cadeia de suprimentos

Gerenciamento de riscos logísticos

Por Paulo Sérgio Gonçalves *

gestão de riscos logísticosDepois do fatídico onze de setembro o mundo sofreu uma grande transformação. Em primeiro plano a paranóia de um ataque terrorista iminente se concretizou com a destruição das torres gêmeas símbolo do capitalismo e da pujança dos Estados Unidos.

Deixando de lado essa face mórbida, doentia e de pouco conteúdo humano desses verdadeiros fanáticos; todos nós percebemos que as mudanças ocorridas após o onze de setembro causaram grande impacto nas operações globais das empresas e por via de conseqüência também acabaram por atingir as pessoas.

Estratégias operacionais no estilo just-in-time foram paralisadas a partir do momento em que os EUA simplesmente impediram, por medida de cautela e proteção, que qualquer aeronave levantasse vôo e a vigilância nos aeroportos, portos e rodovias intercontinentais passou a ser severa e demorada, numa verdadeira operação estilo “pente fino”.

Estudos de caso em cadeias de suprimentos

cadeia de suprimentos - projeto e gestãoO livro Cadeia de Suprimento – Projeto e Gestão é recomendado não somente por apresentar modelos, conceitos e soluções atualizados, que são essenciais para o projeto, o controle, a operação e a gestão de sistemas de cadeia de suprimentos, mas principalmente por oferecer diversos estudos de caso, as vezes mais de 1 por capítulo, servindo para ilustrar o assunto abordado com o máximo de realismo possível.

O livro está em sua terceira edição e contém capítulos novos dedicados à contratos de suprimentos para commodities e componentes estratégicos, sistemas de precificação e novas tecnologias.

Os estudos de caso abordam empresas conhecidas mundialmente como HP, Walmart, Dell, Zara, dentre várias outras. Eles são úteis pois

São quase 600 páginas de material de primera qualidade, desenvolvido por três pesquisadores da área de logística de importância mundial, que atuam tanto no âmbito acadêmico quanto profissional, resultando em um texto ideal ao abarcar os dois mercados. Apresenta sistemas de informação e ferramentas de apoio à decisão, estudos de casos clássicos e atuais, inúmeros exemplos e análises detalhadas de questões envolvendo gestão de estoque, projeto de redes, formação de alianças, entre outros, que fazem deste livro o mais abrangente e atualizado da área.

Como criar competências logísticas globais – parte 2

Nesta série de dois artigos você verá o que são e como criar competências logísticas globais para uma cadeia de suprimentos. Se você não leu a 1a parte, confira aqui: Como criar competências logísticas globais – parte 1

Estes dois artigos são adaptações de um trabalho escrito por Aline Regina dos Santos.

Considerando os diferentes níveis de aplicação da logística, uma pesquisa conduzida pelo Fritz Institute sugere o estabelecimento de uma competência logística global, a qual se desenvolve em três etapas, a saber: Nível I – Funcional; Nível II – Integração dos processos internos; e Nível III – Integração interna e externa.

No nível I de competência logística as empresas buscam obter excelência nos processos de distribuição, armazenagem, controle de estoques e administração. Assim, a criação de valor está relacionada prioritariamente a melhorias na eficiência.

Como criar competências logísticas globais – parte 1

Nesta série de dois artigos você verá o que são e como criar competências logísticas globais para uma cadeia de suprimentos. Confira a segunda parte da matéria.

Estes dois artigos são adaptações de um trabalho escrito por Aline Regina dos Santos.

1. conceito de Competência

Para iniciar o assunto das competências relativas à área de logística, faz-se necessária uma apreciação sobre o que vem a ser uma “competência”. Competências são definidas como um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que conduzem a um alto desempenho. É importante observar que o conceito pode ser associado tanto às pessoas (a competência do indivíduo), como às organizações (as core competences) e aos países (sistemas educacionais e formação de competências).

Focamos nosso estudo nas competências associadas às organizações, em virtude da logística melhor enquadrar-se nesta área. Para ser chave as competências devem responder a três critérios: oferecer reais benefícios aos consumidores, ser difícil de imitar e prover acesso a diferentes mercados. A questão principal diz respeito à possibilidade de combinação das várias competências que uma empresa pode conseguir para desenhar, produzir e distribuir produtos e serviços aos clientes no mercado. Competência seria assim a capacidade de combinar, misturar e integrar recursos em produtos e serviços.

Confiança na Cadeia de Suprimentos

Por Ivan H. Vey e Alceu B. Junior

confiança negóciosBusca-se nesse texto avaliar a importância da confiança entre os atores da cadeia de suprimentos e a relação existente entre a confiabilidade da Cadeia e os riscos a que ela está exposta. Em primeiro lugar faz-se o levantamento dos riscos existentes, em seguida avaliam-se questões relacionadas a confiança e por fim faz-se a relação entre riscos e confiança dentro da Cadeia de Suprimentos.

O oportunismo é um risco eminente em todos os ramos de negócio, geralmente um player com visão de curto prazo e que deseja retornos imediatos acaba utilizando desse artifício. Williamson (1985: 30) define como “condição da busca de auto-interesse com astúcia” o que resume comportamento como mentir, roubar, lograr, formas sutis de enganar, revelar informação de forma distorcida ou incompleta, ofuscar, confundir, etc. “Uma das implicações do oportunismo é que os modos de cooperação ideais da organização econômica são muito frágeis e por isso são invadidas e exploradas por agentes que possuem estas qualidades”.

7 ideias para gerar valor na sua empresa

inovação idéias top 7 As empresas são movidas por inovação. Quem não inova está fadado ao fracasso, pois os consumidores não querem sempre o mesmo produto, no mesmo prazo, com o mesmo serviço. Os clientes querem sempre mais e melhor. Expandindo a ideia para cadeias de suprimentos, são raras aquelas que pesquisam e investem na inovação, mas muitas empresas investem milhões em produtos inovadores – algumas inclusive vivem disso.

Releia o artigo Os 10 principais erros das cadeias de suprimentos e veja que eles se aplicam a muitas empresas. Elas falham com sua lentidão em adotar as melhores práticas do mercado e por isso não é surpresa perceber que não investem o necessário (tempo, esforço, dinheiro) em inovação.

Assim, estas companhias perdem uma ótima oportunidade de agregar mais valor aos negócios. Este artigo vai indicar 7 ideias inovadoras capazes de gerar mais valor, e elas podem trazer resultados financeiros tangíveis. Em tempos controversos e de crise como atualmente, um esforço neste sentido pode colocar sua empresa em posição privilegiada num futuro próximo.

Tendências em Gestão de Cadeia de Suprimentos

Há pouco tempo vimos um panorama de tendências da logística para 2010, que você pode conferir novamente lendo as opiniões de diferentes profissionais e pesquisadores: a minha, a do colaborador Neimar Follmann, a do Luiz Paiva, e a do Rogério Barrionuevo.

Vimos também duas excelentes matérias de conceitução de logística e de supply chain management além do Glossário Descomplicado.

Agora chegou a hora de vermos um pouco sobre as tendências da gestão de cadeias de suprimentos.

Por Aline Regina Santos e João Eugênio Cavallazzi

A implementação do conceito de SCM é bastante complexa e demorada, e jamais seria exequível sem o apoio das TI. O SCM pode ser implementado utilizando um pacote genérico de ERP, integrando os vários processos e atividades internas e externas à empresa, contudo o planejamento e otimização da cadeia, no ERP fica muito aquém das expectativas. Para diminuir  esta deficiência existente nos sistemas ERP, surgiram então as aplicações APS ouAdvanced Planning & Schedulling System, a denominação genérica para uma geração de softwares de otimização de toda a cadeia de fornecimento, que envolve desde o planejamento da procura, produção e distribuição, possibilitando conectar as decisões logísticas e geri-las de maneira integrada.

Cresce nas empresas a percepção de que os desafios futuros da SCM estarão relacionados às pressões crescentes para entregar melhores produtos a custos mais baixos, com maior velocidade e em mercados customizados. As principais características de mercado que as empresas estão enfrentando no novo ambiente globalizado são:

Definições e Conceitos de Supply Chain Management (definição e conceito de Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos)

Por: Aline Regina Santos

Este documento foi desenvolvido tendo por base três papers relacionados ao conceito e aplicação da SCM.  O primeiro a ser apresentado traz o conceito de SCM próximo ao de logística. O segundo, enfatiza o escopo mais amplo da SCM, com destaque para o uso da tecnologia da informação; e o terceiro traz a aplicação de sistemas de SCM. Para complementar o assunto, são resgatadas outras definições sobre SCM, tendo por base  diversos autores. Ao final, são tecidos comentários sobre o conceito de SCM e suas características.

Antes de comentar sobre os papers que nortearam o desenvolvimento deste trabalho, cabe explicar rapidamente do que se trata a cadeia de suprimentos. Todo o produto ou bem físico que adquirimos chega em nossas mãos pela existência de uma cadeia de suprimentos, que inicia no fornecedor inicial de matérias-primas e termina em nossas mãos, consumidores finais. Por exemplo, para comprar um suco de laranja em caixa no supermercado, é necessário que se tenha plantado laranjas, que estas tenham sido coletas e depois processadas na forma de suco, que o suco tenha sido embalado, transportado e finalmente distribuído nas redes de varejo (mercadinhos, supermercados) onde encontramos o produto. Esta seqüência de ações é conhecida por cadeia de suprimentos e envolve diversos participantes: desde a fábrica que processa o suco de laranja, até o produtor agrícola, a empresa que realiza o transporte, armazenagem, as redes atacadistas e varejistas e demais participantes.

Para Ganeshan e Harrisson (1995) o gerenciamento da cadeia de suprimentos (SCM) trata-se de uma rede de facilidades e opções de distribuição, que tem por objetivo executar funções de compra de materiais, transformar matérias-primas em produtos acabados e semi-acabados, e distribuir estes produtos aos consumidores. Neste sentido, a SCM tem como principais decisões àquelas relacionadas à localização das fábricas, das unidades produtivas, dos centros de distribuição e armazéns, ou seja, da localização da sua rede. Além, decisões de produção, entre elas o que produzir, quais fábricas produzir, ligação dos fornecedores às fábricas e das fábricas aos CDs, também estão no escopo da SCM. Decisões de estoque (gerenciamento, armazéns, estratégia de estoques) e de transporte (modais, trade-offs) também figuram entre aquelas relacionadas a SCM.

Panorama: tendências para 2010

sucessoComeçando o panorama das tendências para 2010, confira abaixo a opinião de Luiz Paiva, editor do blog Logisticando.

Confira em breve mais opiniões de pesquisadores e profissionais qualificados.

Tendências para a logística em 2010

Estamos finalizando mais um ano, mas não foi um ano qualquer.  Doze meses atrás, o mundo (e as cadeias de suprimento) estava encarando uma crise que prometia ter gigantescas proporções e impactos.  Sim, a crise foi muito forte, e não está resolvida, mas podemos dizer com bastante segurança que as perspectivas futuras são muito mais positivas do que eram um ano atrás.

No Brasil, o impacto foi menor do que no resto do mundo.  As cadeias de suprimento também sofreram menos.  No entanto, estamos cada vez mais integrados com as cadeias logísticas mundiais, e o que acontece por lá também interessa por aqui.   Aos poucos, vemos que as perspectivas de retomada do crescimento mundial se consolidam, mas ninguém sabe dizer quando poderemos respirar tranquilamente, e quanto durará o processo de recuperação e se não teremos outros sustos e sobressaltos no caminho.

Com este cenário de tendências positivas, mas muito cautelosas, fica o desafio para os gestores das cadeias de suprimento: se preparar para não perder as oportunidades que surgirão com a retomada do crescimento, sem perder de vista um estrito controle de custos e investimentos para que não sejam pegos de calças curtas.

Pages