Transportes

Material relacionado à área de transportes

Série Pesquisa Operacional – Problema de Roteamento de Veículos

roteamento de veículos - Logística DescomplicadaEm mais um artigo da série Pesquisa Operacional (confira a introdução da série e o artigo sobre o Problema do Caixeiro Viajante), hoje discutiremos o Problema do Roteamento de Veículos (Vehicle Routing Problem).

Este problema consiste em atender um conjunto de clientes que precisam receber mercadorias a partir de um depósito central. A idéia é visitar todos os clientes, entregar as quantidades necessárias, respeitando algumas restrições como o tempo da viagem dos veículos e a capacidade de carga dos mesmos, e garantindo que tudo seja feito ao menor custo possível. Se o Problema do Caixeiro Viajante (PCV) já era um problema difícil do ponto de vista de resolução computacional, o Problema de Roteamento de Veículos é ainda mais difícil, pois o trajeto de cada um dos veículos requer a resolução de um PCV, e ainda é preciso escolher quais clientes serão designados a cada um dos veículos, garantindo custo mínimo e eficiência máxima.

Este é um problema com alta ligação à área logística, pois a diminuição de custos de transportes é uma pressão constante nas cadeias de suprimentos. Além disso, possuem alto grau de aplicabilidade pois as diferentes versões do problema refletem de maneira muito real as decisões que precisam ser tomadas diariamente por transportadoras:

Infraestrutura brasileira – transporte aéreo de passageiros

transporte aéreo de passageirosTemos visto várias matérias aqui no logística Descomplicada tentando decifrar e entender porque a infraestrutura de transportes interna no Brasil é o caos que conhecemos.

Dentre as matérias, tivemos a situação da infraestrutura brasileira, a matéria sobre o aeroporto de Congonhas, os vídeos e notícias sobre o trem de alta velocidade, dentre outras (confira nos links).

Hoje vamos discutir um pouco mais sobre o transporte aéreo, em especial o transporte de passageiros.

O Brasil tem hoje 255 aeroportos públicos com código IATA (International Air Transport Association), e dados de 2007 apontavam que o país tinha 2.498 aeroportos e aeródromos ( locais sem terminais de passageiros), sendo 739 públicos e 1.759 particulares. Comparando com os números da Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO, em inglês), isso significa o segundo maior número de aeroportos do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, que têm 16.507 locais para pouso e decolagem de aeronaves.

Ainda com os dados de 2007, um número alarmante: 

Série Pesquisa Operacional – Problema do Caixeiro Viajante

Na semana passada vimos uma introdução e a definição do que é a pesquisa operacional. Hoje conheceremos um pouco mais sobre o Problema do Caixeiro Viajante (Traveling Salesman Problem).

Na definição padrão do problema, imagine que você tem uma lista de cidades para visitar, e que você conhece a distância entre cada par de cidades. Você precisa visitar todas as cidades, sem passar pela mesma cidade duas vezes, viajando o menor tempo possível.

Este problema é muito importante para a logística, pois ajuda a definir as melhores rotas possíveis, mas do ponto de vista teórico é muito mais amplo que isto.

Em empresas de transportes e entregas, o termo milk run é usado para descrever o trajeto que passa por todas as estações para coletas de produtos, para depois entregá-los num ponto específico. O milk run, ou corrida do leite, seria passar por várias fazendas coletando leite e depois entregar o grande volume coletado numa empresa de laticínio. Este assunto foi tratado recentemente no blog Universo da Logística.

Este mesmo problema do caixeiro viajante é usado para otimizar a fabricação de microchips, obtendo os caminhos mais curtos para os circuitos integrados, a otimização de padrões de corte em chapas e placas, economizando material quando obtém o melhor aproveitamento possível, além de economizar o uso e troca das facas ou lasers que fazem o corte, e em uma versão levemente modificada ele ajuda a fazer o sequenciamento do DNA. Um problema típico com algumas centenas de pontos (cidades) pode levar muitas horas para ser resolvido, pois as combinações possíveis crescem muito rapidamente.

Formulação de estratégias para a sustentabilidade dos transportes

Texto de autoria de Letícia Dexheimer, Cláudio Müller e Luís Antônio Lindau, apresentado no XXII Congresso de Pesquisa e Ensino em transportes (ANPET), 2008.

Formulação de estratégias para a sustentabilidade corporativa: uma abordagem para o transporte de cargas

A sustentabilidade corporativa trata do compromisso empresarial para com o desenvolvimento sustentável. Em organizações sustentáveis o cuidado com o meio ambiente e o bem estar das partes interessadas devem fazer parte da estratégia básica de negócios da empresa de modo a proporcionar a constante melhoria da sua própria reputação. No caso da atividade de transporte de cargas problemas como poluição do ar, poluição sonora, congestionamentos e acidentes causam impactos negativos na vida das pessoas. Este artigo tem como principal objetivo propor diretrizes para a formulação de estratégias sustentáveis para empresas de transporte rodoviário de cargas, e assim, reduzir os impactos negativos dessa atividade na qualidade de vida e garantir a permanência do negócio a longo prazo.  Foi realizada uma revisão teórica sobre a formulação de estratégias nas empresas e a busca pela sustentabilidade corporativa. Baseado nessa revisão, é apresentada uma proposta de como conduzir a empresa de forma sustentável.

1. INTRODUÇÃO
Bernardes e Ferreira (2003) lembram que durante o século XIX se achava que a natureza seria uma fonte ilimitada de recursos à disposição do homem. Com base nesta concepção, desenvolveram-se práticas de exploração intensa dos recursos naturais, com efeitos danosos para a natureza e para os homens. Achava-se que o crescimento econômico não teria limites e que o desenvolvimento significaria dominar a natureza e os homens. Durante as décadas de 50 e 60 do século passado o termo desenvolvimento foi associado com crescimento econômico e industrialização, mas ainda nesta época não eram considerados os danos ambientais deles advindos (Fogliatti et al, 2004).

Transportes
O Futuro do Transporte de Cargas em um Mundo Plano

O Futuro do Transporte de Cargas em um Mundo Plano

 

Conforme afirma Thomas L. Friedman em seu livro, o mundo é plano. Este mundo plano significa para empresas de transporte a necessidade de maior agilidade e mais flexibilidade, sem erros, em um contexto global, mesmo que sua ação seja regional. As fronteiras que ainda não caíram estão caindo, a concorrência realmente tornou-se mundial.

No livro O Mundo é Plano: uma breve história do século XXI, Thomas L. Friedman relata, com fatos, como o mundo havia derrubado suas fronteiras e quais os fatores contribuíram para isto. Mudança de regimes políticos, o advento da tecnologia e a colaboração entre empresas podem resumir o que está por trás deste mundo globalizado.

A UPS (United Parcel Service), empresa mundialmente conhecida do setor de transporte de encomendas, com sede nos Estados Unidos, ilustra como as empresas mais visionárias estão podendo se aproveitar do contexto formado a partir de uma grande difusão de tecnologias de comunicação e informação.

O problema da mobilidade urbana

Para quem leu o panorama das tendências da logística para 2010 mostrado aqui no site (4 opiniões diferentes: a minha, a do Rogério Barrionuevo, do Luiz Paiva e do Neimar Follmann) viu que uma das minhas preocupações e expectativas para 2010 é com relação à mobilidade urbana, a logística urbana.

Leia esta reportagem da Revista Veja Online, que trata sobre este assunto, e mostra que na Holanda esta preocupação já está gerando ações concretas.

Saiu da garagem, pagou

A Holanda vai cobrar tarifa por quilômetro rodado de todos os carros do país.
A intenção é diminuir os enormes congestionamentos de trânsito

Holanda, um dos países com maior densidade populacional da Europa, é também um dos que mais sofrem com congestionamentos de trânsito. Nos horários de pico, em Amsterdã e arredores, as lentidões chegam a se estender por 1000 quilômetros. Na tentativa de diminuir essa tortura diária infligida aos cidadãos, o ministério dos transportes holandês anunciou que, a partir de 2012, passará a cobrar uma taxa por quilômetro rodado de todos os carros que circulam no país. A tarifa básica será de 3 centavos de euro por quilômetro, com previsão de reajuste gradual até chegar a 6,7 centavos em 2017. Os valores serão maiores nas vias mais movimentadas e nos horários com volume de trânsito maior. Carros híbridos e muito econômicos terão descontos. Como compensação pela nova taxa, os impostos sobre veículos serão reduzidos. Até a cobrança entrar em vigor, todos os motoristas holandeses terão de equipar seus carros com aparelhos de GPS, que enviarão as informações sobre sua movimentação a uma central responsável pela cobrança. A falta do GPS acarretará multa.

Tendências da logística e supply chain para 2010

sucessoartigo de autoria de Leandro Callegari Coelho, publicado no portal INBRASC.

Mais um ano chegou ao fim, e depois de olhar para trás e avaliar tudo o que passou, é hora de olhar para o futuro, traçar novas estratégias, e ver o que o mercado nos traz. Ao longo deste ano, compartilhei algumas ideias e sugestões de melhorias através de matérias como esta, aqui no INBRASC. Abordamos, desde janeiro, questões como flexibilidade logística, previsão de demanda, controle de estoques, agregação de valor, como melhorar o lucro, questões ambientais e indicadores de desempenho.

Agora, olhando para frente, tentarei identificar quais serão as tendências do setor logístico e de supply chain para os próximos anos.

Essa análise será feita usando três pilares: (1) consciência; (2) os investimentos que já foram feitos, e; (3) o desafio de se morar em grandes cidades.

O primeiro pilar diz respeito à consciência ecológica e social, a preocupação com o futuro do local onde vivemos: seja nossa rua, a comunidade ou o planeta. Os inúmeros debates mundiais que acontecem nesse tema são prova de que o assunto veio para ficar, e em breve todos os setores estarão engajados: seja por consciência própria, seja por pressão da comunidade e dos consumidores. Assim, a logística precisa se preocupar em conseguir melhores processos com a logística reversa, maior efetividade dos sistemas de roteamento a fim de diminuir os custos de transportes, e maior preparo dos sistemas produtivos para evitar desperdícios.

Alagoas terá maior estaleiro da América Latina

Alagoas se prepara para ampliar o seu perfil econômico, baseado no turismo e na indústria sucroalcooleira, com a chegada da indústria naval. A naviopartir de 2010, começa a ser construído no Estado o maior estaleiro da América Latina. Trata-se do Eisa Alagoas, que ocupará uma área de 2 milhões de metros quadrados no município de Coruripe, no Litoral Sul do Estado, a 130 km do Porto de Maceió. Os investimentos para a construção do estaleiro são estimados em R$ 1,5 bilhão e deverão resultar na geração de 4,5 mil empregos diretos.

O empreendimento será comandado pelo empresário German Efromovich, que esteve em Maceió, em outubro deste ano, para o lançamento do projeto. O empresário é dono de outros estaleiros no Brasil, como o Mauá, no Rio.De acordo com o governador Teotônio Vilela Filho (PSDB), a instalação do estaleiro será o maior empreendimento de Alagoas em toda a história do Estado. “Quando estiver instalado, o estaleiro de Alagoas será o maior da América Latina, com condições de construir navios de médio e grande porte”, afirmou Vilela, destacando ainda a grande geração de emprego e renda que o empreendimento irá criar na região.

Infraestrutura alavancará a cadeia de transporte em 2010

Os planos voltados à expansão da área de infraestrutura no País, previstos para os próximos anos, vão contribuir com a retomada da indústria fornecedora de equipamentos ao setor de transportes, que em seus vários segmentos observará uma queda média de 20% nos negócios em 2009, ainda em decorrência da turbulência econômica. Os projetos de mobilidade urbana, a implantação do trem de ata velocidade (TAV), o pré-sal, concessões de rodoviárias e ferroviárias, e até o incremento no turismo podem trazer a cadeia produtiva de volta aos patamares de 2008, um dos períodos mais aquecidos da história recente do setor.

Um dos exemplos destes benefícios é o mercado de carrocerias de ônibus, cujo cálculo é de um retrocesso de 19% da produção este ano, se comparado com as 31 mil unidades produzidas em 2008. “Nessa área, temos como fatores positivos para a retomada os estudos de implantação de projetos de ônibus rápidos que devem ser apresentados como solução à mobilidade urbana nas cidades que vão sediar a Copa de 2014”, analisou José A. F. Martins, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviário (Simefre).

De acordo com Martins, já em 2010 as vendas do segmento no mercado interno podem ser parecidas com o que foi visto em 2008, quando foram comercializadas 25 unidades. O executivo citou ainda como impulso os aportes em estrutura viária, previstos no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), e até um mercado em desenvolvimento no Brasil, que é o dos ônibus escolares, muito comum em outros países.


Anac vai redistribuir autorizações de voo em Congonhas

aeroporto de congonhasAs empresas aéreas interessadas em operar no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, têm até o dia 15 de janeiro para entregar sua documentação à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que irá redistribuir os slots (autorizações de pouso ou decolagem) disponíveis. Segundo a Anac, a redistribuição está programada para acontecer em 1º de fevereiro.

A agência reguladora explicou que, a despeito da redistribuição dos slots, o movimento do aeroporto será mantido em, no máximo, 30 operações por hora na aviação regular e quatro na aviação geral (aviões particulares, de táxi-aéreo e outros).

Atualmente, operam em Congonhas TAM, Gol/Varig, OceanAir e Pantanal. Com a limitação de 30 operações por hora, outras empresas interessadas dependiam da disponibilidade dos slots durante a semana – totalmente ocupados – ou teriam que operar somente nos finais de semana, quando a demanda cai. Por semana, Congonhas comporta, no máximo, 3.514 slots (502 por dia, de acordo com o horário de funcionamento do aeroporto).

Pages