Gestão

Tudo que envolva gestão, gerenciamento, administração de forma geral

É preciso cuidado com as perspectivas dos especialistas

Matéria publicada no site do Instituto Millenium, de autoria de Rodrigo Constantino.

Quando uma autoridade como Ben Bernanke comenta sobre a situação da economia, o mundo financeiro abandona qualquer tarefa para escutar com atenção. Se isso se deve ao fato de que a opinião do “todo poderoso” chairman do Fed determina as políticas de juros do banco central americano, faz sentido. Afinal, as escolhas do Fed afetam toda a economia mundial. Mas se a profunda atenção ao que Bernanke pensa sobre a economia se deve a uma crença ingênua de que ele desfruta de alguma capacidade premonitória superior ao mercado, isso pode ser muito arriscado.

Em maio de 2007, Bernanke declarou que esperava um efeito limitado no setor imobiliário dos problemas com o “subprime”. Disse ainda que não acreditava num contágio significativo para o restante da economia ou para o sistema financeiro. O índice de ações S&P 500 estava então próximo aos 1.500 pontos e perderia metade de seu valor nos meses seguintes. Quem confiou em Bernanke como guru financeiro acabou quebrando a cara. Ele detinha mais informações que a maioria dos agentes de mercado. No entanto, isso de nada adiantou na hora de prever o futuro da economia.

Antes de BernanInstituto Milleniumke, quem ocupava a poderosa função de “maestro” da economia americana era Alan Greenspan. Mas Greenspan tampouco se saiu melhor quando o assunto é acertar o destino da economia. Em 2007, ele alertou para alguns riscos no setor imobiliário, que ele ajudou a criar com sua política frouxa de juros. Greenspan falou em “sinais de espuma” no setor em algumas áreas localizadas. Mas ele rejeitou os temores de alguns analistas quanto a um possível estouro de uma bolha nacional. Quem apostou suas fichas na suposta sabedoria de Greenspan não teve muito o que comemorar.

Infraestrutura alavancará a cadeia de transporte em 2010

Os planos voltados à expansão da área de infraestrutura no País, previstos para os próximos anos, vão contribuir com a retomada da indústria fornecedora de equipamentos ao setor de transportes, que em seus vários segmentos observará uma queda média de 20% nos negócios em 2009, ainda em decorrência da turbulência econômica. Os projetos de mobilidade urbana, a implantação do trem de ata velocidade (TAV), o pré-sal, concessões de rodoviárias e ferroviárias, e até o incremento no turismo podem trazer a cadeia produtiva de volta aos patamares de 2008, um dos períodos mais aquecidos da história recente do setor.

Um dos exemplos destes benefícios é o mercado de carrocerias de ônibus, cujo cálculo é de um retrocesso de 19% da produção este ano, se comparado com as 31 mil unidades produzidas em 2008. “Nessa área, temos como fatores positivos para a retomada os estudos de implantação de projetos de ônibus rápidos que devem ser apresentados como solução à mobilidade urbana nas cidades que vão sediar a Copa de 2014”, analisou José A. F. Martins, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviário (Simefre).

De acordo com Martins, já em 2010 as vendas do segmento no mercado interno podem ser parecidas com o que foi visto em 2008, quando foram comercializadas 25 unidades. O executivo citou ainda como impulso os aportes em estrutura viária, previstos no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), e até um mercado em desenvolvimento no Brasil, que é o dos ônibus escolares, muito comum em outros países.


Gerentes e o ambiente cultural

artigo publicado na IX Semana de Engenharia de Produção Sul-Americana (SEPROSUL), no Uruguai, em novembro de 2009:

O papel do gerente e sua percepção do ambiente cultural em uma incubadora de empresas: leitura de um caso a partir da abordagem etnográfica

Autores: Fernando José Avancini Schenatto, Édio Polacinski, Alice França de Abreu.

As incubadoras de empresas são ambientes onde, tipicamente, a inovação é fator preponderante, pois é nela que reside o principal diferencial competitivo das empresas em desenvolvimento. Na interação com esses empreendimentos, o gerente da incubadora assume papel central na definição de estratégias e articulação de iniciativas, de modo que sua liderança é marcante na construção da cultura organizacional. Assim, este trabalho aborda a descrição do ambiente cultural de uma incubadora de empresas brasileira, a partir da visão de seu líder, de modo a permitir a compreensão de alguns processos e símbolos utilizados naquele contexto.

Para tanto, desencadeou-se uma pesquisa etnográfica, com dados coletados por entrevistas e observação participante, a partir dos quais foi feita análise  em profundidade. Os resultados enfatizam, dentre outros aspectos, o esforço de cooperação existente entre gerente, empresários e colaboradores internos e externos à incubadora; o envolvimento profissional e emocional do gerente para com os empreendimentos incubados e seus proprietários; o formalismo presente nos processos gerenciais, associado à descontração no ambiente de trabalho e nas relações; o fator tecnologia presente no discurso e no dia-a-dia; e a motivação do gerente em crescer profissionalmente atuando numa iniciativa indutora de desenvolvimento regional sustentável.

Difusão da inovação

inovaçãoartigo publicado no XXVIII Encontro Nacional de Engenharia de Produção (ENEGEP), no Rio de Janeiro, outubro de 2008:

Difusão da inovação em uma micro-empresa de confecções desportivas

Autores: Leonardo Wolff, Édio Polacinski, Fernando José Avancini Schenatto, Alice França de Abreu.

Este trabalho tem como objetivo analisar o caso de inovação de camisetas de futebol em uma micro empresa do estado do Rio Grande do Sul. Onde, por meio de uma pesquisa de natureza qualitativa, classificada também como exploratória e descrittiva, e que utilizou para o desenvolvimento de seu processo a técnica de estudo de caso, foram coletada as informações necessárias na organização. Através do estudo, procurou-se analisar e descrever a trajetória de desenvolvimento de um produto inovador, seguindo as etapas do processo de difusão da inovação formulado por Rogers (1995). Os resultados obtidos demonstraram que a referida organização desenvolveu seus produtos sob a ótica da inovação incremental, obtendo uma boa aceitação no mercado local. Acrescente-se, que através da presente pesquisa foi possível analisar os fatores que propiciaram, bem como aqueles que prejudicaram o processo de difusão da inovação desenvolvido pela empresa.

Lideranças comunicativas na produção de mudanças organizacionais

comunicaçãoartigo publicado na IX Semana de Engenharia de Produção Sul-Americana (SEPROSUL), no Uruguai, em novembro de 2009:

Lideranças comunicativas na produção de mudanças organizacionais

Autores: Édio Polacinski, Josiane Minuzzi, Alice França de Abreu.

Comunicação eficienteAs grandes performances almejadas pelas organizações, só ocorrem  se o entendimento e comprometimento da organização para com os objetivos da mudança, estiverem perfeitamente definidos, planejados e organizados. Neste contexto, este trabalho busca evidenciar que para esse planejamento alcançar o sucesso desejado, a comunicação eficaz da liderança, torna-se um mecanismo fundamental. O qual pode conduzir a mudança oriunda de novas visões ou estratégias, e em conseqüência proporcionar as melhorias planejadas. Assim, destaca-se que o objetivo principal deste artigo foi buscar identificar através de uma revisão de literatura bastante criteriosa, como as práticas de comunicação eficientes por parte das lideranças, podem conduzir os processos de mudanças organizacionais. Dessa forma, ressalta-se que através deste ensaio teórico, percebeu-se que a comunicação eficiente por parte dos líderes, aliada ao compromisso dos liderados com a mudança, evolução e disseminação da cultura da comunicação são vitais para o sucesso do processo de mudanças organizacionais.

Liderança e construção de significados

artigo publicado na IX Semana de Engenharia de Produção Sul-Americana (SEPROSUL), no Uruguai, em novembro de 2009:

Liderança e construção de significados em uma organização militar

Autores: Édio Polacinski, Fernando José Avancini Schenatto, Alice França de Abreu.

Atualmente, o cenário mundial é caracterizado pelas constantes mudanças e um ambiente de negócios altamente competitivo, onde as lideranças tornaram-se um diferencial estratégico. Dessa forma, um dos maiores desafios das organizações está na valorização dos líderes, pelo fato desses desenvolverem ações no sentido de gerar o conhecimento. Neste contexto, através de uma pesquisa de natureza qualitativa e finalidade descritiva, e que utilizou no seu desenvolvimento a técnica do estudo de caso, buscou-se identificar as principais práticas desenvolvidas pelas lideranças na construção de significados em uma instituição pública de caráter militar do Exército Brasileiro (EB). Para tanto, foram coletadas as informações necessárias, relativas ao período de 1995 a 2004, no 4º Regimento de Carros de Combate (RCC), em Rosário do Sul (RS). Identificou-se que a organização possui um sistema de liderança definido, de modo a permitir que as decisões sejam tomadas, comunicadas e conduzidas em todos os níveis. Ainda, que o 4º RCC busca promover a cooperação entre esses níveis, proporcionando a interação entre todas as partes interessadas. Acrescente-se que os líderes participam da formulação das estratégias, dos planos de ação e da busca de oportunidades futuras para o sucesso da organização, corroborando para o processo de construção de significados organizacionais. Finalmente, evidencia-se o fato da organização em estudo, conseguir desenvolver atividades de construção de significados com sucesso, principalmente, pela atuação permanente de seus líderes organizacionais, o que veio a facilitar o reconhecimento, em nível nacional, de excelência, do seu sistema de gestão.

Porto de Imbituba (SC) – reformas antes do prazo

Porto de ImbitubaObra aumentará em 47% a capacidade atual dos portos catarinenses. Prazo de conclusão do novo cais pode ser adiantado em até cinco meses.

Com uma nova infraestrutura de 660 metros de comprimento de cais acostável (410m em construção e 250m em recuperação), o Porto de Imbituba firma-se como uma das principais molas propulsoras do desenvolvimento da região Sul de Santa Catarina. No valor aproximado de R$ 153 milhões investidos pelo Tecon Imbituba, a obra aumentará em 47% a capacidade atual dos portos catarinenses. E as boas notícias não param por aí: a Construtora Andrade Gutierrez pretende concluir a ampliação do cais dos berços 1 e 2 cinco meses antes do prazo, que é abril de 2011.

De acordo com o engenheiro responsável pela obra, José Santos, todos os esforços concentram-se na entrega da ampliação dos berços 1 e 2 em aproximadamente um ano. “A obra iniciou em janeiro de 2009 e o nosso objetivo é entregar o novo cais, com área total de 20.500 metros quadrados, no final de 2010”, afirmou Santos, gerente de obras da Construtora Andrade Gutierrez.

As obras civis iniciadas em janeiro de 2009 compreendem a ampliação dos berços 1 e 2 do terminal, a qual inclui a construção de um novo cais com 410 metros de comprimento por 50 metros de largura e o alargamento dos berços existentes com 250 metros de comprimento, em 12 metros de largura, assim como a recuperação estrutural complementar.

Para o engenheiro, Imbituba reservou surpresas e muito aprendizado a todos os envolvidos. “A paralisação em função do bate-estaca poderia ter comprometido todo o cronograma da obra. Porém, após a implantação do Programa de Monitoramento das Baleias Francas, percebemos que o comprometimento de nossa equipe impulsionou ainda mais os trabalhos. Agora, com o fim da temporada das baleias, precisamos contar com a estabilidade do tempo para adiantarmos a cravação das estacas”, destacou Santos.

“Desafio é criar uma alternativa na cadeia logística

Estratégias e Indicadores de Desempenho

Os indicadores de desemindicadores de desempenhopenho, também chamados de KPIs (key performance indicators) são medidas de desempenho, quantificáveis, que ajudam as empresas a definir, avaliar e melhorar sua performance em áreas consideradas importantes para a organização.

Como são medidas globais, que envolvem toda a empresa, devem refletir os direcionamentos estratégicos das mesmas. Chega-se num bom indicador ao responder à pergunta: “O que é realmente importante para a empresa?”. Sendo assim, cada empresa terá indicadores levemente diferentes, baseados na sua abordagem frente ao mercado. Por exemplo, um administrador de uma empresa de produtos de consumo em massa terá indicadores completamente diferentes do gestor de uma escola ou de um hospital. Por isso é difícil dar exemplo de um indicador que você poderá usar, mas ainda assim, discutirei mais sobre alguns indicadores específicos no final deste artigo.

Os indicadores de desempenho se aproximam de um benchmarking interno, pois visam melhorar continuamente alguns processos para obter vantagem competitiva. Como destacado acima, os indicadores devem refletir elementos globais, focados nos fatores críticos do sucesso. Com a abordagem de cadeias de suprimentos, os antigos sistemas de medição de desempenho ficaram rapidamente desatualizados, e mais do que nunca, os indicadores precisam refletir processos importantes, e não apenas números, melhorando a performance, incentivando e motivando os funcionários, e mais importante, através de toda a cadeia de valor, e não apenas num processo específico.

Porto do Pecém vai escoar minério do Piauí em 2012

Matéria do portal NEWSCOMEX:Porto de Pecém, Ceará

É escoando a produção de minério de ferro por um porto cearense que o vizinho Piauí vai se tornar um dos gigantes da mineração do Brasil e do mundo. Isso de acordo com investimentos feitos pela empresa brasileira de mineração Global Mining Exploration, ou GME4.

Segundo o geólogo João Carlos Cavalcanti, um dos sócios da GME4, o projeto do Piauí está em fase final, sendo que a exportação deve acorrer a partir de 2012. “O minério do Piauí vai escoar pelo Porto do Pecém. Isso é uma realidade. O projeto está bem avançado, estamos calculando reservas, vendo convênios e em 2012 a mina já deve estar operando“, afirmou Cavalcanti, ontem, antes de ministrar palestra sobre empreendedorismo e geologia durante a abertura do GeoCeará 2009, no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).

Pelos cálculos do empresário, a exploração de minério de ferro vai proporcionar o importante impacto na economia piauiense, estimada em 20% do Produto Interni Bruto (PIB).

Pages