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Vacinas: produzindo mais, começando antes

produção de vacinasA temporada anual de gripe oferece algumas lições interessantes e várias observações para quem tem os olhos da gestão de operações. Dois grandes laboratórios se uniram para reduzir o lead time de produção das vacinas para a gripe, fato que ocorre todo ano no inverno do Hemisfério Norte. O Wall Street Journal (WSJ 8/out/2010) publicou que a Novartis se uniu ao Synthetic Genomics com o intuito de reduzir o tempo dedicado à pesquisa e produção das vacinas da gripe sazonal.

O processo tradicional leva em torno de 6 meses desde o momento em que a Organização Mundial de Saúde identifica o vírus mais ativo para o próximo inverno e o momento em que a vacina está disponível no mercado. Analistas afirmaram que a união das duas empresas pode reduzir drasticamente este tempo.

A ideia por trás da nova tecnologia é fazer um tipo de pré-processamento.

Curva ABC (Classificação ABC ou Pareto)

80 20 pareto curva abc - logísticaA Curva ABC é uma das mais usadas na logística e precisa ser bem entendida. A Curva ABC, também chamada de Classificação ABC ou Teorema de Pareto (em homenagem ao seu criador), nasceu quando Pareto percebeu que 80% da riqueza estava nas mãos de apenas 20% da população. Isto ficou conhecido como regra 80/20 e é muito utilizada em processos administrativos e na logística como veremos a seguir.

Da mesma forma que boa parte da riqueza estava concentrada em uma pequena parcela da população, nas empresas boa parte do trabalho é devido a poucos produtos, a maioria dos custos de estoque deve-se a poucos itens caros e grande parte da receita vem de poucos produtos.

Tendo isto em mente, deve-se direcionar recursos, esforços e pessoal para fazer com os itens mais importantes, mais caros e os clientes mais rentáveis sejam atendidos com atenção especial.

Onde pode ser utilizada a Classificação (ou Curva) ABC ?

Como deve ser planejado o estoque para o Natal

estoques logistica natal Em uma grande rede de varejo, a preparação para as vendas do final de ano visando os presentes de Natal começa muito antes do mês de dezembro. Logo depois de agosto as redes fazem suas previsões de vendas globais, estratificam por mercado, marca e produto para poder planejar a fabricação ou compra dos mesmos.

Esta previsão leva em conta não apenas o market share e dados históricos, mas também dados econômicos, pois nos últimos anos o Brasil tem tido uma migração da população de classes mais pobres para as classes com maior poder de consumo, especialmente para a classe C.

Os dados históricos de vendas são úteis para quantificar o aumento dos negócios em períodos sazonais como é o Natal (igualmente em datas comemorativas como carnaval, dia das mães, dia das crianças, dia dos pais, dia dos namorados, páscoa, etc).

O S&OP (Sales & Operations Planning) é o departamento responsável por unir todos estes dados com a área de vendas e produção para determinar um número em torno do qual toda a empresa deve trabalhar, para não haver distorções.

Gestão da Cadeia de Suprimentos – conceitos, tendências e ideias para melhoria

A gestão da cadeia de suprimentos é um processo que consiste em gerenciar estrategicamente diferentes fluxos (de bens, serviços, finanças, informações) bem como as relações entre empresas, visando alcançar e/ou apoiar os objetivos organizacionais

supply chain management - gestão da cadeia de suprimentosO gerenciamento da cadeia de suprimentos é um conjunto de métodos que são usados para proporcionar uma melhor integração e uma melhor gestão de todos os parâmetros da rede: transportes, estoques, custos, etc. Esses parâmetros estão presentes nos fornecedores, na sua própria empresa e finalmente nos clientes. A gestão adequada da rede permite uma produção otimizada para oferecer ao cliente final o produto certo, na quantidade certa. O objetivo é, obviamente, reduzir os custos ao longo da cadeia, tendo em conta as exigências do cliente – afinal, isso é qualidade: entregar o que o cliente quer, no preço e nas condições que ele espera.

Esta gestão é por vezes difícil, especialmente para um sistema que não tenha controle sobre toda a cadeia. Por exemplo, uma empresa que terceiriza uma parcela da produção ou da logística, deixou de ter controle sobre uma parte importante do processo. É difícil também porque a demanda do cliente é desconhecida na maioria das vezes e varia substancialmente de um mês ao outro, o que implica um planejamento da produção mais complexo. Os produtos a serem fabricados também podem mudar (nova estação, moda, modelos, melhorias), o que colocará em evidência a necessidade de uma estratégia de preços e cálculos de custos de fornecimento e estoque.

O que faz um coordenador corporativo de logística?

coordenador / coordenação de logísticaResponsável por boa parte da logística de uma grande organização, o coordenador corporativo de logística tem grandes responsabilidades em suas mãos (e nas mãos de sua equipe). Para entender melhor esta função, entrevistamos hoje Cleiton Lourenço, que atua na Seara Alimentos, uma empresa do grupo Marfrig.

Dentre outras informações, Cleiton destaca a importância da qualificação profissional através da educação, valoriza o mestrado como forma de aliar conhecimento prático com geração de conhecimento acadêmico e mostra que a logística não pode restringer-se apenas ao seu próprio departamento, mas precisa enxergar a empresa como um todo.

Como conselho àqueles que querem ingressar na área, Cleiton afirma: “buscar aprimoramento constante e isso inclui cursos extras, línguas, ter  liderança, determinação, enfim tudo que possa contribuir para o seu crescimento profissional”. Esta é a agitada vida do profissional de logística. Confira a entrevista na íntegra abaixo:

O que compõe os custos logísticos

Muitas pessoas que estudam e trabalham com logística às vezes tem dificuldade em definir o que é a logística, e o que compõe o processo logístico. Quando se está em uma empresa, é essencial saber para onde o dinheiro está indo (ou por onde está saindo!), e compreender quais são os componentes dos custos logísticos é essencial nessa área.

A função mais conhecida da logística são os transportes, e eles representam o maior percentual dos custos logísticos para a maioria das empresas. Considerando que a matriz de transporte brasileira, que utiliza fundamentalmente o transporte rodoviário mesmo para longas distâncias, faz com que os custos de transportes sejam muito elevados, o que influencia o custo final dos produtos e a competitividade de nossas empresas. Assim, o custo de transporte é composto

Tamanho do pedido, quantidades de entregas e o relacionamento com o cliente

Neste artigo discutiremos os pontos de vistas de fornecedores e clientes no que toca o tamanho dos pedidos e as quantidades de entregas, e como isso influencia a relação entre compradores e vendedores.

De maneira geral, os fornecedores querem entregar lotes cada vez maiores: assim vendem mais e conseguem eficiência no transporte. Para o fornecedor que paga pelo transporte é melhor entregar 1000 unidades uma vez por mês do que 500 unidades fazendo duas viagens mensais (desconsiderando as necessidades do processo produtivo).

Por outro lado, o cliente prefere receber pequenos lotes: mantém baixos os gastos em produtos estocados, não prejudica o fluxo de caixa e precisa de pouco espaço para armazenagem.

Logística Hospitalar – Gestão de estoques em farmácias

Por: Bruno Alves, Lívia Dias, Lucas Ribeiro e Wanderson Conceição*

logística hospitalar - gestão de estoquesInsumos hospitalares e os medicamentos estocados nas farmácias possuem um custo elevado. Sabemos que no setor da saúde, principalmente em hospitais, os recursos estão cada vez mais escassos, o que obriga aos gestores desses estabelecimentos uma busca por novas metodologias de controle. Este artigo apresenta um estudo de caso analisando, do ponto de vista logístico, o controle de estoques de duas farmácias de hospitais distintos, um público e outro privado. O foco será dado às formas de controle do estoque e à relevância de programas específicos para uma maior economia. Para tanto, estudou-se pela análise ABC o grupo dos medicamentos de preços mais elevados que perderam sua validade no estoque hospitalar. Além da análise ABC, também foram utilizadas outras teorias logísticas como Ponto de Pedido e Lote Econômico de Compras, para melhoria do gerenciamento de estoques.

Dentro de um hospital, as questões focadas na administração de estoque dos medicamentos e a forma de distribuição destes em seus diferentes setores dizem muito em relação a qualidade da prestação de serviços pela farmácia.

Fracasso da logística online da Visa + Walmart

Vejam o que o planejamento (ou falta dele) fez com duas grandes empresas no Brasil nesta terça-feira (30 de março):

A Visa fez uma promoção com o Walmart, utilizando redes sociais e incentivando o público a participar. Muito interessante e muito inteligente. A idéia era fazer usuários do twitter escreverem usando a palavra-chave “#JuntosPeloDescontoVisa”.

Quando essa palavra fosse “tuitada” 5.000 vezes, um jogo de vídeo-game entraria em promoção no Walmart para compra através do cartão de crédito, com um preço arrasador (de R$ 389 por R$ 189). Aficcionados por Play Station 3, amantes do jogo, e tuiteiros em geral aderiram, e rapidamente a visa ganhou popularidade, atingindo as cinco mil repetições.

O jogo realmente ganhou o desconto prometido. Mas o estoque acabou muito rápido, e deixou muita gente na mão. Pior: para comprar sem o desconto o jogo estava lá, disponível, com estoque.

E o que era para ser uma promoção virou um tiro no pé: tuiteiros enfurecidos mudaram a tag #JuntosPeloDescontoVisa para

Série Pesquisa Operacional – Problema de Estoques & Roteamento

Caixas de estoques

Hoje, terminando a Série Pesquisa Operacional, vamos conhecer um pouco melhor um dos problemas mais complexos que o profissional de logística pode enfrentar. Trata-se do Problema de Estoques e Roteamento.

Para entender melhor, recomendo que o leitor faça uma leitura dos três artigos anteriores da série: uma visão geral, o problema do caixeiro viajante, e o problema de roteamento de veículos.

Feito isso, vamos analisar o problema pelas duas partes individuais:

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