Série: Administrando a Produção 2 – Just in Time e Kanban

sistemas just in time e kanbanContinuando a Série Administrando a Produção, que no primeiro artigo abordou os sistemas Vendor Managed Inventory e Teoria das Restrições, hoje veremos o que são o Just in Time e o Kanban.

Não perca o próximo artigo, na sexta-feira, sobre a Pesquisa Operacional e a Teoria das Filas.

Veja agora o que são e pra que servem o Just in Time e o Kanban.

Just in Time

É atender ao cliente interno ou externo no momento exato de sua necessidade, com as quantidades necessárias para a operação/produção, evitando-se assim a manutenção de maiores estoques. Assim, este sistema de produção define que nada deve ser produzido, transportado ou comprado antes da hora exata.

Nasceu na filosofia de produção da Toyota no Japão na década de 50 e é o pilar do Sistema Toyota de Produção (Produção Enxuta). O conceito Just in Time está relacionado com a produção puxada, onde primeiro há um pedido do cliente (venda do produto) e posterior fabricação do mesmo.

Uma das ferramentas que contribui para um melhor funcionamento do sistema Just in Time é o Kanban, que será visto abaixo.

KANBAN

O sistema Kanban, como discutido acima, é uma das ferramentas que ajudam no sucesso do Sistema Enxuto ou Just in Time. Literalmente, Kanban significa placa visível.

Seu funcionamento é baseado num cartão de sinalização que controla os fluxos de produção ou transportes em uma indústria. O cartão pode ser substituído por outro sistema de sinalização, como luzes, caixas vazias e até locais vazios demarcados.

Este Kanban (um sinalizador) e colocado em peças ou partes específicas de uma linha de produção, para indicar a entrega de uma determinada quantidade. Quando se esgotarem todas as peças, o mesmo aviso é levado ao seu ponto de partida e o processo recomeça. Quando for recebido o cartão ou quando não há nenhuma peça na caixa ou no local definido, então deve-se movimentar, produzir ou solicitar a produção da peça.

O Kanban permite agilizar a entrega e a produção de peças. Pode ser empregado em indústrias montadoras, desde que o nível de produção seja estável.

Você já usou alguns desses sistemas? Conhece algum outro que mereça fazer parte desta série?

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Leandro C. Coelho, Ph.D., é Professor de Logística e Gestão da Cadeia de Suprimentos na Université Laval, Québec, Canadá. Conheça mais no menu Sobre (acima).