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Livro recomendado: Controladoria estratégica e operacional

Hoje vou recomendar um livro para aqueles que se interessam pela controladoria. O livro Controladoria Estratégica e Operacional oferece uma visão teórica da área e apresenta ao leitor os conceitos e técnicas para a aplicação das técnicas.

livro controladoria estratégica e operacionalO livro é muito completo e cobre, dentre outros assuntos: sistemas de informações de controladoria, estruturas contábeis, o balanced scorecard, orçamentos e diversas formas de controle. O material é muito completo e abordado de formas teórica e prática.

Esta segunda edição de Controladoria Estratégica e Operacional foi revisada e atualizada a fim de incorporar os recentes estudos e inovações na área. A obra apresenta uma visão abrangente e estruturada da atividade de Controladoria, considerando os aspectos teóricos que a fundamentam como ciência ao mesmo tempo em que desenvolve todos os conceitos e técnicas para sua aplicação. O processo de gestão é o elemento condutor sobre o qual foi estruturada a obra.

Isso deixa claro o papel da Controladoria dentro de toda a empresa e nas etapas que envolvem o planejamento, a execução e o controle das atividades empresariais. O foco do autor é o processo de criação de valor por meio da correta mensuração dos resultados da empresa e das atividades de negócio. Além dos temas considerados clássicos em Controladoria, a obra apresenta outros mais avançados, como balanced scorecard, introdução ao gerenciamento do risco, modelos de decisão para o planejamento operacional e execução dos eventos econômicos, política de redução de custos e análise de geração de lucros.

Sérias alterações a caminho do ambiente chinês – e do mercado global

fábrica chinaA China tornou-se uma potência industrial e o principal parceiro comercial de muitos países (dentre eles o Brasil) graças aos seus baixos custos de produção, atingidos especialmente com o altíssimo volume e baixos salários pagos. O papel do câmbio chinês (fixo e muito criticado pelas potências ocidentais) também colabora para o sucesso dos produtos made in China no mundo todo.

No entanto, este jogo está para mudar. O governo chinês sinalizou que flexibilizará sua política cambial e as empresas têm enfrentado crises de mão de obra pedindo aumento. Onde isso vai parar e quem será a nova “China” da vez? Confira abaixo:

O vazamento de petróleo nos EUA e a nossa logística

O vazamento de petróleo no Golfo do México, EUA, causado pela explosão da plataforma Deepwater Horizon da petroleira inglesa BP (British Petroleum) é o maior desastre natural da história daquele país. As notícias têm sido veiculadas na mídia desde 20 de abril, dia da explosão, e nesta semana (em 15 de junho) o presidente americano Barack Obama fez um discurso à nação que chamou minha atenção e me fez pensar além, na logística brasileira. Vamos entender essa história por partes.

Primeiro, além do óbvio de tentar acalmar as populações atingidas e garantir apoio do governo e pressão na BP para recuperar o litoral e pagar indenizações, o presidente alertou para algo que está sendo discutido no mundo todo, mas ainda são poucas ações concretas que vemos em prática: a necessidade de mudar a matriz energética.

Logística de transportes e distribuição – caso do Wal-Mart

A maior rede varejista do planeta, o Wal-Mart, planeja mais um importante passo rumo a excelência de seus serviços logísticos. Na década de 80 o Wal-Mart foi o pioneiro na implantação do sistema VMI – onde os estoques nas lojas do Wal-Mart eram controlados pelo fornecedor dos produtos (conheça mais sobre VMI nesta matéria).

Desta vez, o Wal-Mart quer ser o responsável pelo transporte dos produtos de quase todos os fornecedores para as mais de 4.000 lojas nos Estados Unidos. A idéia é assumir este transporte quando o Wal-Mart for capaz de realizar o mesmo serviço com custos menores, pois a rede tem escala suficiente para fazer o transporte de qualquer produto melhor que a maioria dos fabricantes o faz atualmente: desde comida para cachorro até cadeiras de jardim. “Isso permitirá liberar nossos fornecedores para fazer o que fazem de melhor: fabricar produtos para nós”, destaca o Vice-Presidente de Transporte Corporativo da rede. E com preços menores, as vendas tendem a aumentar.

Como fazer um sistema desse tamanho dar certo?

Integração entre a cadeia de suprimentos física e financeira: como aumentar o valor

integração de cadeia de suprimentoExistem duas cadeias de suprimentos diferentes: a física e a financeira. Não basta melhorar individualmente as cadeias de suprimentos física e financeira, mas é preciso cuidar da interface, da integração entre elas. Além de melhorá-las deve-se integrá-las, pois esta integração permite ganhos econômicos no final.

A cadeia física foca em atividades logísticas como transporte e armazém de forma isolada. Trabalhando estas duas atividades de forma integrada vários benefícios podem surgir tais como: ganho de tempo, redução de custos dos inventários e aumento de atividades conjuntas.

Por outro lado as empresas estão integrando sua cadeia de suprimentos financeira, direcionando o fluxo de informações com softwares específicos.  Os ganhos de eficiência geram grande capacidade de monitorar e estimar os recebíveis, a necessidade de capital de giro e conseqüentemente melhorar sua situação financeira.

A proposta é integrar as duas cadeias para agregar valor a cadeia como um todo. Mas muitas ineficiências permanecem, impedindo uma integração total. Uma empresa possui um processamento automático de aquisição de materiais, mas os compradores tem que acessar outros sistemas ou até mesmo realizar offline para realizar os pagamentos. Como conseqüência há um aumento no tempo de conclusão de todos os procedimentos.

Entendendo o Lote Econômico de Compras (LEC ou EOQ) – com planilha para download

entendendo o lote econômico de comprasJá vimos em várias matérias aqui no logística Descomplicada que os estoques tem um papel fundamental na logística. Eles permitem que o cliente compre o produto que deseja, no momento e no local que melhor lhe convém. Hoje vamos desmistificar o Lote Econômico de Compras (LEC ou EOQ na sigla em inglês – Economic Order Quantity).

O Lote Econômico de Compras é a quantidade a ser comprada que vai minimizar os custos de estocagem e de aquisição.

Juros e o déficit público

Juros e o déficit público

 

juros e o déficit públicoAntes de começarmos a entender o que é e como funciona o déficit público e a dívida pública, temos que primeiro saber a definição de juros. Sendo o capital um dos fatores de produção, torna-se justo que se tenha uma remuneração sobre o empréstimo deste capital, e esta remuneração é denominada juros.

O juro é a retribuição ao capital empregado. Então os juros representam a remuneração do capital empregado em alguma atividade produtiva.

Essa taxa de juros acima especificada como sendo o custo do dinheiro emprestado, em nada se parece com a taxa de juros aplicada pelos bancos e financeiras. Os bancos e as financeiras cobram algo mais embutido nas taxas de juros dos seus clientes, como uma taxa de inadimplência, impostos, seguros, entre outras.

O que compõe os custos logísticos

Muitas pessoas que estudam e trabalham com logística às vezes tem dificuldade em definir o que é a logística, e o que compõe o processo logístico. Quando se está em uma empresa, é essencial saber para onde o dinheiro está indo (ou por onde está saindo!), e compreender quais são os componentes dos custos logísticos é essencial nessa área.

A função mais conhecida da logística são os transportes, e eles representam o maior percentual dos custos logísticos para a maioria das empresas. Considerando que a matriz de transporte brasileira, que utiliza fundamentalmente o transporte rodoviário mesmo para longas distâncias, faz com que os custos de transportes sejam muito elevados, o que influencia o custo final dos produtos e a competitividade de nossas empresas. Assim, o custo de transporte é composto

Quantos centros de distribuição minha empresa deve ter?

centro de distribição - logísticaA pergunta do título deste artigo é bem simples: quantos centros de distribuição devemos ter? Esta é uma pergunta bastante comum em qualquer empresa que ofereça produtos ao mercado. Existem alguns métodos matemáticos capazes de responder a esta pergunta, mas poucos são capazes de levar em consideração os diversos aspectos que são influenciados por esta decisão.

Neste artigo vamos fazer uma análise completa dos problemas relacionados à decisão do número de centros de distribuição (CD):

1)      Qual a missão do CD?

2)      Qual o design do CD?

3)      Qual a localização do CD?

4)      Qual a utilidade operacional do CD?

O primeiro problema diz respeito à, por exemplo, quais produtos deverão ser estocados em cada CD, e qual a relação deste depósito nas estratégias da empresa (estratégias como nível de serviço, quantidade de estoques e formas de transporte).

Custo Brasil – situação do transporte de cargas

componentes do custo brasil nos transportesDamos o nome genérico de custo Brasil a um conjunto de problemas estruturais da economia e burocracia do País, que torna nossos produtos e serviços mais caros e menos eficientes, dificultando investimentos e o crescimento interno.

Não existe uma medida clara do que compõe o Custo Brasil, mas percebemos esse “custo” nas dificuldades enfrentadas pelas empresas com relação aos altos impostos e taxas, sistemas trabalhista, previdenciário e fiscal complexos e pesados, infra-estrutura deficiente (por exemplo: rodovias, portos), corrupção e impunidade em diversos setores da sociedade, déficit público, taxa de juros elevada, dentre outros. Para efeito de exemplo, a carga tributária que incide sobre a economia brasileira é de aproximadamente 40% do PIB (Produto Interno Bruto), uma das mais altas do mundo.

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