| Por Logística Descomplicada, em julho 12th, 2010 O IPEA lançou em maio passado mais um documento da Série Eixos do Desenvolvimento Brasileiro, este focado no transporte de cargas por ferrovias. O documento é extenso e como tudo o que o IPEA faz apresenta uma pesquisa extensiva. Neste post veremos os principais pontos, história, números, críticas e oportunidades para o setor de transporte de cargas ferroviário.
O documento começa enfatizando “a importância da infraestrutura de transportes para o desenvolvimento econômico e social de um país, bem como na promoção da integração regional. Entretanto, ao se considerar os diferentes modais de transporte, aparecem importantes diferenças tanto na forma de promoção da integração regional quanto no desenvolvimento”. A primeira crítica às ferrovias brasileiras já foi discutida aqui no logística Descomplicada anteriormente: elas não são utilizadas onde deveriam, isto é, no transporte de longa distância, dadas as dimensões territoriais do país. Confira estas matérias caso queira ler mais sobre esta discussão: 1, 2, 3, além das matérias relacionadas ao final de cada posts. Continue lendo: Situação do transporte ferroviário no Brasil Por Logística Descomplicada, em junho 1st, 2010 A importância do modal ferroviário no transporte de cargas no Brasil utilizando a intermodalidade Em um mercado globalizado, empresas buscam constantemente otimizar o agregar valores aos seus processos logísticos para manterem-se competitivas em relação a outras empresas. Neste sentido, a logística deixa de ser uma simples ferramente tornando-se um diferencial importante na busca de soluções integradas em processos de distribuição e alocação de cargas. Neste contexto, o transporte representa, em toda a cadeia de suprimentos, grande importância nos custos logísticos, desta forma, as empresas devem buscar a integração entre os modais de transporte que melhor correspondam as necessidades das empresas e de seus clientes, agregando vantagens tanto nos serviços quanto em relação aos custos. Dentre todos os modais de transporte, a ferrovia tem se mostrado uma alternativa em potencial para melhorar o sistema de transporte de carga no Brasil, aumentando a competitividade das empresas do setor e melhorando a matriz de transporte brasileira em todo o mundo. Entretanto, para que o transporte ferroviário se torne mais competitivo, é necessário investimentos, tanto do setor público quanto do privado, pois somente assim o Brasil poderá atender melhor seus clientes internos e externos. Continue lendo: A importância do modal ferroviário no transporte de cargas no Brasil Por Logística Descomplicada, em março 2nd, 2010 Já vimos que a infra-estrutura de transportes brasileira deixa muito a desejar, mesmo se comparada a países “pobres”, do mesmo nível econômico (os BRIC). Mas nunca é demais conhecer o que se passa pelo mundo. A malha ferroviária nacional é sucateada, com trilhos de tamanhos diferentes nas diferentes regiões do país (os trens não conseguem viajar direto, precisam fazer trocas), e o investimento é feito principalmente por empresas privadas, lideradas pelo setor de mineração. Hoje vamos ver dois vídeos dos trens de alta velocidade, um do modelo francês e outro japonês. No cenário político, e com a chegada da . . . → Leia mais: Trem de alta velocidade Por Logística Descomplicada, em dezembro 12th, 2009 Os planos voltados à expansão da área de infraestrutura no País, previstos para os próximos anos, vão contribuir com a retomada da indústria fornecedora de equipamentos ao setor de transportes, que em seus vários segmentos observará uma queda média de 20% nos negócios em 2009, ainda em decorrência da turbulência econômica. Os projetos de mobilidade urbana, a implantação do trem de ata velocidade (TAV), o pré-sal, concessões de rodoviárias e ferroviárias, e até o incremento no turismo podem trazer a cadeia produtiva de volta aos patamares de 2008, um dos períodos mais aquecidos da história recente do setor. Um dos exemplos destes benefícios é o mercado de carrocerias de ônibus, cujo cálculo é de um retrocesso de 19% da produção este ano, se comparado com as 31 mil unidades produzidas em 2008. “Nessa área, temos como fatores positivos para a retomada os estudos de implantação de projetos de ônibus rápidos que devem ser apresentados como solução à mobilidade urbana nas cidades que vão sediar a Copa de 2014″, analisou José A. F. Martins, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviário (Simefre). De acordo com Martins, já em 2010 as vendas do segmento no mercado interno podem ser parecidas com o que foi visto em 2008, quando foram comercializadas 25 unidades. O executivo citou ainda como impulso os aportes em estrutura viária, previstos no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), e até um mercado em desenvolvimento no Brasil, que é o dos ônibus escolares, muito comum em outros países. Continue lendo: Infraestrutura alavancará a cadeia de transporte em 2010
Por Logística Descomplicada, em novembro 26th, 2009 Como complemento à matéria comparando a situação da infra-estrutura logística brasileira com os outros países do BRIC, vamos discutir um pouco mais a função de transportes, aquela que mais chama a atenção no estudo logístico, e pela qual a logística é mais conhecida. Afinal, sem transporte não há movimentação de materiais, que é uma das funções essenciais da logística. Apresento aqui um resumo de uma matéria sobre transportes publicado no blog Inbound Logística (http://inboundlogistica.blogspot.com/) do meu colega Marcos. Antes de se transportar o material é preciso decidir qual modal será utilizado. Como vimos na matéria anterior, no Brasil o . . . → Leia mais: Infra-estrutura de transportes – caso Brasil Por Logística Descomplicada, em novembro 22nd, 2009 Há muitos anos ouvimos que o Brasil é o país do futuro, e ultimamente começamos a acreditar nisso, por conta de diversas conjecturas que colocam o Brasil em destaque no mundo. O carro-chefe desta atenção talvez seja o termo BRIC, que representa os 4 países em desenvolvimento que mais têm potencial (e mais tem crescido) no mundo: Brasil, Rússia, Índia e China. O termo foi usado pela primeira vez pelo banco de investimentos Goldman Sachs em 2001. Os BRIC reunem, além da economia em ascenção, mais de 40% da população mundial e aproximadamente 25% da área terrestre do planeta. Vamos analisar mais de perto um pouco da logística do Brasil, e fazer uma comparação com os outros 3 competidores (sim, competimos num mercado global, então chamarei os outros países de competidores). Faremos uma análise da infra-estrutura viária do Brasil, e ver até que ponto podemos disputar mercado em questão de qualidade, custos e tempo com o resto do BRIC.
Rodovias Todo estudante de logística sabe que no Brasil as rodovias têm papel de destaque no transporte de mercadorias, apesar da enorme costa e dos rios navegáveis. Estudos colocam aproximadamente 60% das cargas nacionais sendo transportadas pelas rodovias. Isso é fato. Outro fato é que para percursos longos (acima de uns 150 km), as rodovias não são o meio de transporte mais adequado, perdendo em competitividade e custos para as ferrovias. Mas no Brasil tem caminhão rodando de norte à sul, mais de 3000 km… E não pára por aí: apenas 11% das nossas estradas são pavimentadas. Pasmem, 11%. Temos aproximdamente 1,7 milhão de quilômetros de rodovias, e apenas uns 200 mil km pavimentados. E o resto do BRIC? A Rússia tem mais de 600 mil km de rodovias asfaltadas, enquanto Índia e China tem, cada uma, em torno de 1,5 milhão de km de rodovias asfaltadas. É como colocar asfalto em TODAS as rodovias brasileiras… Se quisermos comparar fora do BRIC, aí vira brincadeira: os EUA têm mais de 4 milhões de km de rodovias asfaltadas, mais do que a soma dos BRIC. Continue lendo: Logística brasileira: qual nossa situação? | Alguns links10 links recomendados (atualize para ver outros) |