economia

Logística de transportes e distribuição – caso do Wal-Mart

A maior rede varejista do planeta, o Wal-Mart, planeja mais um importante passo rumo a excelência de seus serviços logísticos. Na década de 80 o Wal-Mart foi o pioneiro na implantação do sistema VMI – onde os estoques nas lojas do Wal-Mart eram controlados pelo fornecedor dos produtos (conheça mais sobre VMI nesta matéria).

Desta vez, o Wal-Mart quer ser o responsável pelo transporte dos produtos de quase todos os fornecedores para as mais de 4.000 lojas nos Estados Unidos. A idéia é assumir este transporte quando o Wal-Mart for capaz de realizar o mesmo serviço com custos menores, pois a rede tem escala suficiente para fazer o transporte de qualquer produto melhor que a maioria dos fabricantes o faz atualmente: desde comida para cachorro até cadeiras de jardim. “Isso permitirá liberar nossos fornecedores para fazer o que fazem de melhor: fabricar produtos para nós”, destaca o Vice-Presidente de Transporte Corporativo da rede. E com preços menores, as vendas tendem a aumentar.

Como fazer um sistema desse tamanho dar certo?

Brasil oferece os maiores juros reais do mundo

juros SELICNão só questões infraestruturais e logísticas limitam o desenvolvimento no Brasil. Nesta quarta-feira o Banco Central aumentou os juros básicos em 0,75 pontos, levando o Brasil novamente ao lugar mais alto no ranking de juros reais. Este é um primeiro lugar que não devemos nos orgulhar, pois juros altos limitam o consumo, o crescimento e os investimentos.

O aumento na taxa vem depois de 19 meses de quedas e estabilidade (desta vez subiu de 8,75% para 9,5%). A mudança motivou reações de diversos setores. A FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgou nota em que critica o aumento dizendo que o Banco Central é refém de certos setores, e sua “competência e autonomia” podem ser questionadas. Paulo Skaf, presidente da entidade, disse que “não há necessidade de subir a taxa de juros, pois existe capacidade instalada na indústria para atender à demanda sem que aconteça pressão sobre os preço”. A nota continua dizendo que “a produção, o crescimento e o emprego, mais uma vez, são os perdedores”.

Brasil sobe no ranking das potências econômicas mundiais (PIB)

ATUALIZAÇÃO (maio de 2012): Leia o artigo

Brasil: 6ª potência econômica no ranking do PIB mundial

 

Atualização em dezembro/2011: Brasil torna-se a sexta potência econômica mundial

Veja a atualização desta matéria em Ranking do PIB mundial (Brasil e outros países comparados)

O Brasil está colhendo frutos de recentes sucessos na gestão da crise econômica mundial. Como os efeitos da crise foram brandos no país e o crescimento voltou a figurar nas páginas de economia bem antes de outros países, o Brasil recuperou o posto de oitava maior economia do mundo em 2009. Desde 1998 o Brasil havia perdido esta posição, e o efeito da crise em outros países fez com que recuperássemos essa posição no ranking global com o PIB (Produto Interno Bruto) medido em dólares.

A crise econômica no mundo desenvolvido, a fortaleza do real e políticas anticíclicas bem sucedidas adotadas pelo governo contribuíram para esse resultado. “Mas por trás da performance brasileira há também deficiências,

Baixa produtividade limita crescimento

A estagnação da produtividade explica por que a América Latina ficou atrasada em relação ao Leste Asiático e às nações desenvolvidas, constata um novo estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

“O tema central atualmente é como recuperar o crescimento”, afirmou Santiago Levy, vice-presidente do BID. Para isso, explicou Levy, é necessário aumentar a produtividade, que aumentou menos que a de países ricos como os Estados Unidos nas últimas quatro décadas.

O relatório do organismo menciona que o Chile foi o único país da região que conseguiu lucros na produtividade superiores aos dos Estados Unidos entre 1960 e 2005. Ao contrário, o Brasil perdeu 2,5% de produtividade frente aos Estados Unidos no período mencionado, o Uruguai perdeu 14% e a Bolívia e a Colômbia perderam 17%.

O Brasil, suas classes sociais e a implicação na economia

 

Existe uma nova versão deste artigo em As classes sociais e a desigualdade no Brasil

O Brasil, segundo dados do IBGE, possuía no ano de 2009 uma população de 193.722.793 habitantes, sendo composta por 95,4 milhões de homens e 98,3 milhões de mulheres. Desse total, 86,12% vivem na área urbana e por consequencia são potenciais consumidores de tudo o que é produzido e do que o mercado oferece.

Com a aceleração da economia e a estabilidade econômica, o brasileiro passou a cuidar-se mais fisicamente, a alimentar-se melhor, e com isso a esperança de vida passou de 69,6 anos para 72,8 anos no período de 1998 a 2008. Mesmo com a melhora, a expectativa de vida brasileira ainda é considerada baixa levando-se em conta comparações com nações desenvolvidas, como Japão, Suíça, França e Itália, onde a média supera os 81 anos.

Com o aumento da expectativa de vida, alguma melhora nas condições financeiras e o desenvolvimento da indústria interna, o consumo do brasileiro não pára de crescer. Parte deste consumo vem da chamada classe média, a atual classe C.

Mas porque Classe Média ou C, Rica ou A?

Avanço do Bric ainda não altera o centro do poder

Na avaliação do Financial Times, liderança dos emergentes fica para mais tarde

Coloque um jaguar, um urso, um tigre e um panda juntos e você poderá ter um bom espetáculo, mas não terá uma vida sossegada. Essa é a definição do Financial Times para a situação do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), na série especial preparada pelo jornal britânico sobre o grupo dos principais emergentes do mundo.

Na avaliação do FT, apesar do avanço econômico dos últimos anos, esses países ainda não estão prontos para liderar uma mudança do centro de poder global, principalmente em razão das fortes diferenças existentes entre eles.

“Uma década de crescimento rápido não é suficiente para o Bric pegar o bastão da liderança econômica global dos Estados Unidos e da Europa Ocidental”, diz a publicação. O grupo pode ter surpreendido o mundo com o seu progresso nos últimos dez anos, mas será preciso uma melhora qualitativa, assim como mais crescimento, para consolidar a mudança de poder, avalia o Finacial Times.

Conforme o Goldman Sachs, que inventou o acrônimo, a China deve se tornar a maior economia do mundo antes de 2030. Atualmente, o grupo já tem maior fatia do comércio mundial do que os EUA. O movimento é reconhecido pelos investidores: as ações dos países que formam o Brics encerraram a década valendo mais do que o dobro na comparação com 2005, diz o jornal. Há uma década, apenas um deles tinha grau de investimento, hoje todos possuem. Há apenas 12 anos, o calote da Rússia e a crise cambial brasileira balançavam o mundo, agora esses países acumulam vastas reservas.

O crescimento da classe C: mudanças no mercado consumidor e desafios para a cadeia de abastecimento

Confira este texto sobre os novos desafios que os gestores de cadeias de suprimentos enfrentam com o aumento da classe C e sua demanda, escrito por Israel S. Grüdtner, M.Sc.*

Desde meados da década de 1990, mudanças na economia brasileira, resultantes principalmente do Plano Real, elevaram a renda dos brasileiros, aumentando substancialmente a classe C, definida como aquela cuja renda familiar mensal varia entre R$1.065,00 e R$4.591,00 (Fundação Getúlio Vargas – FGV). Nos últimos sete anos, esta camada da população teve aumento superior a 40% em sua renda familiar, injetando mais de R$100 bilhões na economia.

Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA – apresentado no fim de outubro de 2009 mostra que, em 3 anos, 18,5 milhões de brasileiros – mais de 10% da população do país – mudaram de classe social. Isso significa que há uma parcela maior da população em condições de consumir produtos, sejam: microcomputadores, aparelhos de micro-ondas, automóveis, leite longa vida, amaciante de roupas, tintura para cabelo, entre muitos outros.

Para especialista, nova classe C ignora sustentabilidade

Confira abaixo entrevista do professor e sócio da consultoria de comportamento do consumidor InSearch Fábio Mariano, concedida para a Folha. Por Ricardo Mioto.

Mais da metade dos brasileiros já fazem parte da classe C, que engloba famílias com rendas mensais entre R$ 1.000 e R$ 4.500, aproximadamente.

Em seis anos, 20 milhões subiram para esta faixa –e o fluxo continua. É gente descobrindo como é bom consumir, mas que não se preocupa muito com o planeta, diz Fábio Mariano.

FOLHA – A classe C pensa em consumo responsável ou só quer preço?
FÁBIO MARIANO – Ninguém se importa só com o preço. A classe C, por exemplo, vai ver quanto os eletrodomésticos consomem de energia. Mas porque ela está preocupada com a carteira, não com o mundo.

Expectativas para a logística em 2010

Expectativas para a logística em 2010

 

SucessoAté ser convidado pelo editor deste site para escrever sobre minhas expectativas para 2010 no campo da logística eu, sinceramente, não tinha parado para pensar sobre o assunto. Até o momento estava focado em minha tese de doutorado, que estou desenvolvendo na área de avaliação de desempenho logístico. Considero esta parte da gestão logística um grande desafio, uma vez que se medirmos algo de forma incorreta ou se tomarmos decisões com base em informações incorretas poderemos comprometer a competitividade de uma empresa. E, apesar de todas as pesquisas e propostas da área, há ainda um grande caminho a ser percorrido, até porque novos parâmetros estão sendo incluídos, como a questão ambiental. Esse será meu foco de pesquisa em 2010.

Bem, e o que deverá acontecer no campo da logística? Para responder, é necessário considerar que a logística pode ser um processo importante de uma empresa, é considerado um negócio para operadores logísticos, por exemplo, e deve ser um compromisso estratégico para um país.

Alguns fatos – econômicos e sócio-ambientais – têm transformado estes três contextos ao redor do mundo e terão repercussão direta sobre a logística no próximo ano e com certeza nos anos seguintes a este. Vamos analisar alguns deles:

Passada a pior parte da crise mundial – pelo menos é o que parece aqui no Brasil – os olhos do mundo voltaram-se para cá, o que significa que mais empresas podem decidir entrar no Brasil e que os grupos aqui instalados podem reforçar sua presença. Empresas como o Grupo Pão de Açúcar e as Casas Bahia, viram neste contexto a necessidade e a oportunidade de solidificar sua participação em seu mercado, através da fusão das duas empresas e, com isto, economizar entre dois e quatro bilhões (Revista Exame de 16/12/2009, p. 198-199), além de tornar a empresa mais resistente às investidas de grupos estrangeiros.

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