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Acreditando no trabalho duro

Poderia citar alguns dos muitos brasileiros que começaram do zero e hoje dominam segmentos do mercado conquistados com muito suor e ideias originais. Poderia contar suas histórias de abdicações, de decisões difíceis e de suas quedas que, na maioria das vezes, os fizeram pensar em desistir, de “chutar o pau da barraca” como dizem. Mas, ao invés disso, acreditaram que só poderiam chegar onde queriam trabalhando duro, inovando, se superando, se reinventando. E chegaram! Poderíamos nos alegrar com exemplos assim se essa pequena parcela não estivesse à beira de ser engolida pela grande parte dos brasileiros que deixaram de acreditar no trabalho, e espalham aos quatro cantos que ninguém mais enriquece à custa do trabalho duro.

trabalhoTambém não critico quem pensa assim. Afinal, com a nossa atual situação política, não poderia deixar passar despercebida a impunidade daqueles que metem a mão no dinheiro público desvirtuando a atividade do trabalho e posando como empresários de sucesso. É quase uma “lavagem de dinheiro” já que conseguem dobrar de patrimônio em tão pouco tempo atribuindo a uma empreitada de sucesso, quando na verdade foi tudo originado de forma avessa ao sentido do trabalho duro. Talvez o maior prejuízo nesses casos não seja o montante que desviam, mas o enfraquecimento de nossas convicções sobre as formas lícitas de como vencer na vida com suor e com ética. E, aos poucos, tendemos a acreditar que o crime compensa e que o trabalho honesto é perda de tempo. Ambas as tendências estão bem equivocadas, mesmo que vivamos num país onde a lei está do lado do mais forte, a verdade jamais será negociada, pois ela é uma só.

Cada vez mais o trabalho vem assumindo sinônimos de sofrimento, de obrigação. Num mundo competitivo está cada vez mais difícil trabalhar naquilo que se gosta e o que deveria ser regra hoje se tornou exceção. O velho bordão de que “o trabalho dignifica o homem” é sempre usado para justificar algo que nós mesmos criamos para nos convencer de que temos que suportar dezesseis horas diárias, entre idas e vindas e o horário de trabalho, e ainda encontrarmos dignidade nisso. Onde está a dignidade de quem acorda às 04:00 horas da manhã e retorna às 22:00 horas para dormir e recomeçar tudo no dia seguinte? Dois ônibus e um metrô para chegar ao trabalho esgotados; uma jornada sem qualidade, sem perspectivas, e um retorno ainda pior que a ida. O nome disso, no qual muitos brasileiros estão mergulhados, chama-se “sobrevivência” e não dignidade.

Violência, infraestrutura de transportes insuficiente e um custo de vida alto agravado pela carga tributária que se paga sem que haja qualquer retorno com a qualidade necessária, vêm tornando o trabalho duro uma alternativa de sobrevivência e não de desenvolvimento com crescimentos humano e econômico. Talvez por isso estejamos descrentes quanto ao trabalho duro nos tornar ricos, pois já o realizamos para garantir o básico. Aonde isso vai dar não se sabe. O que se sabe mesmo é que só o trabalho duro já não garante prosperidade. Ele deve vir acompanhado de Q.I. – e nada tem a ver com aquela história do “Quem Indica” –. O trabalho duro deve estar atrelado à “Qualidade” e à “Inovação” senão não passará de uma rotina, desgastante e enfadonha.

Não se pode esquecer também daquela outra parte que não acredita em trabalho duro e desvirtua as conquistas alheias. Quem já não passou por alguma situação ao adquirir um bem, seja uma casa, um carro ou até mesmo um aparelho celular, à custa de trabalho duro, e ouviu de terceiros aqueles comentários maliciosos sobre a origem disso ou daquilo? Parece que quem trabalha duro está fadado a não poder crescer tamanha a descrença no trabalho honesto.

Deixemos tudo isso de lado e passemos a acreditar no trabalho duro e acompanhá-lo com Q.I. Grandes vencedores só chegaram lá porque agarraram a oportunidade como uma caixinha de joias e colocaram lá o trabalho duro com inteligência, qualidade e inovação. É difícil imaginar o que será de nós se deixarmos de acreditar no trabalho que realmente torna o homem digno, quando esse trabalho é realmente digno. Talvez sua riqueza esteja na satisfação, na paz e na força para vencer. O dinheiro jamais deverá ser uma razão, pois ele será sempre uma consequência.

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Estresse no ambiente de trabalho

Segundo o Dicionário Aurélio, o estresse é definido pela medicina como um conjunto de reações do organismo a agressões de ordem física, psíquica, infecciosa, e outras, capazes de perturbar-lhe a homeostase (tendência à estabilidade do meio interno do organismo).

estresse trabalhoSem entrar muito na área da medicina, da qual não faço parte, sabemos que o estresse é uma reação natural do organismo e que, na verdade, é algo bom e necessário. Essa reação é aquela que nos permite escapar de certos perigos e nos dá forças para reagirmos em determinadas situações de defesa ou fuga exigindo mais da nossa força física e agilidade.

Num ambiente competitivo essa reação é responsável por sérios danos à nossa saúde, pois a adrenalina liberada fica sem função diante das situações geradoras de estresse que estão presentes de forma constante e se apresentam em períodos de longa duração. Nosso organismo nem tem tempo de eliminar as substâncias descarregadas numa situação e já nos é apresentada outra. O que isso pode acarretar? Quanto podemos suportar? Cada um possui sua resposta, mas há uma só certeza: isso faz muito mal.

Sabendo que o ser humano não reage bem aos agentes estressores quanto à capacidade e qualidade de raciocínio, algumas empresas vêm abrindo os olhos para proporcionar um melhor ambiente de trabalho. A busca da qualidade de vida é um atrativo a mais para o funcionário na hora da contratação e um ganho extraordinário para as empresas que aumentam seu poder de inovação: essencial nos dias de hoje para contornar situações que exigem criatividade e entrega.

Mas, esse é um caminho ainda distante de muitas empresas e uma conquista pouco apreciada por muitos profissionais que enfartam – é, enfartam – pensando que são os “super-homens do mundo moderno”. Não há mistério nisso: essa “conta” nos será cobrada mais cedo ou mais tarde. É o nosso estilo de vida, trabalho, alimentação e prática de exercícios que determinam como estaremos no ano seguinte. O problema é que quando envolve o lado profissional, sempre estamos preocupados com o que seremos no ano seguinte.

Deixemos de lado a nostalgia, mas é bem verdade que não faz muito tempo que nossa geração saiu da máquina de datilografia para os computadores com sete núcleos; do quintal das empresas para a globalização; dos produtos quase artesanais para o avanço tecnológico que nos trouxe um ambiente altamente competitivo que exige de nós bem mais do que pensamos ter para dar. Isso é bom. Nosso cérebro dá conta. Porém, nosso corpo tem sofrido com essas exigências e os resultados disso são profissionais com pressão alta, problemas de sono e de pele, esgotamento físico e mental, problemas de relacionamentos, cardíacos e estomacais, depressão…

Muitas dessas exigências partem de nós mesmos: o melhor profissional, pai, mãe, melhor filho ou filha, o melhor amigo, a indispensável… O importante mesmo é sermos aceitos, compreendidos e vistos como o melhor e mais competente. Mas, muitas vezes, as situações de estresse vêm porque simplesmente somos responsáveis e nos tornamos reféns dela: tudo tem que dar certo; tudo tenho que resolver; não dá para deixar para amanhã, pois amanhã já terá outra soma de problemas… E nos tornamos os “atletas das metas inalcançáveis” sempre achando que outro vai conseguir primeiro que a gente. E não há nada de errado em ser competitivo. O erro está sempre nos excessos.

O equilíbrio no trabalho não é inalcançável. O estresse pode ser controlado quando passo a acreditar mais em mim e assim percebo que posso resolver de forma sensata os problemas que vão surgindo. Os profissionais de hoje estão repletos de atribuições e isso se dá em todas as áreas. Apenas sejamos intensos enquanto trabalhamos, intensos no convívio com nossa família e intensos com nossos amigos. Acredite, são intensidades bem diferentes e uma ajuda diretamente a outra.

O mais importante é buscarmos esse equilíbrio antes de tentarmos ser os melhores. Muitas vezes passamos por cima das pessoas e não nos damos conta que elas merecem respeito. Não precisamos de força, mas de jeito. Gritos só são úteis para conduzir boiadas e mau humor é um veneno poderoso.

Devemos dar o nosso melhor a tudo o que fazemos, mas não nos sintamos obrigados a fazer tudo. A parte mais importante do seu projeto é você.

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Pulando poças

Superar os diversos problemas que surgem em nossas vidas não é uma missão fácil para ninguém. Exige equilíbrio, dinamismo e, acima de tudo, a sabedoria, não só para a solução como para perceber que problemas sempre farão parte da nossa vida para que nunca paremos de aprender, de perdoar e sermos perdoados, de acreditar e de evoluir como pessoas e como profissionais.

superacaoQuem, em suas caminhadas, já não se deparou com uma poça d’água? Ela surge e lhe obriga a tomar cinco decisões básicas: desviar, se possível; apressar o passo para saltar, se vista com antecedência; parar, para analisar se dá para saltar de primeira; recuar, para tomar impulso; ou ainda desistir e buscar outro caminho.

Os problemas exigem de nós as mesmas coisas. A diferença da ordem ou da intensidade das decisões está no tamanho da poça. Por que estamos vendo tantas empresas e tantas pessoas caídas ao lado das poças? Algumas vezes, nem tentaram e caíram lá de cansaço. É, de cansaço! Ou de tanto pular poças, ou de tanto esperar para decidir pular. Mas, o mais comum mesmo é planejar mal. No intuito de superar logo a poça, muitas vezes só enxergam a água e não se dão conta da lama ao redor, e nela escorregam, se machucam e se sujam.

Empresas recém-criadas têm mais chances de cair nas primeiras poças. A metade das empresas abertas no Brasil fecha as portas antes dos três anos de vida. Sua totalidade é de empresas pequenas, diferentemente da maioria das sobreviventes, composta por empresas maiores que estruturaram melhor suas práticas gerenciais, possuem maiores linhas de crédito e conseguem lidar melhor com as incertezas presentes no ambiente externo. Trazendo à nossa analogia, é preciso ser grande para tornar a poça menor, porém não é só o capital que torna algo grande, podemos incluir aqui o conhecimento, o planejamento e a determinação para se obter “pernas mais longas”.

Como pessoas e como profissionais, o nosso dia a dia reserva algumas poças: umas pequenas, outras que exigem uma estratégia mais adequada para que sejam superadas. O foco no caminho é um excelente meio de perceber sua chegada e analisar e escolher a melhor saída para que se perca o menor tempo e energia possíveis para saltá-las. O conhecimento ajuda na escolha do caminho. Não é sensato optar por caminhos repletos de poças quando temos outros que nos ligam ao mesmo destino sem prejuízos de tempo, distância ou de ideais. Há profissionais que optam por caminhos com muitas poças para valorizar seus esforços diante da organização. Esses geralmente terminam enlameados. E há os que não têm alternativas senão pular ignorando a proporção de suas pernas para a poça. Hesitar não lhe é permitido. Apenas escolher entre ver suas pernas maiores que a poça ou a poça maior que suas pernas.

Acredito que na maioria das vezes optamos por pular de uma vez já que nosso ritmo é sempre de correria e que, se não pularmos logo, o outro que vem atrás nos empurrará e nos usará como ponte. Mas, se temos pernas fortes, podemos parar, suportar o impacto e transformá-lo em impulso.

De uma forma ou de outra, sempre poderemos optar por aquelas cinco decisões básicas, mas sempre sabendo o que cada uma trará como consequência, de perda ou de ganho, de êxito ou de dor, de sucesso ou de lama. Cair, machucar-se ou enlamear-se faz parte. O importante mesmo é levantar-se e se tiver alguém com você, fica mais fácil. Talvez até dê pra rir da situação, se não, também não vale a pena chorar e arriscar aumentar a poça com tantas lágrimas.

Não importa se há chuva ou sol, as poças sempre estarão lá. E não importa que estejam em seu caminho. Você sempre terá cinco opções, ou até mais.

Que a força do Natal nos renove e que em 2015 tenhamos “pernas bem mais longas”!

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Os perigos no negócio próprio

Não são poucos os brasileiros que alimentam o sonho de montar seu próprio negócio. Muitos o querem para se livrar daqueles aborrecimentos com o trabalho formal, das obrigações com os horários e tentar “esticar” mais o dinheiro para superar as contas. Para esses, infelizmente, o negócio não é bem assim. Para ter seu próprio negócio é preciso bem mais que simples anseios por comodidade.

empreendedorismoPrimeiro é preciso quebrar esse paradigma sobre ser seu próprio patrão. Isso talvez só exista no período de aposentadoria. Seu patrão passa a ser seu cliente e ele, a depender do ramo de atividade, pode ser bem mais exigente do que seu antigo patrão. Além disso, ele, o seu cliente, será o fornecedor do seu sucesso.

Quem não queima neurônios na busca de uma ideia revolucionária para o mercado? Aquela ideia inovadora que ninguém teve e que abrirá as portas para o sucesso… Mas, o quê e como? Hoje a concorrência é tamanha que a ideia deve vir acompanhada por um pacote de planejamentos que será o diferencial do negócio e poderá afastar, momentaneamente, aqueles “copiadores naturais de ideias” que rondam todos os segmentos. E não é só isso. Esse pacote terá que contemplar também a melhoria contínua que lidará com a concorrência ao mesmo tempo em que garantirá a manutenção do negócio. É nascer já pensando em melhorar.

Nada deve ser visto como impossível, mas a complexidade desse caminho não deve ser ignorada diante da empolgação em montar seu negócio. Os riscos ao ignorar certos fatores são determinantes para o insucesso e pode ser compreendido com as estatísticas disponíveis sobre o assunto; as quais dão conta que quase 1/3 das micro e pequenas empresas fecham no primeiro ano de vida. O medo é um fator indispensável para conhecer os limites e buscar um planejamento consistente, mas ele, o medo, deve ser bem administrado para não ser um fator de paralisação ou ser aquele “balde de água fria” numa boa ideia.

O Brasil é conhecido pelo seu poder empreendedor. Porém, muitas vezes, os brasileiros se vêem imobilizados diante de uma boa ideia quando surgem as questões sobre os investimentos. Correr riscos é aterrorizante quando as economias, acumuladas arduamente, podem ser pulverizadas. O antídoto para esse veneno chama-se pla-ne-ja-men-to.

É preciso ter consciência dos perigos quando se inverte a ordem natural das coisas. No mercado isso também funciona assim. Embora seja permitida a ousadia, nascer grande traz consequências. Mesmo que a velocidade do negócio seja incomum, se faz necessário saber ser ousado sem ser inconsequente e contido sem ser conservador demais. Esses momentos vão estar bem escondidos no mercado e, saber identificá-los, fará toda a diferença.

O campo de ideias no Brasil é bem maior do que a quantidade de empreendedores. Isso já eleva as chances de sucesso. Contudo, é recomendável a atenção em três pontos essenciais:

  1. Pessoas: seja o próprio empreendedor ou ainda que haja a necessidade de contratação, é extremamente importante a qualificação, o conhecimento sobre a atividade escolhida e, indispensavelmente, que as pessoas envolvidas estejam em sintonia com o projeto.
  2. Burocracia: conhecimento, paciência e provisionamento para as taxas e licenças, que tanto incomodam, mas que são necessárias para colocar todos em situação de igualdade – embora as coisas pudessem ser menos complicadas.
  3. Visão 360º: planejamento sempre! Isso inclui a visão sobre o mercado, sobre os concorrentes atuais e sobre os possíveis. Visão apurada sobre os investimentos para que sejam no local, valor e momento corretos.

Algo importante que não pode ser desprezado também é o momento de comemorar. Cada vitória deve ser vista como um momento especial e contagiante para quem mais estiver participando dessa caminhada.

Errar não é o fim do mundo. O pior mesmo é desistir antes mesmo de tentar. Isso acontece com os outros 2/3 que sonham em montar seu próprio negócio já que esse sonho é quase uma unanimidade. Que pena! Muitas boas ideias se perdem no caminho da falta do acreditar que é possível. Quando acreditamos em algo somos capazes de realizar verdadeiras maravilhas.

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Como está o seu “jardim”?

Superar problemas diariamente não é uma missão fácil para ninguém. Aquele provérbio acerca da grama do vizinho ser sempre mais verde vem sendo muito observado nos dias de hoje. Que mais verde que nada! Você já parou para pensar no que ele fez e ainda faz para que sua “grama” seja realmente mais “verde”? Ou que ele pode estar pensando o mesmo acerca da sua? Só temos a certeza de que os problemas aqui representados por secas, chuvas, temperaturas, insetos, terra inadequada… se fazem presentes no “jardim” de cada um de nós.

jardimSeu “jardim” nunca será só de flores, nem só de espinhos e de ervas daninhas. Mas saiba que sempre será pisado por quem colhe suas flores e por quem procura por ervas daninhas: uns para arrancá-las e jogar fora; outros para levá-las como mudas e plantá-las em seus próprios “jardins” e de outrem.

Cuidar da própria vida já é uma atividade difícil, que dirá cuidar da vida alheia… Essa é, infelizmente, uma rotina dentro do ambiente de trabalho. Muitas pessoas estão tão preocupadas com as tarefas e com os comportamentos de seus colegas que se esquecem das suas e de se comportarem da maneira que o ambiente exige. Não que não tenhamos que nos preocupar com nossos colegas de trabalho, porém, isso perde o valor quando não desejamos fornecer ajudas, mas controlar, manipular ou investigar a fim de conseguir “troféus” na busca de um destaque maior no “grupo do custe o que custar”.

Na vida não é muito diferente. Podemos escolher o que plantar em nossos jardins, e o mais importante: podemos escolher o que oferecer para os outros: flores ou ervas daninhas. É uma escolha difícil porque nos baseamos, muitas vezes, na beleza do jardim do outro. Outras vezes, posso achar que há tanta erva daninha em meu jardim que posso fazer duas coisas ao mesmo tempo: me livrar um pouco dela e plantá-la no jardim do outro para torná-lo semelhante ao meu. Procurar ocupar meu jardim com belas plantas é a melhor maneira de impedir que haja espaço para o que é danoso. Embora o cuidado deva ser permanente já que nunca deixará de ser atacado por pragas e por sabotagens por ser bonito, pois quem cultiva e distribui erva daninha sempre achará um espaço entre as flores.

O trabalho é tão presente em nossas vidas que muitas vezes não conseguimos separá-lo do lado pessoal. Certas coisas não fazem bem que as separemos mesmo! Não nascemos com uma essência para a vida, outra para o trabalho, outra para quando estiver viajando… Questões de valores são desvirtuadas quando as utilizamos por conveniências. Claro que certas coisas praticadas em casa não devem chegar ao trabalho. Discernir isso é um ponto-chave.

Quando cultivamos um jardim, a nossa real intenção é de mostrá-lo aos outros. Saber que os outros comentam sobre seu jardim é motivo de orgulho. No entanto, dois perigosos enganos podem suceder: se o outro pode não ter um cuidado com seu próprio jardim, como vai ter o senso medido para elogiar a beleza do seu? O outro engano, pior que o primeiro, é você não ter esse senso e mostrar seu lindo jardim repleto de daninhas, se unindo a quem não sabe a diferença entre as flores e as ervas.

Muitas vezes não somos mesmos capazes de distinguir entre uma flor e uma erva daninha: quando sementes, é praticamente impossível; quando brotam também não é nada fácil; quando crescem e se mostram de verdade, dividindo seu jardim entre o belo e o danoso, percebemos que não adianta muito os sentidos do tato, do olfato e da visão para evitarmos esses enganos. Na verdade, um único sentido nos ajuda na tarefa de plantar nosso jardim: a audição. Ela que nos possibilita distinguir o que é flor e o que não é. E o paladar? É ele que vai lhe dizer acerca do gosto resultante de suas decisões. E vale lembrar que, se faltar “alimento” no seu jardim, você procurará no jardim do outro. Então, forneça-lhe sempre boas mudas.

Bom plantio. Distribua boas mudas e não esqueça de cercar seu jardim com pessoas que admiram suas flores e se dispõem, muitas vezes, a machucar as mãos para arrancar suas ervas daninhas.

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Gestores de computadores

As questões ligadas às relações de trabalho, independentemente da linha hierárquica, encabeçam os principais motivos para desligamento de funcionários. São casos absurdos que beiram o ridículo e põem em xeque o sucesso dos processos dentro da empresa. Ver aquela equipe que rema junto, no tempo e rumo certos, está cada vez mais difícil.

gestor de pessoasÉ perceptível e crescente a falta de sensibilidade, de compromissos e excessos de interesses que geram os problemas relacionados à lida no ambiente de trabalho. Os assédios morais, e até as agressões físicas, são bem mais comuns do que pensamos. Algo está caminhando de forma errada. Estamos tendo que aprender a viver dentro de um ambiente de absoluta pressão; a lidar com nossos sentimentos, nossas frustrações, medos e tudo mais, antes de cumprirmos com nosso real papel dentro de uma empresa: produzir. O resultado de toda essa mistura explosiva sempre recai sobre alguém.

Uma das causas dessas situações, como já dito em artigos anteriores, é a nossa pressa em sermos profissionais antes de sermos pessoas e a falta de interesse das instituições educacionais e de trabalho pelo lado humano indispensável à receita do sucesso.

Há algo que vem chamando atenção nesse meio e pode nos dar uma pista para entendermos como são geradas determinadas situações: a formação de gestores. Um velho assunto que tomou formas diferentes, mas continua com poderes nocivos sobre as pessoas e sobre os processos. Se antes temíamos aquele chefe que estava presente em todos os lugares e acompanhava todos os passos, milimetricamente, sem nos largar o pé, hoje temos os chamados “gestores de computadores”, e o resultado é tão catastrófico quanto o outro. Enquanto um apela e trabalha o terror nas pessoas, o outro as despreza e se ausenta da construção dos processos. Ele planta a concorrência entre os indivíduos da equipe e não avalia os riscos. Seu dever se restringe a colher os resultados finais através de planilhas e relatórios. Os e-mails com exigências é a sua principal ferramenta. O “olho no olho” é muito mais difícil do que o esmiuçar de uma planilha e a análise de um gráfico.

É assim que nascem os excessos. Nesse momento são criadas planilhas desnecessárias, relatórios e tudo mais que subtrai da equipe o tempo para fazer aquilo que levará duas vezes mais para explicar o porquê de não ter feito.

O acompanhamento não é o único meio para alcançar o desejado numa equipe. Ele pode ser feito através de indicativos, e é fundamental que o seja, mas o gestor jamais deve esquecer que aqueles números são gerados por pessoas que têm defeitos e qualidades, e que seu papel é trabalhar para que se extraia o que elas têm de melhor. Nessas horas, nada substitui uma palavra, um olhar e o respeito demonstrado no interesse em conhecer e ajudar quando necessário.

Talvez aqui esteja outro ponto que chame atenção: a ajuda. Quantos gestores conhecem as tarefas executadas pelos seus comandados? Não precisa saber? Então, não tem como ajudar… Daí, exige por exigir e põe pressão para que seu comandado resolva uma situação que ele próprio não faz ideia de como fazer. Começa aqui uma relação difícil: o gestor enxerga um elo fraco e o comandado vê como dispensável a presença de um gestor.

Infelizmente, o mercado está cheio de gestores que conhecem planilhas e não conhecem as pessoas de suas equipes pelos nomes. Para ele, um nome não é importante para gerar um resultado, ou o que está em uma planilha é tudo de mais importante sobre uma pessoa. Não há lógica alguma, pois um número não respira.

O papel de um gestor sempre será o alcance e a apresentação de números, mas a forma com que ele busca esses números é o que faz dele um gestor de verdade. Não esse que busca tudo num monitor e não enxerga as situações além. Contudo, se o suficiente for saber se alguém alcançou uma meta e não o porquê de não ter alcançado, estamos no caminho certo para a total automação, não dos processos como deveria, mas das pessoas.

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Empreendedorismo e inovação

A inovação é sem sombra de dúvidas o maior motor do empreendedorismo. Quem empreende, na grande maioria das vezes, busca fazer algo novo, inovador, diferente do que já se tem no mercado. Por isso que para a sociedade, o empreendedorismo é tão importante, pois é ele que faz as coisas melhorarem e se tornarem cada vez mais eficientes e práticas. Por isso, caso você seja um empreendedor ou esteja querendo empreender, é de vital importância que você tenha em mente o quanto de inovador seu negócio tem.

empreendedorismo inovacaoQuando se fala em inovação, estamos falando em algo muito amplo. Imagine por exemplo, inovar em uma loja de calçados. Você terá a disponibilidade de praticamente as mesmas marcas do que a concorrência, oferecerá um espaço parecido com preços bastante similares certo? Até pode ser, mas a inovação é muito ampla e você pode inovar mesmo nestas condições. Para isso, você pode ter um atendimento de alta qualidade, ter um ambiente diferente, de acordo com seu publico alvo. Por exemplo, se você tem uma loja de calçados femininos, pode ter um cantinho para os maridos e filhos, que na maioria das vezes ficam entediados neste tipo de lugar. Lá pode disponibilizar uma TV, revistas e jornais. Garanto que com esta pequena mudança, você estará inovando e dando mais satisfação aos seus clientes.

A inovação no empreendedorismo esta altamente atrelada ao conceito de diferencial. Afinal quem inova esta trazendo algo novo, diferente. Mas esta inovação pode ser algo simples, mas que faça com que os clientes tenham seus problemas solucionados e que sua empresa agregue valor a estas pessoas.

Pare para pensar em tudo o que temos, desde tecnologia até as coisas mais simples. Todas elas não surgiram com o intuito de melhorar a vida das pessoas e solucionar os seus problemas? De uma forma ou de outra, com toda a certeza. Por isso, este é um ponto crucial para a inovação no empreendedorismo. Ao olhar seu cliente de perto, e ver o que de fato pode ajudar a resolver os seus problemas dentro de seu campo de atuação, você terá chances imensas de sucesso, fazendo com que sua empresa tenha muito mais valor agregado.

A inovação precisa ser constante, para qualquer empreendedor, caso contrário ela se torna obsoleta em pouco tempo e a concorrência acaba se tornando muito melhor. Por isso, esteja sempre atento ao seu cliente, para conseguir resolver os problemas dele.

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Quando a corrida por metas se torna vã

Venho tendo conhecimento de verdadeiras caçadas em busca de metas que beiram o absurdo. Tudo bem que as pessoas motivadas são capazes de “desenhar uma vaca e tirar cinco litros de leite desta”, mas só motivação não basta. Ela, a motivação, jamais será páreo contra a lógica das coisas. Não conseguirei comprar algo que custa dez por cinco, a não ser que eu me capacite para negociar, planeje um bom financiamento ou invista bem antes da compra.

metasO fato é que muitas empresas estão esperando isso das pessoas e o resultado é que a compra é feita e o produto adquirido passa a ser uma enorme dor de cabeça e, muitas vezes, a própria falência.

Na nossa área de Logística, especificamente no setor de transportes, com os aumentos sucessivos do combustível, pneus, peças e serviços – sem contar com impostos, reajustes salariais e encargos – como bater metas sem o necessário aumento do valor do frete? Simples: sacrificando pessoas e equipamentos e diminuindo a qualidade na prestação dos serviços.

Novas rotas e financiamentos bem estudados são medidas paliativas que logo sucumbirão à situação se não se buscar uma eficiência dos processos que envolvem maiores custos até a busca dos detalhes.

Vejo empresas com excelentes estruturas oferecendo “tênis caríssimos” para que seus funcionários possam correr 100 quilômetros em 10 minutos. Logicamente não conseguirão e, pior que isso, irão enxergar como pressão absoluta e não como uma “motivação maestrada”; além disso, os “tênis” não precisavam ser tão caros já que um concorrente conseguiu superá-las em 10% com um investimento menor, porém bem mais lúcido.

É verdade que as empresas exigem um pouco mais daquilo que cada um pode dar e isso é muito bom para o desenvolvimento profissional. Mas, metas cheias de ilusões podem atrapalhar, e muito, a evolução financeira de uma empresa por correr o risco de contar com o que está no futuro e de desmotivar suas equipes por elas saberem que a empresa sabe que são metas inatingíveis.

Não podemos deixar de mencionar aquelas que cobram sem oferecer qualquer ferramenta para o alcance das metas. E isso é mais comum do que pensamos. São “mendigos” que sonham em casar com uma modelo internacional.

Analise suas metas e veja:

– Se o tempo para atingi-la é coerente com a velocidade do mercado.

– Se o investimento total será coberto com a diferença entre o normal e o plus. O ideal é sempre que o investimento para a nova meta já esteja coberto pelo lucro das metas anteriores. Isso é crescimento sustentável.

– Se a motivação leva à qualificação ou se o contrário. Geralmente, a qualificação produz entusiasmo e a motivação o otimismo. Opte pelo entusiasmo.

– Se as energias estão direcionadas para os processos críticos e nomeie as prioridades. Use os métodos adequados para cada processo para não “tomar um comprimido para dor de cabeça esperando que resolva as dores de barriga”.

– Seja criterioso no avanço da sua meta. Um passo de cada vez. Saiba que, se não concluiu determinada etapa, você poderá ter de voltar para concluí-la. Se esse passo não compromete os demais ele nem precisaria estar no projeto.

Em cada fase se faz necessária uma análise, por isso não há uma única receita para atingir o sucesso. Essa caminhada é muito dinâmica. Exige conhecimento, aplicação, disciplina e coerência. Exigir o inatingível sem a noção disso é “nadar no seco” e, sabendo é correr os riscos de despencar com os rendimentos das equipes por não comprarem as ideias.

Bom senso acima da ambição e valorização das qualidades do quadro de pessoal, trabalhando os pontos fracos, são meios eficientes para o começo de um bom projeto de metas. Lembre-se: só “viaje na maionese” se esse for o seu produto.

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Soprando a brasa

Estava procurando inspiração para deixá-los uma mensagem natalina e aquela positividade para o ano vindouro, quando me veio à mente uma metáfora sobre o soprar em uma brasa. Percebi que tudo em nossa vida pode ser representado por uma brasa, um pedaço que contribui com o “calor” necessário para “levarmos” a vida adiante.

SONY DSCVi-me triste, de certa forma, por ver que em minha vida deixei e estou deixando que algumas brasas se apaguem. É evidente que o apagar de algumas brasas  – os churrasqueiros de plantão sabem o que quero dizer –  pode desandar uma carne ou tornar seu preparo bem mais demorado.

E nossas brasas essenciais, como estão? Como estão nossas famílias, nosso trabalho, nossos amigos e como estamos nós mesmos? Você vem soprando essas brasas constantemente e realimentando o fogo que lhe mantém vivo, buscando seus objetivos e atento aos segmentos essenciais à manutenção da vida?

Todos os dias estamos sujeitos àquele “balde de água fria” que nos desmotiva. Ele pode ser uma palavra, uma ação ou uma omissão que atinge diretamente nosso sopro, enfraquecendo-o e/ou desviando-o do foco. De uma forma ou de outra não podemos nos livrar disso, mas podemos determinar por quanto tempo isso vai nos afetar. Lembro o que já comentei certa vez: Não somos donos das atitudes alheias, mas somos donos dos danos que elas podem causar e podemos corrigi-los a nosso tempo.

Nesse período em que o Natal nos deixa mais voltados aos outros e aguardamos 365 páginas novas para escrevermos nossas histórias, fazemos aquele balanço e pontuamos nossos erros e acertos, proponho enxergarmos cada um desses pontos como uma brasa – sabendo que cada uma tem seu tamanho e sua contribuição no resultado final – para podermos soprar na intensidade correta. Definirmos o papel de cada uma é vital para o fogo. Temos brasas grandes (Deus, você, família, futuro), brasas médias (não tão essenciais, mas importantes para o calor que auxilia as grandes) e as pequenas (não tão importantes, mas que precisam estar pressentes mesmo que gerem mais cinzas do que calor).

Agora imagine se concentrarmos nosso sopro nas brasas pequenas com a mesma intensidade que precisaríamos soprar as grandes […]. Tornar-se-iam cinzas bem mais rápidas. E não precisamos das cinzas, precisamos de calor!

Sopre a brasa do amor se reconciliando com alguém que lhe decepcionou; sopre a brasa de sua autoestima para que não se decepcione da mesma forma com as mesmas pessoas; sopre as brasas dos seus sonhos e busque o melhor futuro para seus ideais; sopre a brasa do seu “eu” para que tu possas levar calor às pessoas em forma de gentilezas, afeto e generosidade. Defina bem as suas brasas e assegure que serão sopradas na intensidade necessária. Dessa forma, ninguém pode pegar o que é seu se não estiver disposto a queimar a mão.

Talvez os natais não sejam os mesmos; talvez não possamos esperar muito de um novo ano; talvez estejamos com tantas cinzas que tenhamos que soprar com mais cuidado. Uma coisa é certa: precisamos soprar e reavivar essas chamas para entendermos melhor sobre o Natal, darmos uma chance a uma nova fase e mostrarmos a beleza do nosso fogo – para nós e para os outros.

Um Natal de bondade propícia. Um 2014 repleto de ar em seus pulmões!

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O mar, o barco e a vela

E quem pode segurar o Mar? O que mais se aproxima do possível é identificarmos certos movimentos baseados no conhecimento, na experiência, no observar do quebrar das ondas, da invasão e do recuo da maré e da ideia de que temos se as águas são ou não são perigosas. Sabemos da diversidade da vida marinha, cheia de beleza e de perigos; sabemos que há uma imensa riqueza, mas sabemos também que há tubarões e outros seres que estraçalham alguém num piscar de olhos.

mar barco vela e sua carreiraTodos têm condições de adquirir um barco. Com um pouco de esforço, de aplicação e de disciplina, estamos todos convidados a possuir um barco para estarmos nesse mar. Contudo, apesar do empenho e dedicação, não nos será concedido um motor, mesmo que seu barco seja maior do que os outros; mesmo que seja mais bonito, mais bem cuidado e disponha de equipamentos diferenciados… Nada de motor! Seu barco é colocado no Mar, às vezes, sem qualquer plano náutico, sem informações necessárias sobre as águas em que navegará e, mesmo quando isso acontece, tudo se resume numa direção a seguir.

Muitos e muitos barcos estão nessa mesma direção. O cuidado deve ser sempre redobrado para não haver colisões – inevitáveis – que venham a causar danos nos barcos alheios e, consequentemente, no seu próprio. O fato é que, uma vez que seu barco faça água, é questão de tempo para afundar. E aí você estará obrigado a conseguir um outro barco ou ficar à deriva, ao sabor das correntes marítimas.

Há aqueles que se preparam intensamente e/ou se atrevem a cair ao Mar sem um barco, contando com braços fortes em substituição as velas e com o apoio de barcos auxiliares que estão por perto. Porém, o atrevimento é caro e pode causar o naufrágio de todos esses barcos. Há outros também que não contam com esses barcos, por isso não podem ir tão longe e, manterem-se no mar, é um desafio diário.

Como esse barco não possui motor, a vela é primordial. Essa sim, é o diferencial de cada barco! Elas podem ser maiores, mais fortes, mais bem cuidadas ou um farrapo independentemente do barco.

Evidentemente, para alcançar distâncias maiores, ter segurança para sair rapidamente de águas turbulentas e perigosas você precisa de uma atenção muito especial com sua vela. Se deixá-la diminuir, seu barco estará em perigo! No entanto, você pode, a cada milha alcançada, melhorar ainda mais a sua vela, seja com tecidos mais resistentes e/ou maiores; mesmo o mastro sendo de tamanho e forma iguais para todos.

O que realmente faz a diferença não é o Mar ou o barco, é o tamanho e a resistência da sua vela associadas com o içar sempre na hora certa para que os ventos não sejam mal aproveitados.

Às vezes, nos chegam ventos fortes que nos levam às diferentes regiões desse mar; nem sempre seguras, às vezes recompensadoras.

Os mesmos ventos que te levam para a imensidão do Mar são os mesmos que te trazem de volta e te colocam em terra firme. O manuseio da sua vela é que vai lhe assegurar isso. A única certeza é que você precisa estar em terra firme para reparos.

Muitas pessoas estão naufragando porque acham que podem abraçar o Mar, acham que seu barco tem motor e por isso não cuidam da vela, ou chegam em terra firme com a velocidade de navegação tal que colidem e causam danos ao barco, à vela e à terra.

O Mar = O mercado de trabalho;

O barco = O seu emprego, sua profissão;

A vela = Você e suas aptidões;

Terra firme = Família.