Logística empresarial – conceitos e definições

Depois do texto Definições e Conceituação de SCM, vamos agora conhecer um pouco mais sobre conceitos e definições em logística empresarial.

Por Camila Avozani e Aline Regina Santos

No início de 1991, a logística e a estratégia competitiva, demonstraram sua importância. Como preparação para a Guerra do Golfo, os Estados Unidos e seus aliados tiveram que deslocar grandes quantidades de materiais a grandes distâncias, com tempo curto. Meio milhão de pessoas e mais de meio milhão de materiais e suprimentos tiveram que ser transportados através de 12.000 quilômetros por via aérea, mais 2,3 milhões de toneladas de equipamentos transportados por mar em questão de meses, usando os recursos da logística.

Ao longo da história do homem as guerras têm sido ganhas e perdidas através do poder e da capacidade da logística, ou a falta deles. Enquanto os generais dos tempos remotos compreenderam o papel crítico da logística, estranhamente, apenas num passado recente é que as organizações empresariais reconheceram o impacto vital que o gerenciamento logístico pode ter na obtenção da vantagem competitiva. Em parte, deve-se esta falta de reconhecimento ao baixo nível de compreensão dos benefícios da integração logística.

A distribuição física das mercadorias é um problema distinto da criação de demanda, com grandes falhas das operações de distribuição devido à falta de coordenação, entre a criação da demanda e o fornecimento físico, sendo pois uma questão que deve ser enfrentada e respondida antes de começar o trabalho de distribuição.

Entretanto, a logística não se refere apenas à distribuição física e sim, a gestão de estoques, armazenagem, distribuição, gestão de compras e transporte, além das atividades de apoio. Ao longo do tempo, a logística vem evoluindo, passando de ações isoladas para ações sinérgicas, ou seja, à logística integrada e, atualmente, supply chain management (gerenciamento da cadeia de suprimentos), aspectos estes que serão aqui abordados.


2. DESENVOLVIMENTO DO conceito DE LOGÍSTICA

Para a plena compreensão da logística é necessário não apenas o domínio dos conceitos e práticas, mas também um amplo entendimento de sua evolução histórica e sua correlação com a evolução de todo o gerenciamento industrial. A visão evolução histórica embasa uma visão crítica da situação atual, assim como das tendências logísticas.

Cinco etapas principais na evolução logística são apontadas em estudos recentes por Fleury et al (2000), sendo a primeira chamada “do campo ao mercado”, situada no início do século XX, teve como foco o problema de escoamento da produção agrícola. O marco inicial desta etapa é a publicação por John F. Crowell, em 1901, de um tratado sobre os custos e fatores que afetam a distribuição dos produtos agrícolas. Este foi o primeiro texto a abordar tais assuntos.

A segunda etapa, “funções segmentadas”, ocorreu entre os anos 1940 e 1960 e caracterizava-se pela especialização e ênfase nos desempenhos funcionais. Nesses anos o enfoque logístico era departamental, e os esforços eram todos para melhorar a eficiência dos elos, sem preocupação a integração da cadeia.

A partir de 1960 inicia a terceira etapa, chamada “funções integradas”. O enfoque então era na integração da logística interna, com ênfase no conceito de custo total e no tratamento sistêmico.  Nesta época surge a primeira grande associação de profissionais e acadêmicos de logística, o National Council of Physical Distribution Management – NCPDM. O conselho define logística com sendo:

“Logística consiste das atividades associadas à movimentação eficiente de produtos acabados, desde o final da linha de produção até o consumidor, e, em alguns casos, inclui a movimentação de matéria-prima da fonte de suprimentos até o início da linha de produção. Estas atividades incluem o transporte, a armazenagem, o manuseio dos materiais, o empacotamento, o controle de estoques, a escolha da localização de plantas e armazéns, o processamento de ordens, as previsões de ordens e os serviços aos clientes.” (1962).

A quarta etapa, “foco no cliente”, tem inicio a partir de 1980 e enfoca o estudo da produtividade e do custo dos estoques. É desta época a mudança do NCPDM para CLM – Council of Logistical Management. A definição de logística então passou a ser:

“Logística é o processo de planejamento, implementação e controle da eficiência, do custo efetivo do fluxo e estocagem dos materiais, do inventário de materiais em processo de fabricação, das mercadorias acabadas e correspondentes informações, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com a finalidade de ajustar às necessidades do cliente.“ (1986).

Por fim, a última etapa é a “logística como elemento diferenciador”, que corresponde a atualidade. Agora a logística é vista como meio de obter vantagem competitiva. Também se destaca o surgimento do conceito de gerenciamento da cadeia de suprimentos (supply chain management). Na década de 2000 o CLM muda seu nome para Council of Supply Chain Management Professionals – CSCMP e a definição de logística do novo conselho passa a ser:

Gerenciamento Logístico é a parte da gestão da cadeia de suprimentos que planeja, implementa e controla de maneira eficiente e efetiva os fluxos diretos e reversos, a armazenagem de bens, os serviços e informações relacionadas entre o ponto de origem e o ponto de consumo a fim de encontrar os requerimentos dos clientes.

Por fim, a Figura 1 apresenta um resumo esquemático da definição de logística.

Figura 1 – Definição esquemática de logística.

A tabela 1 de Møller & Johansen (1992) apresenta a evolução logística sob outra perspectiva, relacionando o ambiente empresarial, o foco da indústria e o foco logístico.

Tabela 1 – Evolução do foco da logística

A evolução logística também pode ser estudada do ponto de vista de suas subdivisões, como apresentado na Figura 2.

Figura 2 – Evolução funcional

A linha evolutiva indica uma maior integração funcional, culminando na Logística Integrada dos dias atuais, que extrapola os limites da empresa, conectando as funções logísticas de toda a cadeia de suprimentos, desde o fornecedor primário até o consumidor final.

A evolução apresentada na Figura 2 também pode ser tratada como a mudança de foco logístico interno para logístico externo, ou seja, o foco passou de produtividade, lead-times e custos logísticos para a relação entre empresas e outros membros do sistema logístico.

Møller (1995) apresenta ainda um mapa de conceitos logísticos (Figura 3), organizado em forma matricial de acordo com o foco estratégico-operacional e foco em suprimentos-clientes.

Figura 3 – Mapa de conceito logístico

Os conceitos logísticos apresentados no mapa ainda poderiam ser divididos em orientações básicas da estratégia logística.

  • Logística Orientada para Recursos: procura a obtenção de vantagens competitivas no gerenciamento dos diferentes recursos (capital, materiais, pessoas).  Exemplo desta orientação é o Gerenciamento de Materiais, que tem foco operacional e em suprimentos.
  • Logística Orientada para a Informação: procura vantagens competitivas através da gestão da informação. Nesta categoria pode-se incluir o Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos (Supply Chain Management), que procura facilitar a troca de informações entre os participantes da cadeia para melhorar o desempenho global.
  • Logística Orientada para o Usuário: tem o foco no cliente final. O Marketing Logístico pertence a esta categoria, uma vez que procura perceber os anseios dos clientes relacionados à logística.

3. PARADIGMAS EM LOGÍSTICA

O estudo da disciplina de logística sugere a existência de paradigmas, ou seja, diferentes abordagens para o problema logístico. Møller sugere a existência de três paradigmas: o paradigma clássico, o genérico e o conceitual. Já Wanke (2003) trata dois paradigmas, o paradigma do custo total e o paradigma da melhoria de processos. A figura 9 apresenta os paradigmas de Møller classificados de acordo com sua complexidade organizacional e tecnológica.

Figura 4 – Paradigmas em Logística

O paradigma clássico, equivalente ao paradigma de custo total apresentado por Wanke, representa a abordagem analítica tradicional da logística. De acordo com esta visão, os problemas logísticos são claramente definidos e podem ser modelados matematicamente. O foco maior é em ferramentas de apoio à decisão e o objetivo é minimizar o custo total, de acordo com o modelo de análise de custo total (Figura 3-8).

O paradigma genérico possui forte relação com a informática. Nesta abordagem, as funções logísticas são tratadas separadamente e integradas por ferramentas computacionais. O foco é nas funções administrativas da empresa. Hoje é considerado o “estado da prática”, uma vez que é amplamente adotado pelas empresas. A Figura 10 apresenta uma evolução dos softwares organizacionais. Cabe destacar que o SCM extrapola o paradigma genérico, uma vez que possui uma proposta de integração de toda a cadeia de suprimentos, o que vai ao encontro da abordagem conceitual da logística.

evolucao dos softwares organizacionais - ERP

Figura 5 – Evolução dos Softwares Organizacionais (BEYER, 2004).

O paradigma conceitual é utilizado para conceituar problemas que não possuem estrutura funcional, e cujo propósito é explicar o comportamento e definir estratégias para um gerenciamento efetivo. Variáveis qualitativas e relacionamentos complexos estão inclusos neste paradigma. Um exemplo desta abordagem é o conceito de serviço ao cliente, definido como um instrumento para indicar um nível de eficácia logística e, além disso, ajudar a decidir como priorizar os recursos. Em suma, o concito é utilizado para a tomada de decisão estratégica. Essa abordagem é considerada “o estado da arte”, sendo atualmente praticada por poucas empresas de nível mundial.

Wanke ainda apresenta o paradigma de melhoria continua, no que o objeto de trabalho são os fluxos de produtos. Esta abordagem observa diferenças entre os fins (fluxo de produtos), que estariam diretamente relacionados com as melhorias de processos, e os meios (recursos), que estão relacionados com as melhorias das tarefas.

Por fim a Figura 6 apresenta o estado futuro da logística, que exige soluções e alta complexidade organizacional que estejam alinhadas a sofisticação tecnológica necessária para que a empresa se mantenha ágil e competitiva.

nova situacão logística

Figura 6 – Nova situação logística

4. COMPONENTES DA LOGÍSTICA

A logística é composta de atividades primárias (transporte, manutenção de estoques e processamento de pedidos), as quais possuem fundamental importância na redução de custos e maximização do nível de serviços. As demais atividades (armazenagem, manuseio de materiais, embalagem, suprimentos, planejamento e sistemas de informação) são consideradas atividades de apoio, pois dão suporte às atividades primárias com o intuito de satisfazer e manter clientes, além de maximizar a riqueza dos proprietários.

4.1 Gestão de estoques

As organizações procuram atender seus clientes imediatamente, disponibilizando a quantidade desejada, a fim de superar a concorrência, implicando, por vezes, em um volume demasiado de produtos em estoque. A má administração dos estoques pode ocasionar investimentos de capital desnecessários e conseqüentemente a perda de mercado consumidor. O estoque compreende desde a matéria-prima, produtos e peças em processo, embalagem, produto acabado, materiais auxiliares, de manutenção e de escritório, até os suprimentos.

Dessa forma, as empresas vêm buscando a redução da quantidade de produtos estocados e, para um maior controle e gerenciamento dos mesmos, as organizações utilizam-se de sistemas cada vez mais sofisticados, a fim de determinar o nível de segurança dos estoques, a qualidade do bem ou serviço, além da quantidade ideal a ser comprada.

Os estoques devem ser monitorados e avaliados constantemente, pois a gestão dos mesmos, depende cada vez mais de parâmetros para mensurar e controlar os produtos que são mantidos em estoques. Isso porque os estoques detêm grande parte dos custos logísticos, em função de envolver os custos de pedido, manutenção, falta de produtos, além de apólices de seguros, obsolescência, perdas e pessoal especializado.

4.2 Armazenagem

A armazenagem trata de procedimentos que visam à conservação e controle das mercadorias estocadas para posterior utilização e distribuição. Os itens, após recebimento, são armazenados em depósitos ou centros de distribuição, os quais são escolhidos de acordo com o produto a ser estocado e sua quantidade, além da distância do cliente e o transporte, relacionando o melhor custo-benefício para todos os envolvidos.

Os centros de distribuição podem ser em depósitos próprios, administrados pela empresa, em depósitos públicos ou em depósitos contratados, os quais aliam características dos primeiros (BOWERSOX e CLOSS, 2001). A gestão de armazenagem, se bem administrada, proporciona à empresa maior vantagem no que se refere à redução de custos, tempo de deslocamento e maior agilidade em atender seus clientes com qualidade.

4.3 Distribuição

O processo de distribuição não se refere apenas ao transporte de matérias-primas ou produtos, trata-se de uma atividade que engloba os procedimentos adotados, os serviços, o transporte de materiais e produtos, a fim de satisfazer as necessidades e desejos dos clientes com qualidade, agilidade, ao menor custo.

As etapas que compõem os canais de distribuição dos produtos e materiais iniciam-se com o pedido do cliente, que é transmitido e processado, posteriormente o mesmo é separado e transportado até o cliente para ser entregue, conseqüentemente se o cliente sentir-se satisfeito, formar-se-á um ciclo, ou seja, uma relação de fidelidade entre o fornecedor e cliente.

4.4 Gestão de Compras

A gestão de compras abrange desde a escolha do fornecedor até a entrada dos suprimentos na organização, assim, o pedido deve atender às necessidades e exigências dos clientes, no que se refere à qualidade, quantidade, prazos, custos, entre outros requisitos, além de envolver elevado volume de recursos. O responsável pelas compras na organização responde pela aquisição de materiais na quantidade e qualidade desejadas, no tempo necessário ao melhor preço possível, do fornecedor adequado.

O sucesso da gestão de compras está relacionado ao gerenciamento dos pedidos, visando à satisfação do cliente. Com base em informações estratégicas de seus clientes potenciais a organização identifica as necessidades dos mesmos, desenvolvendo um relacionamento de parceria. Essa parceria é desenvolvida não só com clientes, mas com fornecedores, que são de extrema relevância na obtenção de baixos níveis de estoque e o ressuprimento contínuo. Através da parceria com fornecedores, as organizações conseguem negociar o volume de pedidos, fracionando o fornecimento em menores quantidades, reduzindo assim, seus estoques e satisfazendo seus clientes.

4.5 Transporte

O transporte engloba as diferentes formas de movimentar os materiais ou produtos, seja interna ou externamente. A escolha do transporte adequado está diretamente relacionada à qualidade dos serviços junto ao cliente, variando de acordo com o produto, com a distância e com os custos.

O transporte de produtos ou matérias-primas ocorre através de modais que podem ser rodoviários, ferroviários, aéreos, dutoviários ou navais, cuja escolha considera o custo, o tempo de entrega e as possíveis variações de adaptabilidade dos respectivos modais à carga e destino. Atualmente, no Brasil, o transporte rodoviário vem sendo o mais utilizado, com participação de 63% (BERTAGLIA, 2003), proporcionando a entrega de forma ágil e precisa, no local e condições desejadas pelo cliente, além de ser confiável e estar disponível em todo o território nacional.

De acordo com o quadro 01, identifica-se os tipos de transporte e algumas de suas particularidades:

Quadro 01 – Tipos de modais

Tipo de Transporte Características – Custos
Ferroviário Altos custos fixos em equipamentos, terminais, vias férreas; custos variáveis baixos.
Rodoviário Custos fixos baixos e custo variável médio (combustível, pneus, manutenção).
Hidroviário Custo fixo médio-alto (navios e equipamentos) e custo variável baixo (capacidade para transportar grandes quantidades).
Dutoviário Custos fixos mais elevados (direitos de acessos, construção de dutos) e custo variável mais baixo.
Aeroviário Custo fixo alto (aeronaves) e custo variável alto (combustível mão de obra, manutenção).

Fonte: ADM Brasil – Logística, 2005.

Fleury (2000) classifica os modais de transporte de acordo com a estrutura de custos, sendo que o modal ferroviário possui altos custos fixos e um custo variável baixo; o modal rodoviário possui custos fixos baixos e um custo variável médio; o aquaviário possui um custo fixo médio e um custo variável baixo; o modal dutoviário possui um custo fixo mais elevado e um custo variável mais baixo; já o modal aeroviário possui um custo fixo e um custo variável alto.

5. OBJETIVOS DA LOGÍSTICA

Segundo a SOLE (Society of Logistics Engineers), as finalidades da logística podem ser compreendidas nos ” 8 Rs ” a seguir1:

  • Right Material ( materiais justos)
  • Right Quantity (na quantidade justa)
  • Right Quality (de justa qualidade)
  • Right Place (no lugar justo)
  • Right Time (no tempo justo)
  • Right Method (com o método justo)
  • Right Cost (segundo o custo Justo)
  • Right Impression (com uma boa impressão)

Como objetivo primordial da logística empresarial, Ching (2001), evidencia a entrega dos produtos ou serviços ao comprador potencial no local, tempo e momento corretos, ao menor custo possível e nas condições pré-determinadas.

Coyle (1992) definiu a missão da logística como: “garantir a disponibilidade do produto certo, na quantidade certa, nas condições certas, no local certo, no tempo certo, para o cliente certo, e a um custo certo”. Já Bowerssox define a missão de logística de maneira sucinta como sendo o balanceamento das expectativas em relação ao serviço e dos custos, de tal maneira que os objetivos do negócio sejam alcançados. Pode-se afirmar que, um dos objetivos da logística é aumentar o grau de satisfação do cliente e, para atingir essa meta, é necessário aplicá-la às áreas funcionais e em campos de atividades:

  • Função de projetos e tecnologias: unificação dos componentes; projeto orientado à facilidade de manutenção; sincronização da vida útil dos componentes de montagem; projeto de produtos facilmente transportáveis; modularização da embalagem; projeto orientado à segurança, com economia dos componentes de matérias-primas, recuperação e reutilização das mesmas;
  • Função de abastecimento de materiais e componentes: abastecimento sincronizado com a produção; com um Lead Time (tempo de controle da produção) breve; abastecimento de materiais e componentes de qualidade elevada; abastecimento a custos limitados; respondendo com flexibilidade às variações da produção;
  • Função de produção: permitir a manutenção de uma excelente qualidade; comprimir o estoque e o que existe na produção;
  • Função de distribuição física: breve Lead Time entre o recebimento dos pedidos e a expedição; distribuição física com expedições sem erros, respeitando os tempos de entrega desejados pelos clientes, custos reduzidos, em condições de responder aos picos da demanda;
  • Função de marketing e de venda: reorganização dos canais distributivos até os clientes; modalidades dos empenhos de distribuição física entre os encarregados das vendas, modalidades relativas aos serviços de entregas, ideais do after service (após a oferta do serviço), exposições e amostra dos produtos nas lojas.

6. CONSIDERAÇÕES SOBRE A LOGÍTICA

A logística é responsável pela integração e sincronia entre dois fluxos: o de informações e o físico. Dessa forma, através da logística é possível assegurar a satisfação do cliente ao longo do tempo, em cadeia desde os fornecedores, transportes, distribuidores, varejista, clientes, fluxo de materiais, recuperação e reciclagem, fluxo de informação, fluxo financeiro e recursos humanos.

Para satisfazer essas exigências, não é suficiente que logística se ocupe somente da entrega dos produtos aos clientes, dos artigos comerciais e dos serviços que possui no momento. Necessita, também, reorganizar globalmente as funções de abastecimento de materiais, componentes, de produção e de compra no atacado, a função de desenvolvimento dos produtos e de distribuição física, a função de vendas e, assim por diante; é necessário estruturá-las juntamente e fazer das mesmas um sistema. As várias empresas devem definir solidariamente suas finalidades, extraindo-as dos conteúdos desses conceitos.

O gerenciamento logístico busca contribuir para a excelência no processo de gerenciamento e estratégia organizacional, visando à redução de custos e melhoria dos serviços das companhias.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFIAS

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BERTAGLIA, Paulo Roberto. Logística e gerenciamento da cadeia de abastecimento. São Paulo: Saraiva, 2003.
BOWERSOX, Donald J.; CLOSS, David J. Logística empresarial: o processo de integração da cadeia de suprimento. São Paulo: Atlas, 2001.
CHING, Hong Yuh. Gestão de estoques na cadeia de logística integrada - supply chain. 2.ed. São Paulo: Atlas, 2001.
CHRISTOPHER, Martin. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos - estratégias para a redução de custos e melhoria dos serviços. São Paulo: Pioneira, 1999.
FURLANETO, E. L. Formação das estruturas de coordenação nas cadeias de suprimentos: estudo de caso em cinco empresas gaúchas. Tese (Doutorado) - Escola de Administração, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2002.
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GAZETA MERCANTIL, Artigo Capixaba aderem ao "Espinha Dorsal", 27/06/2000.
HARRISON, A.; HOEK, R. Estratégia e gerenciamento de logística. São Paulo: Futura, 2003.
KOBAYASHI, Shun'ichi. Renovação da logística, como definir estratégias de distribuição física global. São Paulo: Atlas, 2000.
LAMBERT, D. M.; COOPER, M. C.; PAGH, J. D. Supply chain management: implementation issues and research opportunities. The International Journal of Logistics Management, v. 9, n. 2, p. 1-19, 1998.
NEW, S. J.; PAYNE, P. Research frameworks in logistics. International Journal of Physical Distribution & Logistics Management, v. 25, n. 10, p. 60-67, 1995.
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Leandro C. Coelho, Ph.D., é Professor de Logística e Gestão da Cadeia de Suprimentos na Université Laval, Québec, Canadá. Conheça mais no menu Sobre (acima).