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Leitura Recomendada

Livro: Gestão de Custos Logísticos

Livro “Custos Logísticos” ensina a gestão financeira de forma aplicada e prática

custoslogisticosA cadeia de suprimentos apresenta inúmeros desafios. Diante disso, muitos gestores dedicam horas e mais horas para prever os diferentes riscos, principalmente dos custos que apresentam as operações logísticas. Para contribuir com o entendimento dos principais conceitos e ferramentas gerenciais relacionados aos custos logísticos de distribuidoras, transportadoras rodoviárias de cargas, operadores logísticos e empresas com frota própria, recomendo hoje o livro “Custos Logísticos”.

Com linguagem acessível e base teórica para a compreensão dos temas, a obra, organizada em 12 capítulos, aborda os aspectos básicos dos problemas operacionais da gestão dos custos logísticos, sendo indispensável para a análise e tomada de decisão nos diferentes serviços funcionais das empresas.

Contador, pós-graduado em Gerência de Custos e Contabilidade Gerencial, mestre e doutor em Engenharia de Produção e Sistemas, e consultor de Custos e Finanças, Rodney Wernke, autor do livro, buscou ajudar o leitor a assimilar com mais rapidez o tema, por meio de diversos exemplos numéricos, exercícios de fixação, modelos de planilhas para aplicação prática do conteúdo no contexto nacional e que poderão ser utilizados como ferramentas de trabalho pelos administradores. Além disso, a sua abordagem se constitui em um facilitador para o aproveitamento prático dos conceitos e instrumentos gerenciais aplicáveis nas empresas, independentemente do porte ou tipo de atividade que executam.

Detalhes do livro
Título: Custos Logísticos – Ênfase na gestão financeira de distribuidoras de mercadorias, transportadoras rodoviárias de cargas, operadores logísticos e empresas com frota própria.

Autor: Rodney Wernke

Dimensões: 23,5 x 17,5 cm
Páginas: 256

Mais informações neste link.

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Leitura Recomendada

Livro sobre logística tributária e fiscal

Aspectos fiscais e tributários no cotidiano das operações logísticas.

logistica tributariaIndispensável a gestores logísticos que necessitam de informações sobre como tratar os aspectos tributários nas operações logísticas.

Um panorama geral dos aspectos fiscais e tributários relacionados às atividades mais importantes do segmento logístico: a armazenagem, o transporte e outras atividades logísticas.

É direcionado ao gestor logístico, passando uma visão macro de como se dá a tributação das atividades logísticas e evidenciando cuidados e atenção a serem tomados durante as operações.

O livro não entra na seara acadêmica de discussões conceituais que envolvem o ICMS. Traz a experiência prática vivida pelos autores no dia a dia das empresas do segmento logístico, apresentando a difícil missão de conciliar uma legislação arcaica, sobretudo em relação ao ICMS, com a dinâmica e evolução das operações comerciais da área.

Por conta da “era digital” (SPED, CT-e, MDF-e etc.), expõe a importância das empresas redobrarem a atenção e os cuidados na hora da estruturação das operações e definição dos procedimentos pertinentes.

Este livro sobre a logística tributária e fiscal está disponível para compra online (neste link).

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Colaborações

Prêmio FedEx Profissional e Projeto de Logística do Ano 2014

Há seis anos, o Prêmio FedEx Profissional e Projeto de Logística do Ano reconhece os profissionais e projetos da área de logística e supply chain. Nesta edição, os formulários preenchidos poderão ser enviados até o dia 19 de setembro e a solenidade de entrega do Prêmio acontecerá no dia 21 de outubro, em São Paulo, quando serão conhecidos os vencedores.

O Prêmio contemplará duas categorias: Prêmio Profissional de Logística e Supply Chain, que premiará os profissionais do mercado, baseados em suas experiências, formações, em uma solução, projeto ou operação de destaque, durante 2013 e 2014, e de seu reconhecimento perante o mercado, e o Prêmio Projeto de Logística e Supply Chain escolherá os projetos de logística ou supply chain realizados ou finalizados entre 2013 e 2014, devido à solução adotada, aos resultados alcançados e à inovação.

Para se inscrever, é necessário acessar http://www.mundologistica.com.br/portal/premio.shtml, preencher o formulário com os dados e enviá-lo por e-mail para premio@mundologistica.com.br.

A equipe editorial da revista MundoLogística, realizadora do Prêmio, selecionará os 20 melhores profissionais e projetos de cada categoria, que serão avaliados por uma banca, composta por profissionais do setor e acadêmicos. Os seis melhores profissionais e projetos serão divulgados e convidados a participar da solenidade de premiação. Os vencedores de cada categoria terão um artigo ou entrevista publicados na revista MundoLogística.

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Logística

A logística e a economia das figurinhas da Copa

A Copa do Mundo ainda nem começou, mas para as crianças em todo o mundo (além de um número preocupante de adultos), a corrida para completar o album de figurinhas da Panini 2014 começou há muito tempo. A Panini, uma empresa italiana, produz álbuns de figurinhas para Copas do Mundo desde o torneio no México, em 1970; a versão deste ano tem 640 figurinhas para colecionar. O mercado para as figurinhas não é apenas para as crianças, mas também para micro-economistas. A cada espaço vazio no album, aparece uma aula de probabilidades, do valor dos testes estatísticos, da leisda oferta e da demanda, e da importância da liquidez.

figurinhas copa do mundoQuando você inicia um álbum, a primeira figurinha (elas vêm em pacotes de cinco) tem uma probabilidade de 640/640 de ser necessária. A cada espaço, as chances de abrir um pacote e encontrar um adesivo que você procura diminuem. De acordo com Sylvain Sardy e Yvan Velenik, dois matemáticos da Universidade de Genebra, o número de pacotes de figurinhas que você teria que comprar, em média, para preencher o álbum 899. Isso pressupõe que não há choque de oferta ao mercado (o roubo de 300 mil adesivos no Brasil em abril deixou muitos colecionadores com medo de que a Panini não conseguiria satisfazer a demanda).

Esse número, 899 pacotinhos, também considera que o mercado não está sendo manipulado. A Panini diz que todas as figurinhas são impressas no mesmo volume e aleatoriamente distribuídas, apesar de todo colecionador ser assombrado por uma única figurinha recorrente. Em um artigo de 2010, Sardy e Velenik desempenharam o papel de “reguladores do mercado”, verificando a distribuição de figurinhas para um álbum de 660 figurinhas vendido na Suíça para a Copa do Mundo daquele ano. De uma amostra de 6.000 figurinhas, eles esperavam ver cada uma 9,09 vezes em média (6000/660). Eles testaram para ver se as flutuações reais em torno deste número foram consistentes com a distribuição esperada de figurinhas, e descobriram que era. Tais testes estatísticos estão sendo cada vez mais aplicados para detectar a fixação de preços e comportamentos anti-concorrenciais nos mercados reais.

Mesmo em um mercado justo, porém, é ineficiente comprar pacote após pacote (para não mencionar o bolso dos pais). A solução é a criação de um mercado para que os colecionadores troquem suas figurinhas repetidas. O playground é uma versão deste mercado, onde uma criança que tem uma figurinha valorizada por muitos, de repente entende o poder da oferta limitada. Feiras de figurinhas são outro.

Como em qualquer mercado, liquidez importa! Quanto mais pessoas forem atraídas para o mercado com suas figurinhas duplicadas, melhor as chances de encontrar aquela que você deseja. Sardy e Velenik estimam que um grupo de dez pessoas trocando as figurinhas entre eles de forma eficiente e aproveitando que a Panini vende 50 figurinhas individuais por pessoa, seriam necessários apenas 1.435 pacotes entre eles para completar todos os dez álbuns. Fóruns na Internet, onde um número potencialmente ilimitado de pessoas podem trocar figurinhas, significa que este número cai ainda mais. A idéia de um mercado totalmente eficiente deve desanimar a Panini, que vai vender menos pacotes como resultado. Felizmente, como em todos os mercados, o comportamento não é estritamente racional.

Adaptado da Economist.

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Demanda Logística Previsão Transportes

Prevendo o movimento das lojas a partir dos céus

Ter uma boa previsão do tráfego numa loja é uma parte importante para se estabelecer quantos funcionários devem estar em serviço. Isto é ainda mais importante quando o sucesso do negócio depende do atendimento de um consultor na loja. Mas como uma loja consegue criar uma boa previsão do número de clientes? De acordo com uma matéria sobre a Lowe’s (loja de materiais de construção e reformas) publicada na BusinessWeek, uma solução é usar imagens de satélite!

estacionamentoA Lowe’s afirmou que tem avaliado o tráfego em suas quase 1900 lojas através de imagens de satélite de seus estacionamentos. Com base nessas imagens, a Lowe’s consegue estimar quantos clientes estarão nas lojas a cada hora do dia. Além disso, a empresa também cruzou os dados de suas previsões com o número de transações efetuadas nas lojas para saber quantos clientes foram embora sem realizar nenhuma compra.

As imagens de satélite tem sido muito úteis para que a Lowe’s gerencie sua força de trabalho, agendando equipes de consultores para estarem disponíveis quando as vagas de estacionamento começam a ficar escassas.

Este é um uso curioso das imagens do espaço, e me pergunto se não é um exagero tecnológico. Existem várias tecnologias que os varejistas podem usar para contar quantas pessoas entram por suas portas. Estas vão desde simples olhos eletrônicos que contam quantas vezes um feixe de luz foi cruzado nas portas, a sistemas avançados de vídeo que podem distinguir adultos de crianças.

Existem algumas razões que justificam a escolha da Lowe’s pelos satélites. Primeiro, eles geralmente têm várias entradas para a loja, e o movimento de pessoas que passam por portas diferentes pode dar uma contagem falsamente elevada. Em segundo lugar, seu layout em formato de armazém pode dificultar o uso de sistemas de vídeo. Finalmente, e talvez mais interessante, as imagens de satélite podem dar-lhes mais detalhes.

A Lowe’s atende dois segmentos distintos – profissionais (ou seja, empreiteiros e carpinteiros) e amadores (ou seja, proprietários e amantes do faça você mesmo). Para um contador de tráfego, todos eles têm a mesma aparência, mas do céu eles não. Um estacionamento de pick ups e vans sugere os profissinoais estão comprando enquanto minivans e carros de passeio seriam um indício de uma multidão de faça-você-mesmo. Na medida em que os nichos precisam de diferentes serviços (ou tem diferentes expectativas de serviço), as imagens de satélite podem permitir agendamento de mais refinado do que simples contagem de corpos.

Baseado no texto “Forecasting store traffic from the sky” de Martin A. Lariviere, publicado no blog The Operations Room. Tradução e adaptação feitas por Leandro Callegari Coelho e autorizadas pelos autores exclusivamente para o Logística Descomplicada.

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Logística Vídeos

Trem pega passageiros sem parar na estação (vídeos)

Os avanços no transporte público de passageiros não param de surpreender. Sabemos que o transporte ferroviário é uma forma segura e econômica de se fazer transportes, e quando os sistemas de trens de alta velocidade estão disponíveis, eles superam com facilidade os carros e ônibus.

No entanto, a parte mais difícil (ou custosa) do processo é acelerar e frear um trem que pesa muitas toneladas. Por isso, há alguns anos, uma ideia muito interessante surgiu: e se os passageiros pudessem embarcar e descer do trem sem que este precisasse parar nas estações?

Ficção científica? Impossível? Engenheiros americanos e chineses encontraram formas alternativas de tornar essa ideia uma realidade, e assim agilizar o transporte ferroviário. Eles projetaram dois sistemas distintos que permitem o embarque e o desembarque dos passageiros sem que o trem pare na estação.

O vídeo abaixo mostra como funciona o projeto chinês:

E neste vídeo, está ilustrado o processo da ideia americana:

O que achou?

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Demanda Gestão da Cadeia de Suprimentos Logística Supply Chain Management Transportes

De onde vem essa camiseta? Das cadeias de suprimentos globais!

“Isso vem de onde?” até parece uma pergunta simples de ser respondida. As vezes é fácil mesmo. Quais modelos de carro são produzidos em cada montadora é uma informação pública, então você sabe se seu Toyota foi montado em Sorocaba, São Bernardo do Campo, ou Indaiatuba (todas em SP). Mas se você quiser ir mais fundo e saber de onde vem cada componente do carro, aí ficou muito mais difícil.

As cadeias de suprimentos modernas e globais são tão extensas e tão complexas que para quem as vê de fora, elas não tem nenhuma transparência.

“Eu pensaria em cadeias de suprimentos basicamente pensando nas entregas da Amazon ou nos estoques da Staples (duas gigantes do varejo na América do Norte). Elas são apenas os pontos finais da cadeia, os últimos passos de um garçom que carrega uma refeição numa bandeja. E o que eu não entendia  era como as cadeias de suprimentos não apenas transportam componentes e ingredientes, mas sincronizam seus movimentos. Transportar uma caixa de canetas para a Staples é a parte mais fácil. Coordenar a chegada de tampas, corpos, caixas, tintas, e as pontas esferográficas para a fábrica de canetas (além de metal para a fábrica da ponta esferográfica, óleo para a fábrica que produz as partes plásticas, e assim por diante) é o grosso do trabalho incorrido numa cadeia de suprimentos. Hoje temos maneiras de fazer isso tudo de forma eficiente, com algoritmos otimizando tudo desde o transporte até o caminho que os paletes seguem dentro dos depósitos, com um olho acompanhando o que acontece quando uma dessas partes em movimento falha.” (trecho do blog The secret life of everything: where your stuff comes from)

 

cadeias de suprimentos globaisO problema então é que ao menos que você escolha um produto realmente simples – como uma camiseta – é praticamente impossível saber de onde cada component veio e onde cada passo da produção foi realizado. O site NRP Planet Money aceitou o desafio de acompanhar uma camiseta: desde a plantação de algodão, passando pela fabricação, transportes, até a doação de roupas usadas pelos Estados Unidos para a África.

É um processo que nos faz pensar no efeito das cadeias de suprimentos globais. (Se você entende inglês, acompanhe o vídeo)

A parte mais interessante do processo é a manufatura. Como o vídeo explica, as camisetas para mulheres são feitas na Colômbia, e as masculinas em Bangladesh, em condições muito diferentes.

No entanto, conseguimos identificar algumas razões para que os trabalhadores colombianos obtenham pagamentos muito maiores que os bangladeshianos.

Com uma longa tradição na manufatura de roupas e com tecnologia superior, os colombianos conseguem produzir as camisetas muito, muito mais rápido que os bangladeshianos. Em Bangladesh, em uma linha de costura para as camisetas, 32 pessoas conseguem fazer 80 camisetas por hora. Uma linha de costura na Colômbia tem oito funcionários e produz 140 camisetas por hora. As duas linhas não são idênticas, com os bangladeshianos fazendo algumas etapas a mais que os colombianos, mas a diferença continua sendo marcante.

E não são apenas as máquinas e seus operadores que são mais eficientes na Colômbia. Mais etapas do processo produtivo desde o algodão bruto são feitos na Colômbia, o que os faz mais eficientes que seus colegas de Bangladesh. (trecho de Our industry follows poverty: success threatens a t-shirt business)

Vale a pena notar que mesmo com eficiência superior na Colômbia, a empresa corre risco de perder o contrato de produção. Acontece que os salários muito mais baixos no outro lado do mundo compensam a falta de eficiência.

Existe uma linha muito tênue entre explorer os trabalhadores numa economia global e oferecer oportunidades reais. (Adam Blumberg)

 

Baseado no texto “Where does that T-shirt come from?” de Martin A. Lariviere, publicado no blog The Operations Room. Tradução e adaptação feitas por Leandro Callegari Coelho e autorizadas pelos autores exclusivamente para o Logística Descomplicada.

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Demanda Desempenho Gestão Logística

Eficiência através de linhas de montagem automatizadas

Não é só a Ford que tem feito avanços em seus processos produtivos. A idealizadora da linha de montagem teve grande vantagem inicial, mas hoje todas as grandes indústrias utilizam esta ideia.

linha de montagemDepois, a Ford decidiu flexibilizar suas fábricas, montando vários veículos nas mesmas plantas. Finalmente, a Ford decidiu montar vários veículos baseados na mesma plataforma, a base central na qual o veículo é produzido. Para saber mais sobre isso e sobre como a Volkswagen e a Toyota estão seguindo a mesma ideia leia “Os avanços tecnológicos das montadoras de veículos“.

Os concorrentes estão correndo para alcançá-los. A maior fabricante de automóveis americana, a General Motors, há muito estava perdendo para os líderes da indústria na consolidação plataformas. Mas depois de seu colapso financeiro e apoiada pelo governo no plano de resgate, há quatro anos a GM estabeleceu uma meta de redução de suas plataformas globais de 30 para 17 em 2018.

A criação de vários modelos a partir de uma única plataforma permite à GM e à outras montadoras de automóveis montar uma variedade de modelos em cada planta. Isso é importante em uma indústria que já fechou várias fábricas, particularmente nos Estados Unidos, por causa do excesso de capacidade.

“Nossos blocos de construção para o futuro são as arquiteturas dos veículos”, disse Dan Ammann, diretor financeiro da GM.

As plataformas comuns são parte integrante da linha de montagem moderna. Um chassis básico pode viajar por baixo da linha e ser equipado com muitas das mesmas peças mecânicas. Mas o corpo do veículo e interior, e seu pacote global, pode ser diferente, dependendo da demanda do consumidor.

“O que está a mostra para o cliente precisa ser diferente, e o que não está a mostra para o cliente pode ser o mesmo”, disse Ammann .

Plataformas globais e de produção flexível são essenciais como as montadoras continuarem a criar novos produtos, enquanto reduzem os custos ao mesmo tempo.

Um estudo realizado por analistas de automóveis do Bank of America Merrill Lynch calculou que as montadoras estão introduzindo uma média de 44 novos modelos a cada ano nos Estados Unidos. Segmentos de veículos estão se tornando menos definidos, com veículos de passeio se tornando cada vez mais parecidos com os cross-roads, com tamanho e capacidades de uma SUV. O estudo, chamado “Car-War 2013-2016”, disse a proliferação de novos modelos não poderia ser realizada sem plataformas e processos de fabricação comuns.

“Todos este novos produtos tem um custo elevado para os fabricantes, que terão de alavancar cada vez mais plataformas globais e simplificar a oferta de produtos para permanecer eficientes e competitivos”, conclui o estudo.

As mudanças na linha de montagem não estão limitados a tecnologia. Os fornecedores estão cada vez mais se movendo para dentro das plantas, e colocando seus estoques de peças e materiais mais perto dos trabalhadores.

Na fábrica da General Motors em Lake Orion, Michigan, carrinhos robóticos movem as peças para a linha de montagem ao passo em que elas são necessários para construir o popular carro subcompacto Chevrolet Sonic. O sistema é fundamental para reduzir custos e tempo na linha – e é uma das razões pelas quais a GM é capaz de produzir um modelo barato como Sonic nos Estados Unidos.

A automação e a eficiência na linha de montagem também ajudam as empresas de automóveis a reagir às mudanças nas demandas dos consumidores globais.

Como a GM, a Chrysler, a menor das montadoras americanas, também foi à falência e precisou de uma ajuda do governo em 2009 para sobreviver. Sob a nova propriedade da montadora italiana Fiat, a Chrysler então partiu para reviver algumas das suas fábricas mais antigas. A joia em seu sistema de produção tornou-se sua velha fábrica de Jefferson North, no lado leste de Detroit. E o Jeep Grand Cherokee SUV produzido lá é hoje uma grande fonte de lucros.

“Eles tiveram que reinventar totalmente essa planta para sobreviver”, disse Kristin Dziczek , analista de trabalho no Centro de Pesquisa Automotiva. A fábrica contratou milhares de novos trabalhadores e investiu maciçamente em equipamentos atualizados. Uma das chaves para o seu sucesso tem sido a flexibilidade para construir várias versões do Grand Cherokee, incluindo os modelos com volante à direita para mercados no exterior.

“O desafio é para adicionar conteúdo ao produto sem prejudicar o desempenho global da usina”, disse Jason Ryska , gerente de Jefferson Norte.

Compradores de carros de hoje esperam novos recursos em seus veículos: dispositivos de navegação , acesso à internet , sistemas anti-colisão, motor híbrido a partir de uma combinação de motores a gasolina e baterias…

Executivos da indústria automobilística e engenheiros estão constantemente reagindo a essas demandas e desenvolvendo novas tecnologias para satisfazê-los. No entanto, tudo ainda se resume a linha de montagem para integrar perfeitamente as mais recentes funcionalidades no produto final.

A primeira linha de montagem da Ford era uma maravilha de eficiência para a época. Mas não poderia permanecer estagnada e atender às necessidades crescentes de seus clientes. “Até o final do Modelo T, a Ford tornou-se muito inflexível”, disse Casey, o historiador Ford. “Não houve diferenciação suficiente. As pessoas queriam algo mais do que o modelo básico.”

Isso ainda é o caso hoje. Na fábrica da montadora em Michigan, modelos híbridos e elétricos seguem na linha, um após o outro. Os trabalhadores constróem um C-Max, e em seguida, um Focus, de acordo com os pedidos gerados por computadores.

“É assim que servimos o mercado hoje”, disse Fleming, o chefe de fabricação. “A linha de montagem tornou tudo isso possível.”

Baseado no texto “100 years down the line”, do The New York Times.

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Demanda Gestão Logística Qualidade

Avanços tecnológicos das montadoras de veículos

A primeira linha de montagem móvel foi uma maneira primitiva – e engenhosa – de acelerar a produção e diminuir os custos.

linha de montagemOs engenheiros da Ford criaram um sistema na unidade de Highland Park em que um chassis era puxado por um guincho e uma corda estendida sobre o chão da fábrica. Cerca de 140 trabalhadores estavam posicionados ao longo dos 150 metros de comprimento da linha, cada um dos quais adicionando partes específicas no veículo.

As 3.000 peças do modelo T eram montadas em 84 etapas distintas, todas possibilitadas pela linha. O processo reduziu o tempo necessário para a montagem de um carro de 12 horas para menos do que três. Outras funções na planta foram melhoradas e aceleradas para acompanhar o novo ritmo da produção, muito mais rápido.

“Junto com a linha vieram transportadores suspensos para mover as peças e muitas outras inovações que economizavam trabalho”, disse Bob Casey, ex-curador de transporte no Museu Henry Ford e autor de “O Modelo T: Uma História do Centenário.”

A linha de montagem tornou-se um laboratório de trabalho que os engenheiros da Ford constantemente melhoravam os processos. Outras montadores logo seguiram o exemplo dos automóveis Ford e adaptaram suas próprias versões da linha de montagem. Logo, a concorrência tornou-se a força motriz para melhorar a produção. “As montadoras nunca pararam de buscar maneiras de tornar esta velha tecnologia muito melhor”, disse Casey .

A linha teve outros benefícios. O número de demissões entre os trabalhadores em fábricas de automóveis era extremamente alto. Mas a linha abriu a porta para os trabalhadores menos qualificados, que poderiam executar tarefas simples e repetitivas, padronizadas. E quando o Ford começou a oferecer a esses trabalhadores um salário de US$ 5 por dia – equivalentes a $117 em dólares de hoje – a taxa de rotatividade caiu vertiginosamente.

“Ford reduziu a habilidade necessária e aumentou o salário, o que teve um impacto enorme” , disse Casey.” Ele não só criou a lealdade entre os trabalhadores, mas também lhes permitiu comprar os carros que estavam produzindo.”

Avancemos para hoje, dentro dos cinco milhões de metros quadrados da Ford, em uma unidade ultramoderna em Michigan, na cidade de Wayne. Cerca de 5.000 trabalhadores ocupam a fábrica em três turnos. A linha de montagem é de três quilômetros de comprimento e dispõe de mais de 900 robôs. Nos últimos quatro anos, a Ford investiu mais de US$ 500 milhões para reformar a fábrica, que data de 1957.

O que torna a planta incomum é a variedade de veículos que faz. Seu produto principal é o Focus, um dos carros mais vendidos no mundo. Mas a fábrica o produz não apenas com motores a gasolina tradicionais. Ele também pode construí-lo em versões elétricas e híbridas.

E a empresa adicionou recentemente a produção do novo C-Max Hybrid – um furgão pequeno que compartilha muitas peças com o Focus, mas tem forma e estilo totalmente diferentes.

Recentemente, enquanto Focus e C-Max passeavam suavemente ao longo da linha, o Sr. Fleming, o executivo da Ford , disse que a empresa tinha a intenção de fazer todas as suas fábricas tão flexíveis quanto a montadora de Michigan.

“Nos próximos cinco anos, nossas plantas globais serão capazes de produzir uma média de quatro modelos ou derivados de um modelo diferente”, disse ele .

A Ford também está reduzindo o número de plataformas de veículos básicos, que são os fundamentos de seus modelos. Hoje , a Ford constrói sua linha de produtos em 15 plataformas diferentes – os quadros estruturais de veículos – de diferentes tamanhos. Em 2017, segundo os projetos montadora, quase todos os veículos serão feitos a partir de nove plataformas centrais.

Outras empresas de automóveis estão se movendo na mesma direção. Toyota e Volkswagen estão entre os líderes em derivar vários modelos de cada uma de suas plataformas individuais.

Baseado no texto “100 years down the line”, do The New York Times.

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Desempenho Logística

Os avanços da linha de montagem – de 1913 até os dias de hoje

A linha de montagem móvel foi a mais simples das invenções, nascida da necessidade de atender à demanda explosiva de automóveis nos Estados Unidos no início do século 20.

linha de montagemE enquanto ela completou 100 anos este mês , ela permanece como parte integrante do progresso da indústria automobilística como foi nos dias de Henry Ford.

A linha de montagem é um ballet industrial em constante evolução dos trabalhadores e robôs que montam os nossos carros. E as grandes montadoras, como a Ford Motor Company, estão descobrindo que a montagem de vários modelos na mesma linha é a chave para o sucesso no mercado global altamente competitivo.

Atualizar a linha de montagem é uma grande parte da “One Ford”, uma estratégia corporativa que tem ajudado a segunda maior fabricante de automóveis dos EUA a liderar a recente recuperação da indústria automobilística americana.

“Há provavelmente muito poucas invenções na indústria automobilística que já completaram 100 anos e que ainda estão aqui hoje”, disse John Fleming , vice-presidente executivo de manufatura global da Ford.

Muita coisa mudou na indústria desde que Ford instalou a primeira linha de montagem na rudimentar fábrica do Modelo T da sua empresa em Highland Park, Michigan, em outubro de 1913.

Mas fabricantes de automóveis do mundo todo usam essencialmente o mesmo método básico de produção em massa, transformando um chassis de um automóvel numa extremidade da linha em um carro completo na outra ponta.

No início, a linha de montagem foi um passo fundamental para assegurar que os mesmos processos fossem repetidos várias vezes para a fabricação de um modelo específico de alta qualidade. Agora, a linha de montagem moderna produz uma grande variedade de veículos que são praticamente customizados para consumidores globais.

“Você está sempre se perguntando como organizar melhor o trabalho dentro de uma fábrica de veículos para ser mais eficiente”, disse Fleming.

Para alcançar a alta eficiência, a Ford se desfez de algumas divisões (como a Mercury) , vendeu as marcas de luxo (Volvo , Jaguar e Land Rover), e simplificou sua linha de produtos. Ao fazer isso, ela pode se concentrar na construção de carros como os subcompactos Fiesta e Focus sedan em fábricas na América do Norte, América do Sul, Ásia e Europa para os clientes em cada uma dessas regiões.

Mas esses modelos mais vendidos não teriam êxito sem montadoras que usassem as mesmas técnicas, seja nos Estados Unidos, Alemanha, China ou em qualquer outro lugar do mundo.

A Ford passa por um dos seus maiores programas de expansão, com fábricas na China, Índia, Rússia e Tailândia. A base do plano é o seu esforço contínuo para inovar e melhorar a linha de montagem simples de 100 anos atrás, e replicá-la em diversos mercados em crescimento.

Tecnologias avançadas de manufatura da empresa incluem menor custo, e processos mais rápidos que reduzem o tempo necessário para a produção de peças de chapa de metal. Outas tecnologias também usam desenhos tridimensionais para criar protótipos de componentes que podem ser testados em dias ao invés de meses.

Na linha, os novos sistemas robóticos utilizados no processo de montagem final pode detectar até mesmo os mais minúsculos pontinhos de sujeira e evitar imperfeições na pintura que desfiguram a superfície de um carro novinho em folha.

Os avanços são uma amostra da vontade implacável da montadora em fabricar carros melhores – e um lembrete de que um dos provérbios favoritos de Henry Ford ainda se aplica no mundo de hoje . “Nada é particularmente difícil”, ele disse, “se você dividi-lo em pequenas tarefas.”

 

Baseado no texto “100 years down the line”, do The New York Times.