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Gerenciamento da demanda

Como tirar um passageiro de um avião – ou como lidar com overbooking

overbooking - passageiros de avião A prática do overbooking – vender mais bilhetes do que existem assentos no avião – virou prática comum nas grandes companhias aéreas. O overbooking permite que a companhia opere seus vôos com o máximo da capacidade ocupada possível, pois sabem que entre 8% e 10% dos passageiros não se apresentará no balcão de check-in. Conhecendo este número, e querendo voar com o avião o mais cheio possível, elas vendem mais bilhetes que o normal para evitar estar com assentos vagos – e aumentar seus lucros.

Mas e se mais passageiros se apresentarem do que existem assentos no avião? A empresa aérea então tem mais pessoas que pagaram pela passagem do que ela pode de fato atender. Como sentar no chão dos corredores deve ser contra alguma regra de segurança, isto significa que a empresa precisará dispensar algum passageiro – deixá-lo no aeroporto enquanto o avião segue seu destino. Como fazer isso?

Vacinas: produzindo mais, começando antes

produção de vacinasA temporada anual de gripe oferece algumas lições interessantes e várias observações para quem tem os olhos da gestão de operações. Dois grandes laboratórios se uniram para reduzir o lead time de produção das vacinas para a gripe, fato que ocorre todo ano no inverno do Hemisfério Norte. O Wall Street Journal (WSJ 8/out/2010) publicou que a Novartis se uniu ao Synthetic Genomics com o intuito de reduzir o tempo dedicado à pesquisa e produção das vacinas da gripe sazonal.

O processo tradicional leva em torno de 6 meses desde o momento em que a Organização Mundial de Saúde identifica o vírus mais ativo para o próximo inverno e o momento em que a vacina está disponível no mercado. Analistas afirmaram que a união das duas empresas pode reduzir drasticamente este tempo.

A ideia por trás da nova tecnologia é fazer um tipo de pré-processamento.

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Crescer com segurança

Crescer com segurança

 

brasil crescer logística - investimentos e economiaSe os números do governo estiverem corretos, o Brasil registrou em 2010 um crescimento econômico da ordem de 8%, inferior apenas ao da China. Aparentemente, esse é um fato a ser comemorado. Mas, analisando tudo friamente, a comemoração deve ser feita com reservas. Afinal, para crescer a 8% ao ano, o País deveria ter se preparado mais porque qualquer analista mais isento sabe que, a continuar nesse ritmo, não é só o fantasma da inflação que pode ressurgir, mas a questão do apagão logístico.

Ninguém quer ver o País a vegetar em crescimento zero, mas quem conhece de economia sabe que esse crescimento deve ser sustentável, ou seja, para crescer sem sobressaltos e abalos, o Brasil precisaria dispor de uma infraestrutura menos atrasada, com investimentos mais bem direcionados. E não com a perspectiva de projetos megalomaníacos, como a construção do trem-bala entre Rio de Janeiro e São Paulo, que só servirá a passageiros, ou a promoção de eventos mundiais, como a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e a Olimpíada de 2016, que trazem muita visibilidade para o País, mas que, se não tiverem um acompanhamento seguro, também podem levá-lo à bancarrota. Mirem-se no exemplo da Grécia, que promoveu a Olimpíada de 2004.

A logística aduaneira como ferramenta estratégica – pagamento ao exportador e liberação da carga

Este artigo faz parte de uma série de matérias abordando o processo de importação e como a logística pode e deve ajudar para fazer este processo ser mais simples, eficiente e lucrativo. A primeira matéria tratou da introdução deste processo de importação. A segunda parte abordou informações sobre o transporte internacional; nesta terceira e última parte você verá como é feito o pagamento ao exterior e como é liberada a carga no Brasil.

pagamento ao exterior por importaçãoPagamento ao exterior

Para qualquer importação no Brasil, e com o Bacalhau não é diferente, o pagamento ao fornecedor é feito em uma moeda de livre conversibilidade e aceitabilidade. Na ampla maioria dos casos é usado o Dólar Americano, apesar do crescimento das operações em Euros, especialmente para importações da Europa. Para isto, o comerciante estabelecido no Brasil precisa, obrigatoriamente, efetuar uma operação de câmbio.

Uma operação de câmbio é o envio dos recursos para pagamento pela mercadoria, entre empresas que se encontram em países diferentes.

No Brasil, a intervenção bancária nas operações de câmbio é obrigatória, não havendo exceção para o pagamento de recursos oriundos de uma transação comercial, sem que um banco esteja trabalhando como intermediário.

As modalidades de pagamento no comércio exterior são divididas em quatro:

Cerveja de plástico: se as bebidas viessem em garrafa PET, o preço seria menor

Veja também um vídeo sobre o processo de fabricação da cerveja

Por: InfoMoney*

garrafas pet e a relação com a cervejaSe as cervejas fossem envasadas em garrafas do tipo PET, o preço dessas bebidas seria muito menor para o consumidor, é o que afirma o presidente da Afrebras (Associação dos Fabricantes de Bebidas do Brasil), Fernando Rodrigues de Bairros.

“O processo interno dela [garrafa PET] é mais barato que o do vidro”, explica. O processo realmente é mais simples, já que o próprio fabricante tem a chance de desenvolver a embalagem tendo uma fôrma e um soprador de ar quente, o que reduziria o custo de produção.

Marcelo Cerqueira, presidente da Abradeg (Associação Brasileira de Degustadores de Cerveja), reitera que “as microcervejarias sofrem impactos com o efeito da escala produtiva, pois possuem, por exemplo, um maior custeio da operação e logística de distribuição, o que afeta o preço”.

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A logística aduaneira da fruta importada no Brasil

A logística aduaneira da fruta importada no Brasil

 

logística aduaneira da nectarinaDurante vários meses do ano vamos ao supermercado e encontramos frutas frescas importadas, como pêra, uva, maçã, kiwi, nectarina, pêssego, ameixa, cereja, e não imaginamos o nível de planejamento que precisou ser feito para que aquelas frutas estivessem na bandeja, com ótima aparência e em um custo acessível.

Esse planejamento, que chamamos tecnicamente de logística aduaneira, envolve decisões importantes como a escolha dos tipos de transporte, o tipo de contêiner, suas características técnicas, os tipos de embalagem, o cumprimento de exigências sanitárias e as obrigações aduaneiras.

Como há algum tempo o comércio exterior brasileiro deixou de ser amador, pensar em cada etapa desta logística exige sólidos conhecimentos técnicos, ou então o produto chegará às gôndolas dos supermercados com um preço superior ao produto nacional.

Como deve ser planejado o estoque para o Natal

estoques logistica natal Em uma grande rede de varejo, a preparação para as vendas do final de ano visando os presentes de Natal começa muito antes do mês de dezembro. Logo depois de agosto as redes fazem suas previsões de vendas globais, estratificam por mercado, marca e produto para poder planejar a fabricação ou compra dos mesmos.

Esta previsão leva em conta não apenas o market share e dados históricos, mas também dados econômicos, pois nos últimos anos o Brasil tem tido uma migração da população de classes mais pobres para as classes com maior poder de consumo, especialmente para a classe C.

Os dados históricos de vendas são úteis para quantificar o aumento dos negócios em períodos sazonais como é o Natal (igualmente em datas comemorativas como carnaval, dia das mães, dia das crianças, dia dos pais, dia dos namorados, páscoa, etc).

O S&OP (Sales & Operations Planning) é o departamento responsável por unir todos estes dados com a área de vendas e produção para determinar um número em torno do qual toda a empresa deve trabalhar, para não haver distorções.

Fila no Porto de Santos para exportação de açúcar

fila de navios no Porto de SantosA exportação recorde de açúcar pelo porto de Santos, no litoral paulista, o maior do país, causou um estrangulamento das operações em terra e no mar. Os caminhões do interior carregados com açúcar em sacos ou a granel (solto na caçamba) demoram pelo menos o triplo do que deveriam para descarregar suas cargas nos navios.

Os caminhões deveriam fazer a operação toda em três a quatro horas, mas chegam a bater em 12 horas ou até 36 horas em casos extremos.

O resultado foi uma fila de 116 navios ancorados em frente às praias de Santos, segundo a Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), estatal que administra o terminal.

Isto mostra o lado positivo de que o Brasil está conseguindo exportar mais, gerando faturamento extra aos produtores. Por outro lado, revela uma realidade em que a logística brasileira está sucateada: transportar produtos de baixo valor agregado por longas distâncias por caminhões não é o ideal. Este tipo de transporte pode ser feito de maneira mais segura, barata e eficiente usando trilhos, que infelizmente não são realidade no Brasil. Os caminhões poluem mais, superlotam as estradas, aumentando os custos e o tempo de percurso para outros motoristas ou outras cargas que não são recomendadas para os trens.

Além do transporte do interior até o litoral ser ineficiente, mostra como o maior porto do país opera muito próximo à capacidade, sem folga operacional para lidar com uma demanda extra como neste caso.

Entendendo o Lote Econômico de Compras (LEC ou EOQ) – com planilha para download

entendendo o lote econômico de comprasJá vimos em várias matérias aqui no Logística Descomplicada que os estoques tem um papel fundamental na logística. Eles permitem que o cliente compre o produto que deseja, no momento e no local que melhor lhe convém. Hoje vamos desmistificar o Lote Econômico de Compras (LEC ou EOQ na sigla em inglês – Economic Order Quantity).

O Lote Econômico de Compras é a quantidade a ser comprada que vai minimizar os custos de estocagem e de aquisição.

Custo Brasil – situação do transporte de cargas

componentes do custo brasil nos transportesDamos o nome genérico de custo Brasil a um conjunto de problemas estruturais da economia e burocracia do País, que torna nossos produtos e serviços mais caros e menos eficientes, dificultando investimentos e o crescimento interno.

Não existe uma medida clara do que compõe o Custo Brasil, mas percebemos esse “custo” nas dificuldades enfrentadas pelas empresas com relação aos altos impostos e taxas, sistemas trabalhista, previdenciário e fiscal complexos e pesados, infra-estrutura deficiente (por exemplo: rodovias, portos), corrupção e impunidade em diversos setores da sociedade, déficit público, taxa de juros elevada, dentre outros. Para efeito de exemplo, a carga tributária que incide sobre a economia brasileira é de aproximadamente 40% do PIB (Produto Interno Bruto), uma das mais altas do mundo.

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