Demanda

Gerenciamento da demanda

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O que fazer quando acabam as cartas?

O que fazer quando acabam as cartas?

O que devemos esperar de um sistema postal se as pessoas pararem de enviar cartas (ok, ninguém mais envia cartas!), propagandas, revistas e outros documentos físicos? Se você é o gestor de um sistema de envio postal, você já está pensando nisso (correios de vários países e empresas de entregas expressas de documentos). Na Nova Zelândia, já estão pensando nisso (New Zeland Herald, 9/jun/2010). Algumas opções que estão considerando incluem: (1) fazer entregas de cartas dia sim, dia não; (2) acabar com entregas aos sábados; (3) aumentar os preços; (4) desenvolver um sistema de dois níveis – o nível premium custaria mais caro mas seria entregue antes; e (5) usar o correio eletrônico para fazer o correio tradicional mais eficiente.

Uma redução no volume total não seria um problema se o serviço postal estivesse acima do volume necessário para atingir a eficiência máxima. Aparentemente, o sistema postal da Nova Zelândia não está neste nível e portanto um decréscimo no volume vai fazer cair ainda mais a eficiência. Considerando que a Nova Zelândia tem aproximadamente 4 milhões de pessoas espalhadas entre duas grandes ilhas, isto nem é uma surpresa. Mas há razões para acreditar que isto seja um problema até mesmo para países maiores e mais densamente povoados (como o Brasil) – entregar de porta em porta é um trabalho que requer um processo intensivo, assim se as casas não recebem cartas em cada entrega isto significa que o número de quilômetros dirigidos por unidade de carta aumenta (reparem como este é um indicador de desempenho importante para este serviço).

Vamos considerar algumas das sugestões colocadas acima:

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Gerenciando a capacidade em UTIs

Gerenciando a capacidade em UTIs

Gerenciar o “fluxo de pacientes” é um dos aspectos mais desafiadores de qualquer unidade tratamento de saúde. Seja um hospital ou uma clínica, existe uma capacidade limitada de recursos mas aparentemente uma demanda interminável de pacientes, dos quais pelo menos uma parcela precisa de tratamento imediamente. Gerenciar a capacidade é então é uma tarefa crítica. Fazer este acompanhamento criterioso é ainda mais importante quando estamos falando das Unidades de Terapia Intensiva (UTI). As UTIs são feitas para tratar os pacientes mais doentes e é lá que qualquer hospital gasta muito dinheiro, muito rápido.

Um hospital que realiza a tarefa de gerenciar sua UTI muito bem é o Montefiore Medical Center, em Nova Iorque. O Wall Street Journal traçou o perfil muito interessante do que eles fazem (Critical (Re)thinking, 26/Mar/2011).

Gerenciar o fluxo de pacientes que entram e saem dos 78 leitos para tratamento médico e cirúrgico de adultos da UTI, e prever quem mais poderá precisar de um tratamento de alto nível de cuidados em qualquer dia requer um gerenciamento de precisão. Muitos hospitais não conseguem fazer isso eficientemente, mas o Montefiore faz – graças às inovações de Vladimir Kvetan, diretor de medicina de tratamento intensivo, ao longo da última década.

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O Just in Time está nos atrasando?

O Just in Time está nos atrasando?

Todos já sabemos que estes são tempos difíceis, mas será que sabemos por que a economia está sofrendo tanto? Uma teoria diz que o Just in Time (JIT) (bem como outras práticas de manufatura enxuta) são os culpados.

Veja uma analogia interessante: animais com um “estoque” de gordura tem mais chances de sobreviver em tempos difíceis do que animais muito magros. Ou ainda, pense num grupo de alpinistas numa geleira. A teoria do JIT diz que eles devem estar todos amarrados juntos com cordas bem pequenas… assim quando um deles cair, todos caem em sequência! Será que essas metáforas estão corretas? Será a manufatura enxura a causa dos nossos problemas? Existem razões para crer que ela é de fato o bode expiatório.

Pense na indústria automobilística, e na GM em particular. A demanda está (ou estava até bem pouco tempo) muito mais baixa do que a capacidade instalada. (Na verdade, já estava assim há bastante tempo, mas só agora percebe-se essa enorme discrepância.) Se eles mantiverem a produção atrelada à capacidade, então continuarão a aumentar seus estoques, convertendo dinheiro em estoque. Isto pode até funcionar por algum tempo mas eventualmente seu dinheiro acaba, e aparece o risco da falência. Foi este o problema que eles enfrentaram. A alternativa é para a produção, mas então você paga seus funcionários para fazer nada, e neste caso você continua gastando dinheiro, sem ao menos ter um produto aparecendo no final do dia. Isto é muito caro – em teoria, estoque pode ser eventualmente transformado em alguma receita.

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As limitações do Lote Econômico de Compras e como superá-las

As limitações do Lote Econômico de Compras e como superá-las

O Lote Econômico de Compras é a quantidade a ser comprada que vai minimizar os custos de estocagem e de aquisição, simultaneamente. Do ponto de vista da gestão de estoques, queremos mantê-los sempre baixos pois isso gera baixos custos de estoque. Por isso, é desejável fazer muitas compras de pequenos lotes. Por outro lado, existe um custo associado a cada pedido, e se fizermos poucos pedidos (de grandes quantidades), economizaremos no custo de pedido.

O problema é então equilibrar os custos totais (de estoque + de pedido) no seu valor mínimo, e isto é feito através do Lote Econômico de Compras (LEC). Se você quer saber como se calcula o LEC, veja a matéria Entendendo o Lote Econômico de Compras.

Apesar de muito prático, o LEC não é perfeito. Ele faz várias suposições que nem sempre são verdade (veja uma lista destas suposições na matéria anterior).

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O que é e como calcular o Lote Econômico de Produção (ou Fabricação)

O que é e como calcular o Lote Econômico de Produção (ou Fabricação)

Muitas empresas hoje precisam decidir se irão comprar ou fabricar algumas partes de seus produtos. Esta é uma decisão estratégica pois envolve não somente custos, mas o know-how e a flexibilidade que se tem ao fabricar as partes internamente, mas normalmente acarreta outras preocupações como treinamento da mão-de-obra, compra de equipamentos, manutenção, etc.

Ao decidir por comprar, a empresa pode usar o Lote Econômico de Compras, que já foi discutido e explicado em outro artigo. Se a opção for por fabricar, então veremos hoje qual a quantidade que deve ser produzida, utilizando o Lote Econômico de Produção (ou Lote Econômico de Fabricação).

Se no Lote Econômico de Compras os custos minimizados eram de estoque e de colocação do pedido, no Lote Econômico de Fabricação iremos minimizar os custos de fabricação, o custo de setup da máquina (ajuste para o tipo de produto) e custo por manter o estoque do lote fabricado. Para atender a demanda de um período (por exemplo um mês) a empresa pode optar por fabricar um grande lote igual a demanda, ou 2 lotes iguais a metade da demanda, ou 10 pequenos lotes iguais a 10% da demanda. Qual é a opção mais barata?

O que é e como calcular o estoque de segurança – com planilha para download

cálculo do estoque de segurançaPara muitos negócios, manter estoques dos produtos é fundamental. Você já imaginou um supermercado sem estoques? Eles precisam manter em estoques todos os produtos que os clientes possam desejar. Fora do varejo os estoques também têm um papel central: nas indústrias, é preciso ter estoques de matérias-prima para que a produção não seja interrompida.

No entanto, a busca por menores custos sempre empurra os estoques para baixo: queremos ter o mínimo possível de estoques, pois eles representam capital parado, em outras palavras, representam custos.

Para achar o equilíbrio perfeito, duas coisas são fundamentais: uma boa previsão da demanda e o cálculo apropriado para os tamanhos dos estoques, dentre eles, o estoque de segurança.

Um apagão de táxis às 4 da tarde?

Na semana passada os leitores votaram no site (no final da matéria sobre como tirar um passageiro de um avião) e escolheram ler sobre táxis nesta semana. Vote no final desta matéria sobre seu assunto preferido para a semana que vem!

apagão de taxisAparentemente é difícil encontrar um táxi entre 4 e 5 da tarde em Manhattan, Nova Iorque. Por quê? Porque este é o horário em que muitos táxis (os carros) trocam de motoristas. Por esta razão, este é um problema fascinante de gerenciamento de capacidade.

A primeira surpresa é que um número enorme de táxis são usados 24 horas por dia em dois turnos de 12 horas. Realmente, Nova Iorque nunca dorme.

Então, temos dois turnos de 12 horas e obviamente um motorista só pode fazer um desses turnos – é preciso escolher uma hora e local para trocar de motorista. O local é muito provavelmente uma garagem no bairo Queens (costumava ser em Manhattan, mas o aluguel ficou muito caro então se mudaram para o Queens). O horário, você já pode imaginar, seria durante um período de pouca demanda. Ou ainda poderia ser dividido de maneira que os ganhos dos dois motoristas fosse equilibrado (e levando em consideração que dirigir de dia é melhor do que dirigir a noite). Leve estas duas coisas em consideração e aparentemente às 4 da tarde é um bom momento para trocar os motoristas. Um deles pega o rush da manhã, o outro o rush da tarde.

O resultado, segundo o New York Times (NYT, 11/jan/11) é um amontoado de táxis vazios às 4 da tarde.

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