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A logística do agronegócio

Os números não mentem: segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o ideal é que a capacidade total de estocagem seja 20% superior à safra. Entretanto, hoje, o Brasil consegue armazenar algo em torno de 133 milhões de toneladas de grãos, frente a uma produção que – neste ano – deve atingir um índice recorde de 144 milhões de toneladas, conforme estimativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Outro agravante, conforme os números da Conab, é a má distribuição geográfica dos silos existentes. De acordo com o levantamento da companhia, menos de 20% da capacidade de armazenagem do País está instalada dentro das propriedades rurais. Sendo assim, não apenas faltam silos, como os que existem não conseguem atender a demanda por, em sua maioria, estarem fora dos locais de produção.

Além disso, de acordo com o Ministro da Agricultura Reinhold Stephanes, em países desenvolvidos, mais de 50% dos armazéns são particulares, enquanto no Brasil esse volume atinge apenas 15%.

Custo Brasil – situação do transporte de cargas

componentes do custo brasil nos transportesDamos o nome genérico de custo Brasil a um conjunto de problemas estruturais da economia e burocracia do País, que torna nossos produtos e serviços mais caros e menos eficientes, dificultando investimentos e o crescimento interno.

Não existe uma medida clara do que compõe o Custo Brasil, mas percebemos esse “custo” nas dificuldades enfrentadas pelas empresas com relação aos altos impostos e taxas, sistemas trabalhista, previdenciário e fiscal complexos e pesados, infra-estrutura deficiente (por exemplo: rodovias, portos), corrupção e impunidade em diversos setores da sociedade, déficit público, taxa de juros elevada, dentre outros. Para efeito de exemplo, a carga tributária que incide sobre a economia brasileira é de aproximadamente 40% do PIB (Produto Interno Bruto), uma das mais altas do mundo.

Infraestrutura das rodovias no Brasil

 

O Brasil: este gigante de proporções continentais, com uma costa marítima pouco ou quase nada explorada para a atividade de transporte, com uma bacia hidrográfica imensa e praticamente nula em transporte, onde mais de 60% das cargas são efetuadas por meio do transporte rodoviário, onde a frota de caminhões é uma das maiores do mundo, onde a manutenção das rodovias é feita de modo precário, onde em muitos locais essa manutenção inexiste, locais onde o asfalto existia e há anos desapareceu, onde a manutenção quer dos governos municipal, estadual ou federal  é nula.

Segundo dados da CNT – Confederação Nacional do Transporte, de 2008, o Brasil possui entre Municipais, Estaduais e Federal 1.751.872 km de rodovias pavimentadas e não pavimentadas. Desse total 14,4% são de rodovias estaduais, 78,8% são de rodovias municipais e 6,7% são de estradas federais. Nesse total  estão inclusos  141.000 km de vias inacabadas e em construção. As estradas não pavimentadas são a maioria, sendo 88,8% de estradas de chão, contra apenas 11,1% de rodovias pavimentadas, ou seja, somente 196.093 km de rodovias asfaltadas.

Infraestrutura brasileira – transporte aéreo de passageiros

transporte aéreo de passageirosTemos visto várias matérias aqui no logística Descomplicada tentando decifrar e entender porque a infraestrutura de transportes interna no Brasil é o caos que conhecemos.

Dentre as matérias, tivemos a situação da infraestrutura brasileira, a matéria sobre o aeroporto de Congonhas, os vídeos e notícias sobre o trem de alta velocidade, dentre outras (confira nos links).

Hoje vamos discutir um pouco mais sobre o transporte aéreo, em especial o transporte de passageiros.

O Brasil tem hoje 255 aeroportos públicos com código IATA (International Air Transport Association), e dados de 2007 apontavam que o país tinha 2.498 aeroportos e aeródromos ( locais sem terminais de passageiros), sendo 739 públicos e 1.759 particulares. Comparando com os números da Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO, em inglês), isso significa o segundo maior número de aeroportos do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, que têm 16.507 locais para pouso e decolagem de aeronaves.

Ainda com os dados de 2007, um número alarmante: 

Gargalos podem nos levar ao apagão logístico

Somente profissionais qualificados não garantem o sucesso das empresas. Num post anterior discutimos a importância da qualificação profissional que, apesar de ser peça fundamental, não consegue contornar um problema claro no Brasil: a falta de infra-estrutura.

Já vimos aqui no logística Descomplicada que a situação brasileira é deprimente quando comparada aos outros países com quem concorre por maior visibilidade no cenário internacional. Se você ainda não leu, confira a matéria “Logística brasileira: qual nossa situação?“.

A reação da economia brasileira começa a mostrar seu primeiro grande gargalo, com a iminência de um apagão logístico este ano. A estimativa é de executivos e empresários do setor de transporte rodoviário de cargas, preocupados com a forte demanda do segmento no País, aliada à falta de aportes em infraestrutura logística nos portos brasileiros. Segundo algumas empresas do setor, é possível dizer que o “apagão logístico” afetará o País este ano.

Logística e Compras: fatores determinantes para o bom desempenho dos negócios

Não faz muito tempo, a logística era percebida apenas como parte operacional das empresas. A redução de custos era a única prioridade no processo logístico. Hoje, o contexto é outro. Líderes de mercado destacam a logística como fundamental para os ganhos daqueles que atuam em um segmento cada vez mais competitivo. As exigências por melhores indicadores de perfomance e satisfação dos clientes são crescentes.

Os sinais da valorização da logística nos negócios nos dias de hoje pode ser exemplificada na criação do cargo de diretoria de logística nos organogramas das empresas e também no papel desempenhado pela atividade no cenário globalizado.

Se a atividade passa a ser imprescindível aos negócios, o perfil do profissional de logística também sofreu fortes mudanças. O mestre e pós-graduado em Engenharia da qualidade e Produtividade, Roberts Reis, destaca as principais características deste novo profissional:

“A visão de negócio, o foco no cliente, o conhecimento em marketing, os conhecimentos específicos em compras, movimentação, armazenamento, embalagem, transporte, e o conhecimento em tecnologia e gestão de custos são diferenciais do profissional de logística hoje”, afirma Reis, que é também instrutor do Ietec.

Formulação de estratégias para a sustentabilidade dos transportes

Texto de autoria de Letícia Dexheimer, Cláudio Müller e Luís Antônio Lindau, apresentado no XXII Congresso de Pesquisa e Ensino em transportes (ANPET), 2008.

Formulação de estratégias para a sustentabilidade corporativa: uma abordagem para o transporte de cargas

A sustentabilidade corporativa trata do compromisso empresarial para com o desenvolvimento sustentável. Em organizações sustentáveis o cuidado com o meio ambiente e o bem estar das partes interessadas devem fazer parte da estratégia básica de negócios da empresa de modo a proporcionar a constante melhoria da sua própria reputação. No caso da atividade de transporte de cargas problemas como poluição do ar, poluição sonora, congestionamentos e acidentes causam impactos negativos na vida das pessoas. Este artigo tem como principal objetivo propor diretrizes para a formulação de estratégias sustentáveis para empresas de transporte rodoviário de cargas, e assim, reduzir os impactos negativos dessa atividade na qualidade de vida e garantir a permanência do negócio a longo prazo.  Foi realizada uma revisão teórica sobre a formulação de estratégias nas empresas e a busca pela sustentabilidade corporativa. Baseado nessa revisão, é apresentada uma proposta de como conduzir a empresa de forma sustentável.

1. INTRODUÇÃO
Bernardes e Ferreira (2003) lembram que durante o século XIX se achava que a natureza seria uma fonte ilimitada de recursos à disposição do homem. Com base nesta concepção, desenvolveram-se práticas de exploração intensa dos recursos naturais, com efeitos danosos para a natureza e para os homens. Achava-se que o crescimento econômico não teria limites e que o desenvolvimento significaria dominar a natureza e os homens. Durante as décadas de 50 e 60 do século passado o termo desenvolvimento foi associado com crescimento econômico e industrialização, mas ainda nesta época não eram considerados os danos ambientais deles advindos (Fogliatti et al, 2004).

O Futuro do Transporte de Cargas em um Mundo Plano

O Futuro do Transporte de Cargas em um Mundo Plano

 

Conforme afirma Thomas L. Friedman em seu livro, o mundo é plano. Este mundo plano significa para empresas de transporte a necessidade de maior agilidade e mais flexibilidade, sem erros, em um contexto global, mesmo que sua ação seja regional. As fronteiras que ainda não caíram estão caindo, a concorrência realmente tornou-se mundial.

No livro O Mundo é Plano: uma breve história do século XXI, Thomas L. Friedman relata, com fatos, como o mundo havia derrubado suas fronteiras e quais os fatores contribuíram para isto. Mudança de regimes políticos, o advento da tecnologia e a colaboração entre empresas podem resumir o que está por trás deste mundo globalizado.

A UPS (United Parcel Service), empresa mundialmente conhecida do setor de transporte de encomendas, com sede nos Estados Unidos, ilustra como as empresas mais visionárias estão podendo se aproveitar do contexto formado a partir de uma grande difusão de tecnologias de comunicação e informação.

O mundo é plano

Thomas L. Friedman, colunista do New York Times, contemplado com três prêmios Pulitzer, já fez uma revisão de O Mundo é Plano, acrescentando novos capítulos…

Custos logísticos: discussão sob uma ótica diferenciada

artigo de autoria de Ana Cristina Faria

A logística, atualmente, é considerada relevante, em muitos segmentos de negócio, por seus custos, pelas oportunidades de otimização dos mesmos e pelos impactos na apuração de valor econômico, que podem resultar em aperfeiçoamento do processo logístico. Este artigo tratou a respeito dos custos logísticos, seus elementos na gestão da logística empresarial, associados aos fatores físicos determinantes de custos, aos macroprocessos existentes (abastecimento, planta e distribuição) e das cadeias logísticas que os compõem. O princípio objetivo foi o de ordenar, de forma diferenciada, a discussão sobre o tema central que vem sendo comentado na literatura de Logística e evidenciar as informações de custos que deveriam ser geradas pela Controladoria no suporte à gestão da Logística Empresarial.

O propósito da estruturação realizada, para ordenar a discussão sobre os elementos de custos logísticos, foi buscar a abrangência na visão desses custos, e não aprofundar / detalhar a discussão sobre cada um deles.

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