Desempenho

Desempenho e performance

Série: Administrando a Produção 1 – VMI e TOC

Em recentes matérias aqui no logística Descomplicada vimos que diferentes sistemas produtivos e diferentes estratégias são utilizados pelas empresas, e que a identificação e a escolha adequada destes elementos define a vantagem competitiva da organização e pode resultar em grande sucesso (ou fracasso).

Hoje iniciamos a Série Administrando a Produção: serão três matérias que visam explicar um pouco mais sobre alguns sistemas ou tecnologias utilizadas para administrar a produção e agilizar o sistema logístico.

Começamos hoje explicando os sistemas VMI (Vender Managed Inventory) e TOC (Teoria das Restrições). Na quarta-feira o próximo artigo abordará os sistemas Just in Time e Kanban. O último artigo desta série vai ao ar na sexta-feira e trará explicações sobre a Pesquisa Operacional e a Teoria das Filas.

Aproveite! Veja agora o que são e pra que servem o Vendor Managed Inventory e a Teoria das Restrições.

Custo Brasil – situação do transporte de cargas

componentes do custo brasil nos transportesDamos o nome genérico de custo Brasil a um conjunto de problemas estruturais da economia e burocracia do País, que torna nossos produtos e serviços mais caros e menos eficientes, dificultando investimentos e o crescimento interno.

Não existe uma medida clara do que compõe o Custo Brasil, mas percebemos esse “custo” nas dificuldades enfrentadas pelas empresas com relação aos altos impostos e taxas, sistemas trabalhista, previdenciário e fiscal complexos e pesados, infra-estrutura deficiente (por exemplo: rodovias, portos), corrupção e impunidade em diversos setores da sociedade, déficit público, taxa de juros elevada, dentre outros. Para efeito de exemplo, a carga tributária que incide sobre a economia brasileira é de aproximadamente 40% do PIB (Produto Interno Bruto), uma das mais altas do mundo.

Baixa produtividade limita crescimento

A estagnação da produtividade explica por que a América Latina ficou atrasada em relação ao Leste Asiático e às nações desenvolvidas, constata um novo estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

“O tema central atualmente é como recuperar o crescimento”, afirmou Santiago Levy, vice-presidente do BID. Para isso, explicou Levy, é necessário aumentar a produtividade, que aumentou menos que a de países ricos como os Estados Unidos nas últimas quatro décadas.

O relatório do organismo menciona que o Chile foi o único país da região que conseguiu lucros na produtividade superiores aos dos Estados Unidos entre 1960 e 2005. Ao contrário, o Brasil perdeu 2,5% de produtividade frente aos Estados Unidos no período mencionado, o Uruguai perdeu 14% e a Bolívia e a Colômbia perderam 17%.

Estratégias e vantagens competitivas

Por Leandro Callegari Coelho*

estratégias e vantagens competitivas - corrida no mercadoA decisão de concorrer num mercado competitivo depende muito da estratégia adotada, que definirá qual será a vantagem competitiva da empresa.

Tradicionalmente, as vantagens competitivas são diferenciação (um produto exclusivo, diferente) ou custo (produto mais barato que a concorrência). Vamos incluir nesta lista a agilidade, que representa a velocidade com a qual a empresa dá respostas às solicitações do mercado.

Assim, temos opção de trabalhar com três diferentes vantagens competitivas:

– diferenciação: o melhor;

– custo: o mais barato;

– agilidade: o mais rápido.

Série Pesquisa Operacional – Problema de Roteamento de Veículos

roteamento de veículos - Logística DescomplicadaEm mais um artigo da série Pesquisa Operacional (confira a introdução da série e o artigo sobre o Problema do Caixeiro Viajante), hoje discutiremos o Problema do Roteamento de Veículos (Vehicle Routing Problem).

Este problema consiste em atender um conjunto de clientes que precisam receber mercadorias a partir de um depósito central. A idéia é visitar todos os clientes, entregar as quantidades necessárias, respeitando algumas restrições como o tempo da viagem dos veículos e a capacidade de carga dos mesmos, e garantindo que tudo seja feito ao menor custo possível. Se o Problema do Caixeiro Viajante (PCV) já era um problema difícil do ponto de vista de resolução computacional, o Problema de Roteamento de Veículos é ainda mais difícil, pois o trajeto de cada um dos veículos requer a resolução de um PCV, e ainda é preciso escolher quais clientes serão designados a cada um dos veículos, garantindo custo mínimo e eficiência máxima.

Este é um problema com alta ligação à área logística, pois a diminuição de custos de transportes é uma pressão constante nas cadeias de suprimentos. Além disso, possuem alto grau de aplicabilidade pois as diferentes versões do problema refletem de maneira muito real as decisões que precisam ser tomadas diariamente por transportadoras:

Gargalos podem nos levar ao apagão logístico

Somente profissionais qualificados não garantem o sucesso das empresas. Num post anterior discutimos a importância da qualificação profissional que, apesar de ser peça fundamental, não consegue contornar um problema claro no Brasil: a falta de infra-estrutura.

Já vimos aqui no logística Descomplicada que a situação brasileira é deprimente quando comparada aos outros países com quem concorre por maior visibilidade no cenário internacional. Se você ainda não leu, confira a matéria “Logística brasileira: qual nossa situação?“.

A reação da economia brasileira começa a mostrar seu primeiro grande gargalo, com a iminência de um apagão logístico este ano. A estimativa é de executivos e empresários do setor de transporte rodoviário de cargas, preocupados com a forte demanda do segmento no País, aliada à falta de aportes em infraestrutura logística nos portos brasileiros. Segundo algumas empresas do setor, é possível dizer que o “apagão logístico” afetará o País este ano.

Série Pesquisa Operacional – Problema do Caixeiro Viajante

Na semana passada vimos uma introdução e a definição do que é a pesquisa operacional. Hoje conheceremos um pouco mais sobre o Problema do Caixeiro Viajante (Traveling Salesman Problem).

Na definição padrão do problema, imagine que você tem uma lista de cidades para visitar, e que você conhece a distância entre cada par de cidades. Você precisa visitar todas as cidades, sem passar pela mesma cidade duas vezes, viajando o menor tempo possível.

Este problema é muito importante para a logística, pois ajuda a definir as melhores rotas possíveis, mas do ponto de vista teórico é muito mais amplo que isto.

Em empresas de transportes e entregas, o termo milk run é usado para descrever o trajeto que passa por todas as estações para coletas de produtos, para depois entregá-los num ponto específico. O milk run, ou corrida do leite, seria passar por várias fazendas coletando leite e depois entregar o grande volume coletado numa empresa de laticínio. Este assunto foi tratado recentemente no blog Universo da Logística.

Este mesmo problema do caixeiro viajante é usado para otimizar a fabricação de microchips, obtendo os caminhos mais curtos para os circuitos integrados, a otimização de padrões de corte em chapas e placas, economizando material quando obtém o melhor aproveitamento possível, além de economizar o uso e troca das facas ou lasers que fazem o corte, e em uma versão levemente modificada ele ajuda a fazer o sequenciamento do DNA. Um problema típico com algumas centenas de pontos (cidades) pode levar muitas horas para ser resolvido, pois as combinações possíveis crescem muito rapidamente.

Comércio internacional favorável ao Brasil

comércio exterior favorável ao BrasilVimos há algumas semanas aqui no logística Descomplicada que a logística brasileira está melhorando sua qualidade, o que favorece nossa competitividade. Junte à isso os esforços feitos para melhorar nosso desempenho no comércio exterior e encontraremos uma boa receita para o sucesso e para o superávit de nossa balança comercial.

Segundo informações da Agência Estado, com um superávit de US$ 691 milhões na segunda semana de fevereiro e de US$ 216 milhões na terceira semana, o saldo da balança comercial no ano saiu de um déficit de US$ 338 milhões (registrado até a primeira semana de fevereiro) para um superávit de US$ 569 milhões. Estas são excelentes notícias para o período pós-crise, e pode ajudar o Brasil a se estabelecer como potência exportadora no longo prazo.

Série Pesquisa Operacional – uma visão geral (ATUALIZADO)

equações pesquisa operacional - Logística DescomplicadaA Pesquisa Operacional (PO) é a área que analisa formas de modelar os sistemas do mundo real em termos matemáticos, para identificar mais claramente as relações entre diferentes elementos com o objetivo de melhorar ou otimizar seu desempenho. Ela faz uso de modelos matemáticos, estatísticos e de algoritmos para identificar pontos de melhoria e ajudar na tomada de decisões empresariais.

Esta área está intimamente ligada à logística, pois muitos sistemas produtivos, industriais e gerenciais podem fazer uso das técnicas de Pesquisa Operacional para alcançar um desempenho superior. De fato, muitos softwares utilizados por empresas têm complexos algoritmos por trás, para determinar a melhor quantidade de produtos para se manter em estoques, os melhores volumes de produção (e seu agendamento), fazer roteamento de veículos, dentre outros.

A Pesquisa Operacional normalmente busca encontrar o valor máximo (de lucro, performance, aproveitamento) ou mínimo (de risco, de custo). É importante ressaltar que do ponto de vista da PO, quando se fala em máximo ou mínimo está implícito que não existe nenhuma outra solução melhor, ou seja, a solução encontrada é provada matematicamente como sendo a melhor de todas as soluções possíveis. Esta solução é chamada de ótima e o sistema é dito otimizado.

Comparando os diferentes sistemas produtivos e suas estratégias

Matéria de autoria de Leandro Callegari Coelho publicada originalmente no portal INBRASC.

Muito se fala no ambiente competitivo, mas pouco se tem discutido sobre os caminhos que as empresas escolhem para se destacarem dos concorrentes no mercado. A competição obriga as empresas a reverem seus posicionamentos estratégicos, e com isso, revisar suas estratégias de manufatura.

A escolha da estratégia mais adequada poderá ser determinante para o futuro da organização: seja ele o sucesso ou o fracasso. Com a escolha do sistema mais adequado, espera-se obter melhor desempenho, notadamente melhorando os seguintes critérios diferenciadores: qualidade, preço, time to market (tempo decorrido entre a concepção de um produto e a sua posterior disponibilização para o consumidor) e agilidade.

A escolha da melhor estratégia de produção pode levar a uma das quatro alternativas seguintes: (1) fábricas especializadas em uma única função (um produto ou um pequeno grupo de produtos similares), (2) produção enxuta (lean manufacturing), (3) customização em massa, ou (4) produção ágil.

Vamos avaliar cada uma destas estratégias, comparando-as com os processos de produção em massa, nos quesitos de objetivo, como o modelo atinge o objetivo proposto e suas principais características.

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