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Carreira Geral

Estratégias de negociação

As negociações entre empresas visam obter recursos e vantagens que permitam a empresa manter-se competitiva no mercado em que atua.

Antes de ter a chance de negociar seus produtos, serviços ou ideias, o vendedor está sendo observado, e neste processo é muito importante os cuidados tomados para vender a si mesmo. Normalmente, a primeira impressão é a que fica, sendo muito difícil de ser mudada depois.

negociacaoPelo que somos avaliados? Ou, o que diz quem nós somos? A primeira leitura é realizada através da aparência em geral e acessórios utilizados. Tudo conta! Por isto, todo cuidado é pouco. Procure usar roupas e principalmente sapatos de boa qualidade. Também mantenha um bom corte de cabelo, pois as duas extremidades, a cabeça e os pés, são muito observadas. Também porte canetas, pasta, calculadora, relógio, folhetos, etc., de boa qualidade, pois eles dizem muito sobre quem e como somos, antes de abrirmos a boca para falar.

Além da impressão inicial, quais as maiores dificuldades dos negociadores? Entre as principais dificuldades podemos destacar:

– Não gostar de conflitos;

– Não ter informações suficientes;

– A má administração do tempo;

– Desconhecimento das técnicas;

– Falta de treinamento;

– E, principalmente, a falta de autonomia.

De posse dessas informações, os vendedores poderão fazer uma autoanálise para tornarem-se mais eficientes e eficazes nas negociações.

Uma boa dica para as empresas que atuam em serviços se saírem bem nas negociações é providenciarem meios para tornar os serviços tangíveis. Isto pode ser feito colhendo testemunho de clientes que atestem os resultados, marcando visitas a clientes que já utilizam os serviços e estão satisfeitos, ou criando vídeos com a apresentação de serviços sendo utilizados.

Outro importante cuidado que se deve ter para não colocar tudo a perder numa negociação é tomar algumas precauções na hora de fazer concessões:

– Evitar ser o primeiro a fazer concessões;

– Adiar a concessão o quanto mais possível;

– Não se sentir obrigado a retribuir “taco-a-taco” as concessões;

– Conceder vagarosamente;

– Reduzir o tamanho das concessões;

– E, aumentar o tempo entre cada uma delas.

Por fim, ao receber uma objeção ou crítica, por mais contundente que possa ser, manter a calma, controlando as emoções. Em uma discussão, o primeiro a ficar nervoso fica em desvantagem. Alguns compradores são orientados para pressionar o vendedor até abalar o seu emocional, a partir daí acham ser mais fácil manipulá-lo. Portanto, seja cauteloso, em negociações cautela e caldo de galinha não fazem mal para ninguém.

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Carreira

Elementos da boa comunicação

A habilidade de se comunicar é a principal ferramenta dos profissionais de vendas. Ouvir, perguntar e a linguagem corporal são os três meios de comunicação mais usados nas negociações.

OUVIR

comunicacaoA ansiedade é a maior inimiga dos vendedores. Na ânsia de falar, poucos ouvem o que os seus interlocutores têm a dizer. Quando é que aprendemos mais sobre as necessidades de nossos clientes? Quando ouvimos ou quando falamos? O fato de termos apenas dois ouvidos e apenas uma boca, parece uma indicação de que devemos ouvir mais do que falar.

PERGUNTAR

O domínio de uma negociação está com quem pergunta e não com quem fala, portanto, o mito do conversador como bom vendedor há muito tempo foi sepultado.

O bom negociador precisa desenvolver a habilidade de fazer perguntas inteligentes que levem o cliente a abrir o jogo e a verbalizar os seus desejos, necessidades e expectativas e, principalmente, o que ele valoriza nos produtos/serviços que está comprando e em seus fornecedores.

Os três tipos de perguntas básicas mais utilizadas numa negociação são:

Abertas – São as perguntas recomendadas no início da negociação. Exemplo: “Quais as dificuldades que o senhor encontrou quando usou o produto do outro fornecedor?”

Fechadas – São perguntas normalmente respondidas com apenas um sim ou não. Exemplo: “O senhor me disse que o produto da concorrência aumenta muito o custo operacional da sua empresa, é verdade?”. Sua aplicabilidade é mais recomendada na hora do fechamento da venda. Exemplo: “O senhor prefere pagar a dinheiro ou no cartão de crédito?

Reflexivas – São perguntas utilizadas sempre que se precisa apelar para o lado racional do cliente. Exemplo: “A diferença de 18% na performance do meu produto em relação ao concorrente é importante para o senhor?”

LINGUAGEM CORPORAL

Como se fala é mais importante do que aquilo que se fala. A forma de se expressar e a postura corporal influenciam o interlocutor muito mais do que as palavras proferidas. Na comunicação a linguagem não verbal representa 93% da interação. Isso significa que a fala corresponde a apenas 7% do processo. Por isso, preste bastante atenção no que o seu corpo anda dizendo por aí!

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Carreira

Perseguir sonhos

Confesso não me agradar muito escrever sobre aquilo que muitas pessoas intitulam “auto-ajuda”. Até porque, acredito que pouquíssimas pessoas teriam bagagem suficiente para exercer tal papel – Eu não tenho –. Considero isso como uma simples troca de experiências. Assim cresce o ser humano: vivendo, olhando ao redor e corrigindo seus pontos fracos sem esquecer-se de explorar suas qualidades. Nada é mais simples que isso. Realizar sonhos também deveria ser simples assim.

Não vou dar aqui o que muitos oferecem e todos querem: Uma receita para realizar sonhos. Talvez você não saiba o que sonhar e aí qualquer receita pode se tornar indigesta e com efeitos devastadores em outros segmentos da sua vida. O “como sonhar” é fundamental.

O grande problema é que hoje em dia as pessoas não só não sabem como realizar seus sonhos como não sabem o que sonhar. Estamos desenvolvendo uma geração sem sonhos, sem muitos ideais. Os sonhos se materializaram demais e isso pode os ter tornado fúteis. As realizações estão mais relacionadas às posses do que às convicções.

Não estaria exagerando se intitulasse essa geração como a “geração cartão de crédito”. Basta observamos que tudo gira em torno de um cartão de crédito: Felizes se o usamos, tranquilos se há saldo, escravos da fatura; por ele se rouba, se mata… Por ele morremos.

Onde estão os sonhos consistentes dessa geração? Claro que há pessoas que se destacam. Mas, não falo de grandes conquistas comerciais, falo das conquistas humanas. Não falo de uma empresa ou de um produto de sucesso, falo de um verdadeiro projeto de sucesso que não enche os bolsos, mas enche a alma, torna uma pessoa brilhante.

Não temos convivido com muitos perseguidores de sonhos há muito tempo. Convivemos hoje com uma mídia que a todo o momento nos aponta nossos defeitos e nos torna insensíveis aos problemas alheios. Nos vemos diante de um espelho que não reflete nossa imagem: Não é esse o cabelo que quero, não é esse o corpo que sonho. De tanto olharmos para essa imagem irreal esquecemos ou não dá tempo de olhar ao redor.

A ordem dos degraus está embaralhada: Não temos um bom emprego porque nosso patrão resolveu se tornar um grande empresário antes de se tornar uma grande pessoa; não somos grandes pessoas porque só queremos ser grandes funcionários. Deixamos de lado a caridade, a humildade, a sensibilidade e o respeito. Deixamos tudo que nos torna aptos ao sucesso como pessoas e vamos construindo nossas casas a começar pelo teto.

O cuidado com o que sonhar vem antes de qualquer coisa. A preparação para receber suas realizações lhe dá margem para manter e alcançar novas conquistas. Um amigo na infância sonhava em ter uma bicicleta, mas não se preocupou em aprender com a que outro amigo oferecia. Ganhou a bicicleta e essa lhe tirou dois dentes e quebrou-lhe um braço.

O dinheiro é líquido na mão de um insensato. Ele escorre e seca sem que perceba. Quantos bons salários não pararam no ralo porque quem tanto sonhou em ganhá-los não se preparou como pessoa? Quantos se limitam na pequenez de seus sonhos? Eles devem crescer à medida do seu crescimento como pessoa. Mais vida, mais divisão de experiências; mais dinheiro, mais generosidade; mais poder, mais humildade.

Perseguir sonhos é um dom. O resultado final não foi obtido por ser mais inteligente, por ser mais astuto. Seu sucesso foi obtido por alicerçar suas estruturas de conquistas, pela persistência, por dominar aquilo que não se conhecia, por estender a mão e erguer aqueles que caíram no seu caminho – eles não são obstáculos, por isso não se passa por cima –. Seu sucesso veio porque você foi um verdadeiro perseguidor de sonhos.

Um bom Natal e um novo ano de oportunidades para a realização dos seus sonhos.

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Carreira

A criatividade como fator de riqueza

Ser criativo é um processo inerente aos seres humanos, que nos acompanha do nascimento à morte, pois criatividade nada mais é do que a capacidade de gerar novas ideias. Sem a capacidade de resolver os problemas que ameaçam a sobrevivência, a espécie humana teria sido instinta da face da terra, como foram os dinossauros. Conforme destacou muito bem De Simone “as empresas devem se comportar como qualquer outro organismo vivo, adaptando-se constantemente às mudanças. Essa é a única maneira de sobreviver e ter sucesso”.

No universo nada é estático, ou as pessoas e empresas mudam ou então dançam. Entre tantos motivos para mudar, podemos destacar as seguintes necessidades:

– Mudar para evoluir

– Mudar para melhorar

– Mudar para se incluir

– Mudar para crescer

– Mudar para ser feliz

Tal como as águas correntes dos caudalosos rios, a história da humaninade segue o seu curso, por vezes constante e lentamente. Horas mais rápidas e em certos momentos de forma abrupta e revolucionária como as grandes quedas d’água, formando verdadeiras cataratas de mudanças. Entre tantas revoluções sociais e econômicas que passamos, podemos destacar:

– A revolução industrial

– O racionalismo

– A revolução tecnológica e a globalização

– A revolução da informação

– A revolução da criatividade e inovação.

A escassez é mais virtual do que física, reside no campo das ideias. Na aldeia global em que vivemos, mercados e tecnologias estão disponíveis, basta pagar o seu preço. Recursos são os que não faltam, a questão é querer ou saber acessá-los. Quando usamos a criatividade que está dentro dos nossos cérebros, podemos até ousar mudar o pressuposto da economia que afirma que os recursos são escassos e as necessidades ilimitadas, para as necessidades são escassas e os recursos ilimitados.

Somos seres gregários, formamos comunidades, nos protegemos e evoluímos em grupos. Mas a complexidade da sociedade atual exige mais do que isto das modernas organizações sociais e econômicas chamadas de empresas. A base para a expansão dos negócios dos novos tempos é o trabalho em equipe. Não pode faltar colaboração, respeito, compartilhamento, objetivos comuns e comprometimento, para que se possa alcançar resultados econômicos concretos e duradouros.

O trabalho em equipe tem o poder de:

– Liberar a criatividade e a energia, tornando a comunicação mais eficaz e interativa, possibilitando nova visão

– Aumentar o prazer pelo trabalho, pois todos os indivíduos desejam se sentir integrados

– Ampliar as possibilidades de resolvermos problemas. Com frequência, o trabalho em equipe, é a única maneira de realizarmos determinadas tarefas.

Uma das principais funções dos gerentes desta nova era, é o aprimoramento e o uso do potencial criativo dos profissionais por eles liderados, para isto o ambiente de trabalho deve favorecer:

– A autonomia

– A valorização de diferentes desempenhos. Para melhor perceber, é recomendável traçar metas pessoais

– O apoio e reconhecimento de novas idéias

– A formação de equipes com diversidade de perspectivas e formação

– O envolvimento pessoal

Para crescer e até mesmo sobreviver, neste novo tempo de economia globalizada e hiper-competição, é necessário reinventar as organizações, mudando a forma de ser, liderar e de agir.

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Carreira

Resiliência traz sucesso

Hoje, com certeza, o algo a mais que cada pessoa necessita para viver e se destacar como profissional chama-se autocontrole, equilíbrio. Vivemos num mundo violento e competitivo. Convivemos com pessoas que afloram os mais diversos sentimentos. Estamos sempre à beira de abismos que, um passo em falso, pode pôr tudo a perder. É uma vida de pressões, sem dúvidas.

A forma com que vemos, absorvemos e reagimos diante das pressões do cotidiano diz muito, ou quase tudo, sobre nós. Não é difícil jogarmos fora um grande e amadurecido projeto em alguns segundos. Não é difícil perdermos pessoas e oportunidades com uma simples palavra dita na hora e maneira erradas. É preciso estar sempre vigilantes. Isso não deixa de ser “pressão” também.

Sermos resilientes é fundamental para não perdermos o equilíbrio e sabermos reagir de forma positiva para com os nossos ideais, para nossa qualidade de vida.

RESILIÊNCIA é uma propriedade da física pela qual, a energia armazenada em um corpo que se deforma por uma pressão exercida é devolvida quando cessa a tensão causadora dessa deformação elástica. É a resistência ao choque. E embora estejamos falando de coisas concretas, o abstrato se favorece muito com esse aprendizado que está sempre em evolução.

Talvez não percebamos, mas essa ação está muito presente em nossas rotinas. Da hora em que levantamos até a hora de dormirmos. Quando ouvimos e quando falamos. Quando somos “agredidos” e quando “agredimos”. Quando tomamos nossas decisões e até nas menos importantes opções por algo que, naquele momento, não inspira cuidados.

Somos uma enorme artéria de ações e sentimentos que precisam circular com fluidez, mas são muitas as barreiras diárias, os apertos que impedem nosso bom funcionamento. Ser resiliente é buscar alternativas para manter essa fluidez tão necessária enquanto nos restabelecemos.

Ser resiliente é, comprovadamente, um instrumento de entendimento, de aumento da satisfação que resulta na melhoria da nossa qualidade de vida através do convívio e, principalmente, do respeito por si e pelas outras pessoas. Esse respeito passa a ser aqui a chave da obtenção desse instrumento e o autoconhecimento é um complemento importantíssimo.

A explosão é muito tentadora num momento de tensão, ela parece sempre ser a melhor opção para resolver a situação. Mas, só contribui para piorar. Acuados, o normal é reagirmos contra-atacando com as mesmas armas. O “normal” pode pôr tudo a perder. Quando esse momento passar o que vai restar são outros problemas, até maiores talvez.

Imagine-se caminhando ao redor de uma enorme bolha plástica. Sua função é observar os riscos que possam gerar algum vazamento. Essa bolha sofreu uma pressão que a deixou num diâmetro ainda maior. Sua caminhada será maior para observar esses riscos que também são maiores. Mas, se continuar desempenhando sua função poderá identificar essa pressão e buscar elementos para extingui-la. Logo perceberá o retorno de sua forma original e sua tarefa seguirá o curso normal.

Aproveitar um “você não é capaz” para se capacitar, um “você não entende nada disso” para buscar conhecer e se aprimorar, são exemplos de resiliência que precisam ser praticados antes mesmo do confronto para provar que é capaz e que sabe como fazer. Isso representa mais segurança ao defender suas opiniões diante de alguém que está preparado para lhe desafiar custe o que custar.

Muitas vezes, ceder não é sinal de fraqueza. É resiliência. É continuar no controle enquanto passa a pressão e organizar as ideias traçando um plano de ação.

Não conhecemos muitas pessoas resilientes nos dias atuais. Muitas das coisas que almejamos estão acima de coisas consideravelmente importantes. Nossos objetivos estão minando nossos sentimentos. Não lembramos que nossa qualidade de vida é composta por realizações, é! Mas, no final, ela é sentida. Portanto, temos que estar satisfeitos com o andamento dos nossos planos, centrados em nossas decisões e aptos para querer aquilo que conseguimos e, então, sentirmos o bem-estar de forma mais intensa e duradoura. Pois é, dessa forma, concluímos que qualidade de vida representa mais um sentimento do que algo palpável propriamente.

Assim, entendemos um pouco mais do nosso caminho rumo ao sucesso. E isso nos possibilitará o aumento do equilíbrio aproveitando a energia usada contra nós ao nosso favor. Onde tudo é aprendizado, não podemos perder as chances de sermos pessoas e profissionais melhores, com maiores chances de sucesso.

Muitas das nossas atitudes estão destruindo nosso equilíbrio. Pior que não agregam valor ao nosso dia. Nossa falta de paciência no trânsito não acrescenta um segundo sequer às nossas vinte e quatro horas diárias. Nossa falta de receptividade com nossas obrigações não diminui a necessidade ou importância em cumpri-las. Até pode-se optar em imaginar que isso não acontece, mas é fato que essas atitudes nos faz mal em primeiro lugar e depois aos que nos cercam.

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Carreira

Ampliando a visão de mundo

Tudo o que as pessoas fazem ou fizeram até hoje é pela busca de felicidade. Quando entendemos isso tendemos a não julgar mais ninguém. Ninguém faz o seu pior. As pessoas anseiam acima de tudo ser amadas e compreendidas, e amar as pessoas implica na aceitação incondicional.

Todas as nossas dificuldades estão ligadas à nossa cosmovisão. Ao realizar um curso ou ao ler um livro ou um artigo como este, cada leitor vai entender diferente do outro dependendo das suas percepções. Todo mundo está fazendo o seu melhor na busca de seus objetivos, baseado na sua visão de mundo. O pior que achamos que nossos cônjuges, filhos ou colaboradores fazem é o seu melhor. Isso não significa que eles não podem ampliar a visão e romper os seus limites. A maior ajuda que podemos dar para uma pessoa é ajudá-la a ampliar a sua visão.

O mapa não é o território, assim como a maquete não é o edifício. O mundo não é o que você vê, pois só você vê o mundo assim. Cada pessoa tem sua maneira particular de ver. Em uma empresa com trezentos empregados há trezentas percepções diferentes do que é a empresa segundo os seus jargões e modelos. Tudo acontece na mente. O que você está vendo é uma imagem criada no seu cérebro. O mundo não é o que você vê. O mundo é convencionado. Um gol ou um ambiente só acontece na sua mente. Este ambiente é apenas uma convenção. Cada um vê um mundo diferente. Com frequência somos nós que criamos os problemas. Somos nós que enxergamos o mundo assim. Se queremos mudar alguma coisa, precisamos mudar ou ampliar nossa visão. Todos nós sonhamos a vida e precisamos acordar para perceber que estamos sonhando. A maior ajuda que podemos dar aos nossos colaboradores é ajudá-los a ampliar a sua visão do universo.

Abandone o hábito de ver as coisas pelo lado negativo. Este é um comportamento que com muita frequência gera ressentimentos e atrai oposição. Tenha, sempre que possível, uma visão apreciativa das coisas. Elogiar sinceramente é o caminho mais curto para conquistar a simpatia de uma pessoa e gerar confiança.

Não queira mudar o mundo a ferro e fogo. Quem almeja liderar deve agir com postura prestadia, construtiva, solucionadora e com amor. Um indivíduo prestativo ajuda outra pessoa a carregar uma mesa, uma cadeira ou abre ou segura a porta do automóvel para outra pessoa entrar. Ser prestativo é a parte material das ações. Já ser prestadio é a intenção interna. É ter uma postura amorosa, altruisticamente interessada na felicidade e no sucesso dos outros. Com que intenção você faz alguma coisa por alguém? Esperando ou não, tudo o que fazemos volta para nós de alguma forma.

Fuja da comunicação ataque versus defesa. Há pessoas que encaram a vida como uma grande competição, uma guerra. Estão sempre preocupadas em provar que têm razão. Desenvolva uma comunicação explícita e negociada. Negocie as metas com os seus clientes. Negocie as metas com os seus colaboradores. Negocie as metas com a sua família. Não queira ser o dono da verdade. Indague mais e não imponha nada. Realize mais combinações perguntando: Que solução você vê? Se você adotar esta solução, como vai ser? Se você fizer isso, o que poderá acontecer?

Deixe tudo negociado e não imponha nada, pois se você impõe as metas consequentemente não terá equipe. A vida é um eco, se você não gosta do que está recebendo, observe o que você está emitindo.

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Carreira Gestão

A empresa do futuro: gerentes

Banalizadas por umas e úteis ou dispensáveis por outras, as empresas vêm trazendo à discussão as funções de gerente. Enquanto umas criam gerências para a simples promoção de funcionários, outras reavaliam as divisões setoriais que são promovidas por gerências. Divisões essas, desnecessárias e perigosas para a alta velocidade da competitividade dos mercados.

Quem já não percebeu os pedidos absurdos de um gerente aos seus comandados? Quem já não teve que fazer o mesmo trabalho duas vezes, mudando uma vírgula, porque o gerente financeiro não se entendeu com o gerente de negócios ou porque o gerente de estoques não concorda com o gerente de compras? O que se vê em muitas empresas são setores com três ou quatro gerentes que disputam o poder entre si.

Parece absurdo, mas a função de gerente foi se expandindo para A1, A2 e A3 quando deveria ser só para A, B e C. Hoje, o que se enxerga é uma perda irrecuperável de agilidade diante das divisões alimentadas por orgulho e dissidências que impedem a implantação de boas ideias.  Preocupados com suas posições, esses gerentes barram boas ideias porque elas se tornam ameaças e acabam abraçando a comodidade das mesmices para se preservarem.

Uma coisa é certa: Não há tantos gerentes na empresa do futuro. Essa empresa funciona como a máquina de um relógio: repleta de engrenagens que funcionam e possibilitam o funcionamento das outras baseadas num compromisso do cumprimento de suas tarefas. O relógio está no pulso do diretor que não vê a necessidade de um relatório diário para saber qual engrenagem não desempenhou seu papel de forma satisfatória. O trabalho, bem ou mal executado, aparece naturalmente. O papel em comum é “marcar as horas” e o resultado diferente será percebido por todos. Não que todos devam funcionar como máquinas… não se trata disso. São pessoas que precisam pensar para realizar bem as suas atividades para que um comum obtenha bons resultados. Pode aqui, surgir uma pergunta: e quem vai organizar essas ideias? Se voltarmos ao exemplo do relógio, será aquele que o tem no pulso e que informa as horas ao presidente da companhia? O que se sabe é que as distâncias estão sendo reduzidas e a consciência de liderança evolui para algo bem diferente do que estamos acostumados.

Se analisarmos bem, hoje são muitos os degraus que separam uma engrenagem daquele que informa as horas ao presidente. O que vemos em muitas empresas são perdas de tempo e qualidade nas informações que cercam um empresário que, junto com as engrenagens, se envolvem através de um mesmo princípio necessário. Agora se busca um relacionamento mais direto entre as pontas.

Essa integração é fundamental nos dias de hoje. As empresas aprendem a cada dia que o fator humano é o maior fator de sucesso de uma empresa. Mesmo modernizada com máquinas e equipamentos de última geração, se não houver entusiasmo, comprometimento e foco, esse fator pode ser o precipício de qualquer empresa. Entretanto, uma melhor relação entre patrões e empregados ainda parece distante justamente pela falta de cumplicidade entre essas partes; embora extremamente necessária. O que realmente cresce é a distância que, por falta de qualificação e devido a uma defesa exagerada de interesses de ambas as partes, faz crescer a muralha que impede a caminhada rumo ao sucesso.

Dizem alguns especialistas em mercados que a função de gerente promove esse distanciamento. Eu acredito que se um gerente está focado com os interesses da companhia a equipe sempre estará no rumo do sucesso. O problema é que hoje há tantos gerentes que a probabilidade de um filtro de ideias usado em interesse próprio é significativamente aumentada.

É bem verdade que há gerentes com trabalhos fantásticos, pois extraem ideias maravilhosas de seus comandados não retendo só para si o direito de pensar. São, dessa forma, engrenagens importantes nesse mecanismo ou fazem um excelente trabalho de “manutenção” das outras. Mas, até essas ideias são ameaçadas em linha de poder horizontal. É aqui que se torna válida a diminuição da distância entre gerência, diretoria e presidência. Só vai depender agora da acessibilidade. A diferença é que muitos se aproveitam dessa acessibilidade na defesa de seus próprios interesses…

Como se vê, é um novelo que se cria pela simples distância e falta de diálogo e de foco.

A empresa do futuro – e vale dizer que algumas já vivem esse futuro – impressionam pela agilidade e estão sempre cercadas de informações que interessam seu mercado e não se cercam de problemas que resultem em perda de foco. Essa empresa trabalha na base geradora desses problemas e estão sempre preocupadas com o entusiasmo de suas equipes. Tudo aquilo que mina a alegria do cumprimento das atribuições de suas equipes são descartáveis. Para que uma gerência permaneça nesse quadro é necessário, não só a eficiência, mas a manutenção constante desse entusiasmo. Não basta um MBA para lhe tornar apto a um bom salário, é necessário que valores sejam revelados e que a visão seja aguçada. Se buscardes isso constantemente, seu lugar está garantido nessa empresa do futuro.

Alguns cobram resultados, outros viabilizam resultados. Enquanto uns apontam defeitos, outros valorizam qualidades. Não é fácil escolher de que lado ficar, mas é certo que isso faz toda a diferença. E então, de que lado tu estás agora? Estás preparado para essa empresa do futuro?

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Carreira Gestão Logística

Bom ambiente de trabalho ou bom salário?

Quando podemos ter os dois em níveis satisfatórios é excelente! Mas, nem sempre é assim. Quando e como fazer nossa opção diante de um trabalho bem remunerado dentro de um péssimo ambiente de trabalho? E quando o salário é baixo dentro de um ambiente agradável?

“Fulanésio é um ótimo gerente de produção em uma empresa local. Redescobriu a convivência amigável com seus colegas de trabalho e a prestação de bons serviços à empresa pelo ótimo relacionamento com todos os componentes de sua equipe. Considera seu trabalho agora como uma verdadeira extensão de sua casa que, dessa forma também, melhorou muito sua qualidade de vida familiar. Não fosse o salário apertado, difícil para seu planejamento, seria um emprego perfeito. Agora se vê num dilema: A empresa anterior, com um grande destaque no mercado, convida-lhe para retornar ao seu quadro profissional com um salário três vezes maior que o atual. Contudo, num ambiente sem estímulos, já que conhece a equipe, os diretores antiéticos e a prisão psicológica que viveu por um tempo. Tempo de desrespeito profissional e pessoal”.

Não há dúvidas de que um bom ambiente de trabalho contribui muito para as atividades diárias e para o sucesso profissional. Isso já seria a “pulga” na orelha de quem está sendo contratado; ou deveria ser, já que se conhece o salário antes do contrato, o ambiente nem sempre.

Não vejo necessidades em absorver um péssimo ambiente. Verdade seja dita: A empresa não está contratando fofocas, desavenças e dissidências. Ela busca contratar o oposto disso. Dessa forma, já nos oferece uma melhor qualidade de vida, quebrando o conceito de muitos de que a empresa é responsável pelo ambiente de trabalho. Você é o responsável. Talvez a responsabilidade das empresas esteja em permitir que a coisa descambe para uma divisão e perda de foco de seus funcionários, comprometendo assim, as ideias tão necessárias à continuidade de qualquer organização.

Há um engano em achar que uma empresa sofre menos que você nas formações das chamadas “panelinhas” – a pior coisa que pode existir dentro de uma empresa para minar as linhas de relacionamento. Até merece um artigo especial para tratar do assunto.

De uma forma geral, a opção entre esses dois pontos nos torna reféns da escolha. Por isso deve ser bem avaliada para que se possa adiar alguns desejos materiais ou o desejo de paz e bem-estar. Acredite, um bom ambiente de trabalho lhe oferece um bem-estar mais duradouro do que muitas conquistas materiais proporcionadas por um bom salário. A escolha sempre será só sua. Mas você pode ter os dois quando aprende a viver com as circunstâncias de um ou outro.

Para muitos que entendem a divisão de vida pessoal e profissional, isso não é um dilema. A forma com que enxergamos nosso trabalho diz tudo sobre nossa capacidade de transformar nosso ambiente de trabalho em algo mais produtivo, trazendo para mais perto o outro ponto aqui comentado. Afinal, salário é algo tão complexo dentro de uma empresa que exige uma grande compreensão, mas o alcance da satisfação com ele lhe exige produção. Sem mostrar seus valores, entusiasmo e resultados, dificilmente será bem visto no âmbito do salário.

Acontece que muitos se incomodam tanto com o jeito de poucos que deixam suas tarefas comprometidas e até sua paz ameaçada, tornando o ambiente insustentável a ponto de tornar insuficiente qualquer bom salário.

Não há uma receita específica para sanar essa discussão. Mas, a forma com que se enxerga e reage ao identificar problemas em seu ambiente de trabalho é tudo. Identificar quem promove atritos, discórdias, revoltas e “apagam” seu entusiasmo merece um tratamento mais diplomático. Não encontre naqueles com os quais mais se identifica razões de laço familiar. Lembre-se que você está em um ambiente competitivo e o “cada um por si” fala muito alto até que se conheçam melhor seus colegas de trabalho. Preserve seus valores e respeite o outro para manter, ou melhorar, ou suportar seu ambiente de trabalho.

Quanto ao salário, não é muito diferente, pois também depende muito de você. Se for baixo, qualifique-se e inove. Se for bom, qualifique-se e inove.

De uma forma ou de outra, não podemos ter tudo o que queremos, nem da forma que queremos, mas podemos transformar todas as coisas com um tempero de humildade, aceitação, perseverança e compreensão do que nos rodeia. Cada um possui sua resposta.

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Carreira

Pessoas felizes são mais produtivas

Na essência, os seres humanos são muito parecidos e na sua interioridade todos são maravilhosos. Não importa a cor, a cultura, a idade, o sexo ou a renda, todos fazem o seu melhor para serem felizes e bem-sucedidos. A diferença é que também temos diferenças de conhecimentos, percepções, expectativas, ciclo de vida e experiências, e por estas e outras razões, a felicidade e o sucesso significam diferentes coisas para diferentes pessoas.

Na ânsia por atingir nossos objetivos, com frequência complicamos por demais a existência, vivendo muitas vezes em gaiolas mentais, presos ao passado ou ao futuro. Poucos vivem o aqui e o agora! Especialistas ousam afirmar que 75% das pessoas são propensas à depressão e potenciais clientes do prozac (antidepressivo), por viverem grande parte de seu tempo presas aos acontecimentos passados. Já 20% das pessoas tendem a ser ansiosas, por serem reféns do futuro que ainda não chegou. Somente 5% das pessoas vivem um minuto de cada vez e o presente é o único momento que é possível viver. Não há como fazer o passado retornar, ele valeu pela experiência que nos deixou e o futuro é probabilístico, só Deus sabe.

Nesta viagem, chamada vida, em muitos momentos chegamos às raias do ridículo. Corremos numa roda parada feito hamsters, fazendo um esforço descomunal, sem contudo sair do lugar.

A felicidade nos alcança mais facilmente quando paramos de correr atrás dela. Por gerações fomos educados ou melhor, deseducados, com conceitos anti-vida, por exemplo: “é preciso fazer a guerra para alcançar a paz”. A mídia martelou o tempo todo nas nossas cabeças, que para ser, precisamos ter. Pela repetição a que fomos expostos, nós acreditamos. Por isso, mais e mais nos encontramos correndo em busca de uma felicidade condicional, que depende de coisas. Quanto mais buscamos a felicidade, mais distante dela nos encontramos.

A sociedade clama por líderes. Por toda parte vemos a falta de liderança e não é de se admirar esta carência. A alma humana está doente. Estamos rodeados de pessoas descentradas e desfocadas, e neste contexto é quase impossível exercer influência positiva sobre elas, motivá-las e formar equipes.

Mais do que conhecimentos e recursos financeiros, as empresas precisam de pessoas competitivas para alcançar os seus objetivos. Pessoas competitivas são pessoas felizes, que sabem fazer e dão o seu melhor. Grande parte das encrencas no mundo deve-se à inversão de valores. Principalmente as gerações nascidas após 1990 foram induzidas a conjugar os verbos da alta performance na ordem inversa – ter, ser e, de preferência, não precisar fazer. Seguir atalhos na vida é muito perigoso. O caminho da sabedoria é ser, para depois fazer e como resultado ter.

Com frequência, somos nós que criamos nossos problemas. Se você quer viver uma vida abundante, primeiro mude e amplie sua visão. Decida agora desfrutar mais da vida. Não espere para ser feliz. A vida é para ser vivida e não para ser pensada. É tão simples assim, nós é que complicamos as coisas. Você é tão feliz quanto acredita ser.

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Carreira Gestão

O empreendedorismo como opção de vida

Antes de tudo, ser empreendedor é detectar uma necessidade não satisfeita ou falta de qualidade em algum produto ou serviço e apresentar uma solução diferenciada. E isso, sem dúvidas, gera diversos benefícios à sociedade, amplia as possibilidades da economia, gera novos empregos e riquezas para a sociedade.

Existe uma confusão entre o que é ser um empreendedor e o que é estar empresário. Ter espírito empreendedor não é simplesmente ter ousadia para abrir uma empresa. Empreendedorismo está ligado à inovação, à exploração de uma brecha de mercado, de um nicho de mercado que ninguém viu. Uma das maneiras para encontrar um espaço em meio ao cipoal de concorrentes já estabelecidos e conseguir permanecer no mercado é estar sempre atento às oportunidades. Para McClelland, um dos mais conceituados estudiosos na área do empreendedorismo, empreendedor “é o sujeito com forte necessidade de realização e poder, que possui habilidade de influenciar pessoas, sente necessidade de ter seu próprio negócio e aproveita oportunidades que surgem.”

Diferente do que muita gente acredita, uma ideia de negócio não significa necessariamente uma oportunidade de negócio. Uma ideia é uma oportunidade quando traz em si a solução concreta para alguma necessidade. Descobrir uma oportunidade significa encontrar respostas para uma série de perguntas, tais como:

– Existe uma necessidade de mercado que não é suprida ou é atendida com deficiência?

– Que valores o novo produto/serviço agrega para os clientes?

– Qual a quantidade de potenciais clientes para este negócio? Qual é o seu perfil psicográfico?

– Quais são os seus principais concorrentes? Quais os seus pontos fortes e fracos?

– Como funcionam as empresas estabelecidas que se propõem a atender esta necessidade?

– É possível inovar? Em que aspectos?

– Existem ameaças?

– Será que o momento correto é realmente este?

– Existem aspectos legais específicos a considerar?

– Há uma vontade pessoal de atuar neste negócio?

– E muitas outras

Algumas características são fundamentais para quem pretende se aventurar pelo mundo dos negócios:

· Estar atento e perceber as oportunidades que o mercado oferece – quanto mais o futuro empresário dominar o ramo em que pretende atuar, maiores serão suas chances de sucesso

· Buscar informações e aproveitar oportunidades

· Assumir e administrar riscos. É preciso ter confiança em si mesmo e coragem para enfrentar desafios

· Ter senso de organização. Desenvolver a capacidade de utilizar recursos humanos, materiais e financeiros de forma lógica e racional

· Ser decidido. Avaliar friamente as situações e elencar alternativas para escolher a solução mais adequada

· Liderança. Saber definir objetivos, estabelecer indicadores, incentivar pessoas no rumo das metas definidas, treiná-las e orientá-las na realização de tarefas

Quando uma empresa fecha, ocorrem diversos impactos negativos na sociedade. Empregados ficam desempregados, empresários ficam desempresados, o governo deixa de arrecadar impostos e todo o investimento realizado e esperança depositados no negócio é perdida. Por isso, antes de empreender, conheça e procure desenvolver essas características empreendedoras.