas aparentemente uma demanda interminável de pacientes, dos quais pelo menos uma parcela precisa de tratamento imediamente. Gerenciar a capacidade é então é uma tarefa crítica. Fazer este acompanhamento criterioso é ainda mais importante quando estamos falando das Unidades de Terapia Intensiva (UTI). As UTIs são feitas para tratar os pacientes mais doentes e é lá que qualquer hospital gasta muito dinheiro, muito rápido.

Um hospital que realiza a tarefa de gerenciar sua UTI muito bem é o Montefiore Medical Center, em Nova Iorque. O Wall Street Journal traçou o perfil muito interessante do que eles fazem (Critical (Re)thinking, 26/Mar/2011).

Gerenciar o fluxo de pacientes que entram e saem dos 78 leitos para tratamento médico e cirúrgico de adultos da UTI, e prever quem mais poderá precisar de um tratamento de alto nível de cuidados em qualquer dia requer um gerenciamento de precisão. Muitos hospitais não conseguem fazer isso eficientemente, mas o Montefiore faz – graças às inovações de Vladimir Kvetan, diretor de medicina de tratamento intensivo, ao longo da última década.

Leitura Recomendada
Logística no comércio exterior

Logística no comércio exterior

A logística existe desde as remotas operações agrícolas para estocar os grãos das colheitas do Nilo no Egito antigo, porém, devido às mudanças organizacionais e tecnológicas das últimas décadas, as práticas logísticas tornaram-se um dos maiores desafios das empresas. Hoje é possível obter uma vantagem competitiva real através da logística – e existem empresas inteiras dedicadas apenas ao gerencimanto logístico (vide os operadores logísticos, as grandes transportadoras ou empresas como FedEx, UPS e DHL).

Um dos grande obstáculos da logística num ambiente globalizado é justamente utilizar diferentes estratégias para melhorar a eficiência da cadeia logística, fazendo com que as empresas consigam competir em diferentes mercados.

Um destes grandes mercados pode ser encontrado em operações de comércio internacional, que vem passando por considerável mudança nos últimos anos e o incremento no volume de negócios é notável.

Este ambiente competitivo e dinâmico faz com que haja a necessidade de um ambiente integrado internamente e um nível de relacionamento forte junto às outras empresas parceiras.

A logística tornou-se uma importante ferramenta para ganhar competitividade e ajustar os fluxos de materiais a esta realidade veloz, em que a redução de tempo na distribuição, estocagem e movimentação dos produtos serão a chave competitiva para o comércio internacional.

Carreira
Falta de qualificação profissional: quem é o culpado?

Falta de qualificação profissional: quem é o culpado?

Governos, empresas ou os próprios profissionais?

 

Outro dia, num telejornal, uma matéria abordou a falta de qualificação profissional no Brasil. Desta vez, por alguns instantes, o foco da matéria se desviou para a questão da educação. Mas, infelizmente, ainda não foi dessa vez que o tema foi abordado com a coragem que merece e logo o foco retornou à exploração simples da falta de profissionais qualificados para ocupar as vagas, agora não só do topo e do meio da pirâmide, como da base também, representada por lojas à procura de vendedores; empresas buscando operadores de máquinas específicas de produção e, não só não os encontrando, como desistindo de ocupar as vagas. Situação ilustrada de uma forma simples: de vinte candidatas a secretária que se apresentaram à vaga, restaram três e cada uma não atendia a um requisito dos três exigidos (curso, inglês e experiência).

Para uma solução verdadeira, não adianta abordar os problemas sem trabalhar as causas. Vejamos como cada um contribui para essa situação:

Demanda
O Just in Time está nos atrasando?

O Just in Time está nos atrasando?

Todos já sabemos que estes são tempos difíceis, mas será que sabemos por que a economia está sofrendo tanto? Uma teoria diz que o Just in Time (JIT) (bem como outras práticas de manufatura enxuta) são os culpados.

Veja uma analogia interessante: animais com um “estoque” de gordura tem mais chances de sobreviver em tempos difíceis do que animais muito magros. Ou ainda, pense num grupo de alpinistas numa geleira. A teoria do JIT diz que eles devem estar todos amarrados juntos com cordas bem pequenas… assim quando um deles cair, todos caem em sequência! Será que essas metáforas estão corretas? Será a manufatura enxura a causa dos nossos problemas? Existem razões para crer que ela é de fato o bode expiatório.

Pense na indústria automobilística, e na GM em particular. A demanda está (ou estava até bem pouco tempo) muito mais baixa do que a capacidade instalada. (Na verdade, já estava assim há bastante tempo, mas só agora percebe-se essa enorme discrepância.) Se eles mantiverem a produção atrelada à capacidade, então continuarão a aumentar seus estoques, convertendo dinheiro em estoque. Isto pode até funcionar por algum tempo mas eventualmente seu dinheiro acaba, e aparece o risco da falência. Foi este o problema que eles enfrentaram. A alternativa é para a produção, mas então você paga seus funcionários para fazer nada, e neste caso você continua gastando dinheiro, sem ao menos ter um produto aparecendo no final do dia. Isto é muito caro – em teoria, estoque pode ser eventualmente transformado em alguma receita.

Leitura Recomendada
Logística reversa e sustentabilidade

Logística reversa e sustentabilidade

A logística reversa está associada, normalmente, às funções de pós-venda e pós-consumo. Quase sempre o enfoque é em levar de volta a alguns poucos centros um conjunto muito grande de materiais que foi distribuído para o consumo através da logística direta.

Enquanto o papel da logística direta é levar do produtor para alguns centros de distribuição, destes para o mercado e finalmente para o grande público consumidor, a logística reversa faz o papel inverso, pegando os produtos altamente dispersos e devolvendo-os às suas origens para tratamento, disposição final ou reclicagem.

No entanto, é possível aumentar o conceito de logística reversa e vê-la como um apelo à sustentabilidade. Não apenas dar destino adequado aos produtos no pós-consumo, mas controlar os resíduos gerados nas organizações.

No recém lançado livro Logística Reversa e Sustentabilidade, os conhecimentos sobre a logística reversa e sustentabilidade são apresentados de forma de forma inovadora, com a adoção de novos conceitos e instigando os leitores a gerir as organizações em geral, em busca dos melhores resultados e benefícios para a sociedade em geral.

Comércio Exterior - COMEX
Porto: o caos anunciado

Porto: o caos anunciado

 

Não é preciso dominar as artes da adivinhação para se saber que o Porto de Santos deverá viver de abril a outubro um período de caos, que vai se estender a todas as rodovias que ligam o Planalto às vias de acesso à faixa portuária. Esse é o período do escoamento da safra de grãos e açúcar e, a exemplo do que tem ocorrido em anos anteriores, não há por enquanto qualquer esperança de que as autoridades estejam planejando a implantação de um esquema de operação especial nas rodovias da região para absorver o aumento do número de caminhões em direção ao Porto.

Para agravar a situação, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) acaba de anunciar com todas as pompas um recorde para a safra de grãos de 2010/2010. Ninguém é contrário a que o setor agrícola continue a bater recordes sucessivos de produção e exportação. O que se questiona é a falta de uma coordenação logística para que essa safra seja escoada sem que outros setores da economia sejam sensivelmente prejudicados, como tem ocorrido até aqui. E sem que a população das cidades da Região Metropolitana da Baixada Santista seja afetada em seus deslocamentos para São Paulo (e vice-versa).

Normalmente, o Porto de Santos, por onde passam 27% do comércio exterior brasileiro, já apresenta problemas que provocam atrasos e transferências de embarques e desembarques tanto na exportação como na importação não só em razão de obras de infraestrutura, manutenção e dragagem como de problemas de operação em terminais. Com a safra de grãos, a previsão do Sindicato das Empresas de transporte de Carga do Litoral Paulista (Sindisan) é que mais de 15 mil caminhões circulem por dia nas rodovias locais, quando normalmente o fluxo é de 10 a 11 mil.

A história da água engarrafada – uma visão logística

Em tempos em que a logística reversa é tão falada, um dos itens mais consumidos, desperdiçados e reciclados são as garrafas plásticas. Você já parou pra pensar na quantidade de garrafinhas que consome por semana?

Sem entrar nas questões financeira, política (lobbies e pressões governamentais e empresariais) ou de saúde (qualidade da água encanada versus da água engarrafada), gostaria de ver a questão” logística da coisa”.

O vídeo tem um viés muito forte e é preciso acompanhá-lo com uma visão bem crítica para não se deixar levar por argumentos fracos, mas a questão logística mostrada como pano de fundo é muito interessante.

Comércio Exterior - COMEX
Estudo de caso de exportação com portos secos

Estudo de caso de exportação com portos secos

Nesta série de matérias sobre os portos secos, você verá como eles podem ajudar a logística nacional, diminuindo custos e prazos para importações e exportações. Através de estudos de casos você verá exemplos de utilizações bem sucedidas destes terminais logísticos. Nesta matéria abordamos como os portos secos podem ajudar nos processos de exportação, através do estudo de caso da exportação de chapas de granito.

Por Leandro Callegari Coelho e Carlos Araújo*

Exportação de Chapas de Granito: Necessidade de Movimentação de Produtos Pesados.

O Brasil é um grande exportador de chapas de granito, em especial os estados da Bahia, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

O produto possui uma beleza natural que lhe confere status, mas sua fragilidade o obriga a pensar na logística aduaneira com muito cuidado.

No entanto, nem sempre os exportadores possuem os equipamentos adequados para a movimentação e a correta estufagem nos contêineres para exportação.

É nesse momento que o terminal torna-se importante para os exportadores de chapas de granito. Eles produzirão o produto, o colocarão em uma embalagem menos robusta, apenas para fazer o trajeto até o porto seco em um caminhão aberto e preparado para carregar cavaletes.

Leitura Recomendada
Logística reversa para o lixo eletrônico

Logística reversa para o lixo eletrônico

Com o avanço contínuo da tecnologia, nos vemos forçados a trocar nossos computadores e outros equipamentos num ritmo alucinante. Se você tem mais de 20 anos, provavelmente lembra dos walk man, aqueles aparelhos portáteis que tocavam fitas K7. Logo depois eles foram substituídos pelos disc man, que tocavam os CDs. Foi um salto na tecnologia e qualidade do som. Em seguida vieram os disc man que tocavam também CDs com músicas digitais (MP3). Em seguida foi a vez dos MP3 players, do tamanho de uma pilha. Hoje os celulares integram essa função (sem falar dos iPods e similares).

Com computadores a situação é a mesma, e certamente você consegue identificar outros aparelhos com vida útil tão curta: telefones celulares, vídeos-cassete, DVDs, blu-rays, etc.

Com tamanha quantidade de equipamentos sendo substituídos, uma dúvida deve surgir: o que fazer com tanto lixo eletrônico? Existe não somente plástico reciclável, mas também materiais metálicos e até ouro em alguns dos contatos desses equipamentos. A logística reversa atua, neste caso, como uma solução para dois problemas muito importantes: o problema ambiental, e o problema financeiro.

Não adianta negar, as empresas investem em logística reversa e cuidados com meio ambiente também por interesses econômicos. É possível economizar algum dinheiro em matérias-primas, ao mesmo tempo em que se satisfaçam as leis e se consegue uma boa imagem por isso, com a vantagem obtida através do marketing dessas ações.

Pensando nisso é que foi escrito o livro Logística Reversa como solução para o problema do lixo eletrônico – benefícios ambientais e financeiros.

Comércio Exterior - COMEX
Estudo de caso de importação utilizando portos secos

Estudo de caso de importação utilizando portos secos

Nesta série de matérias sobre os portos secos, você verá como eles podem ajudar a logística nacional, diminuindo custos e prazos para importações e exportações. Através de estudos de casos você verá exemplos de utilizações bem sucedidas destes terminais logísticos. Nesta matéria abordamos como os portos secos podem ajudar nos processos de importação, através do estudo de caso da importação de vodka da Suécia.

Por Leandro Callegari Coelho e Carlos Araújo*

Importação de Vodca Sueca: Necessidade de Selagem e Vistoria do Ministério da Agricultura

Vodca no Brasil tem basicamente duas macro-exigências: a necessidade da selagem na garrafa (Selo do IPI) e a conferência por parte do Ministério da Agricultura, das características físico-química dos produtos, o que obriga a passar por análises laboratoriais.

Sabendo disso, esse tipo de mercadoria não pode ficar armazenada na zona primária por alguns motivos.  Primeiro que o porto não tem especialização em fazer serviço de desunitização, separação, selagem e unitização com a agilidade e o cuidado que o produto precisa.  Segundo, que o porto foi concebido para operar com navio, trabalhando com milhares de contêineres, e não com um importador.  O escopo de serviço do porto não se enquadra com as necessidades que as importadoras de bebidas querem.

E por último, mas não menos importante, preparar e aplicar os selos requer um contingente de pessoas muito grande e uma área específica, coisa que os portos não são especializados e nem estão preparados a oferecer.

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