A ascensão da Classe C – classes sociais no Brasil

A ascensão da Classe C – classes sociais no Brasil

 

Existe uma atualização desta matéria em As classes sociais e a desigualdade no Brasil

distribuição de renda brasileira - classes sociaisHá algum tempo publiquei aqui no Logística Descomplicada a matéria O Brasil, suas classes sociais e a implicação na economia, e citei que com base em dados de 2008, a classificação de renda para a determinação das classes sociais, segungo a ABEP (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa), estava assim dividida levando em consideração a Renda Total Familiar (por mês), considerando uma família de 4 pessoas:

– A1 com renda familiar acima de R$ 38.933,88

– A2 com renda até R$ 38.933,88

– B1 com renda de até R$ 26.254,92

– B2 com renda familiar até 13.917,44

– C1 com renda familiar até R$ 8.050,68

– C2 com renda de até 4.778,12

– D renda de até 2.905,04

– E com renda de até 1.939,88

Ainda Segundo a ABEP, o percentual de divisão por classes estava assim dividido:

– 1% da população brasileira pertencia à classe A1

– 4% pertenciam à classe A2

– 24% de brasileiros na classe social B

– Na Classe C tínhamos 43% dos brasileiros que seria a chamada “classe média”

– 25% de pessoas na classe D também conhecida como classe média baixa

– 3% que eram classificadas como classe E que são as pessoas mais pobres da lista

Nova pesquisa realizada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) nos mostra que a Classe Média brasileira, a nossa classe C, passou para 50,5% da população brasileira em 2009.

Segundo Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais (CPS/FGV), e coordenador do estudo, os dados levantados significam que a nova classe média brasileira pode decidir uma eleição sozinha e passa a ser a classe com o maior número de consumidores.

O levantamento da FGV divide as classes econômicas de acordo com a renda domiciliar per capita, a partir dos dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios).

Os cálculos efetuados pela FGV, e agora divulgados, foram realizados utilizando a comparação entre os índices de Gini das últimas décadas.

O índice de Gini ou coeficiente de Gini, mede o grau de desigualdade existente na distribuição de indivíduos segundo a renda domiciliar per capita. Seu valor varia de 0, quando não há desigualdade (a renda de todos os indivíduos tem o mesmo valor), a 1, quando a desigualdade é máxima (apenas um indivíduo detém toda a renda da sociedade e a renda de todos os outros indivíduos é nula).

No Brasil, em 1960, o indicador somava 0,5367. Em 2007, era de 0,5546, e em 2009, de 0,5448. Segundo este indicador, a desigualdade na distribuição de renda no Brasil piorou nos últimos 50 anos.

O estudo da FGV, destaca no entanto que a desigualdade no Brasil permanece entre as dez maiores do mundo e que o país precisaria de 30 anos para atingir níveis semelhantes aos dos EUA.

Então, veja a tabela abaixo e descubra a qual classe social você pretence, baseado na renda familiar mensal:

Classe E: até R$ 705,00

Classe D: vai de R$ 706,00 a R$ 1.125,00

Classe C: de R$ 1.126,00 a R$ 4.854,00

Classe B: de R$ 4.855,00 a R$ 6.329,00

Classe A: a partir de R$ 6.330,00

Para uma população estimada em 195 milhões de pessoas, significa que 98,5 milhões de brasileiros estão na Classe C.

 

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Ludmar Rodrigues Coelho é administrador de empresas e possui pós-graduações em MBA Executivo em gestão empresarial pela UFSC e MBA Executivo em Negócios Financeiros pela FGV-RJ.