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Composição dos custos logísticos

Confiram na semana que vem um artigo sobre o Custo Brasil e as implicações logísticas.

Por Ivan Vey e Alceu Balbin:

Em um ambiente altamente competitivo e pressionado pela globalização, onde as empresas necessitam de uma maior eficiência e produtividade, a apuração dos custos nas organizações assume um papel relevante. Desta forma, reduzir custos sem perder a competitividade é uma meta que deve ser alcançada, assim, a empresa poderá obter vantagem competitiva.

Incluídos nos custos totais de uma empresa aparecem os custos logísticos. Porém, as empresas, com seus sistemas de custeio tradicional, acabam por se preocupar apenas com o custo dos produtos esquecendo dos custos relacionados a logísticas, os quais possuem um valor significativo nos custos totais das mesmas.

Controle financeiro do desempenho logístico

Nos útlimos dias vimos duas matérias sobre conceitos e definições de logística e gestão da cadeia de suprimentos (este e este). Hoje veremos um pouco mais da partes de custos, com o controle financeiro do desempenho logístico.

Por: Ivan Henrique Vey

O processo de globalização levou ao acirramento da competição entre empresas, as quais procuram sobreviver e permanecerem ativas no mercado em que atuam. Para tanto fazem o uso de diversas estratégias buscando se diferenciarem das concorrentes. Mas para que isto seja possível é necessário que a toda a estrutura da organização opere de forma eficiente. Neste contexto o setor logístico das empresas carece de uma maior atenção.

Muito se tem falado em logística integrada, mas na realidade isto não vem acontecendo em muitas empresas. Os processos logísticos são tratados de forma separada e muitas vezes sem a devida atenção que merece. A logística não é representada apenas por transportes e armazenagem, como muitos pensam, seus processos são mais amplos e variados do que muitos imaginam.

A logística atualmente é responsável pela coordenação do fluxo de bens desde o ponto de origem até o ponto de consumo.  Desta forma, seus processos devem serem tratados de forma integrada, ou seja, logística integrada. Para Lambert et al. (1998, p.41) “significa o tratamento integrado das diversas atividades como um sistema integrado”.

Neste contexto, os custos logísticos requerem uma atenção especial visto que representam em média 25% do custo fabril de uma empresa. O problema reside na necessidade de estes dados de custos estarem disponíveis e serem precisos, o que muitas vezes não ocorre nas organizações.

Logística brasileira: qual nossa situação?

Há muitos anos ouvimos que o Brasil é o país do futuro, e ultimamente começamos a acreditar nisso, por conta de diversas conjecturas que colocam o Brasil em destaque no mundo. O carro-chefe desta atenção talvez seja o termo BRIC, que representa os 4 países em desenvolvimento que mais têm potencial (e mais tem crescido) no mundo: Brasil, Rússia, Índia e China. O termo foi usado pela primeira vez pelo banco de investimentos Goldman Sachs em 2001. Os BRIC reunem, além da economia em ascenção, mais de 40% da população mundial e aproximadamente 25% da área terrestre do planeta.

Vamos analisar mais de perto um pouco da logística do Brasil, e fazer uma comparação com os outros 3 competidores (sim, competimos num mercado global, então chamarei os outros países de competidores).

rodoviaFaremos uma análise da infra-estrutura viária do Brasil, e ver até que ponto podemos disputar mercado em questão de qualidade, custos e tempo com o resto do BRIC.

Rodovias

Todo estudante de logística sabe que no Brasil as rodovias têm papel de destaque no transporte de mercadorias, apesar da enorme costa e dos rios navegáveis. Este privilégio do modal rodoviário em detrimento aos outros modais data do início da república brasileira. Estudos colocam aproximadamente 60% das cargas nacionais sendo transportadas pelas rodovias. Isso é fato. Outro fato é que para percursos longos (acima de uns 150 km), as rodovias não são o meio de transporte mais adequado, perdendo em competitividade e custos para as ferrovias. Mas no Brasil tem caminhão rodando de norte à sul, mais de 3000 km…

E não pára por aí: apenas 11% das nossas estradas são pavimentadas. Pasmem, 11%. Temos aproximdamente 1,7 milhão de quilômetros de rodovias, e apenas uns 200 mil km pavimentados. E o resto do BRIC? A Rússia tem mais de 600 mil km de rodovias asfaltadas, enquanto Índia e China tem, cada uma, em torno de 1,5 milhão de km de rodovias asfaltadas. É como colocar asfalto em TODAS as rodovias brasileiras… Se quisermos comparar fora do BRIC, aí vira brincadeira: os EUA têm mais de 4 milhões de km de rodovias asfaltadas, mais do que a soma dos BRIC.

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