importação

A logística aduaneira como ferramenta estratégica – pagamento ao exportador e liberação da carga

Este artigo faz parte de uma série de matérias abordando o processo de importação e como a logística pode e deve ajudar para fazer este processo ser mais simples, eficiente e lucrativo. A primeira matéria tratou da introdução deste processo de importação. A segunda parte abordou informações sobre o transporte internacional; nesta terceira e última parte você verá como é feito o pagamento ao exterior e como é liberada a carga no Brasil.

pagamento ao exterior por importaçãoPagamento ao exterior

Para qualquer importação no Brasil, e com o Bacalhau não é diferente, o pagamento ao fornecedor é feito em uma moeda de livre conversibilidade e aceitabilidade. Na ampla maioria dos casos é usado o Dólar Americano, apesar do crescimento das operações em Euros, especialmente para importações da Europa. Para isto, o comerciante estabelecido no Brasil precisa, obrigatoriamente, efetuar uma operação de câmbio.

Uma operação de câmbio é o envio dos recursos para pagamento pela mercadoria, entre empresas que se encontram em países diferentes.

No Brasil, a intervenção bancária nas operações de câmbio é obrigatória, não havendo exceção para o pagamento de recursos oriundos de uma transação comercial, sem que um banco esteja trabalhando como intermediário.

As modalidades de pagamento no comércio exterior são divididas em quatro:

A logística aduaneira como ferramenta estratégica – o transporte internacional

Este artigo faz parte de uma série de matérias abordando o processo de importação e como a logística pode e deve ajudar para fazer este processo ser mais simples, eficiente e lucrativo. A primeira matéria tratou da introdução deste processo de importação. Neste artigo você encontrará informações sobre o transporte internacional; a terceira e última parte mostrará como é feito o pagamento ao exterior e como é liberada a carga no Brasil.

logística aduaneira e transporte internacionalDe Aalessund (Noruega) até o porto de Santos, a carga pode viajar por até 3 semanas. Para maximizar o custo/benefício da operação é preciso utilizar um contêiner adequado ao tamanho e tipo de mercadoria. Em muitos casos um contêiner simples é suficiente, mas para produtos que sofrem corrosão no ambiente salino do mar é preciso utilizar contêineres especiais, assim como para produtos congelados/resfriados é preciso um contêiner com refrigeração.

Transportar bacalhau exige um equipamento refrigerado de 20’ para que a qualidade e o sabor da mercadoria não sejam comprometidos.  É possível carregar 1.000 caixas de 25 Kg cada, totalizando 25 toneladas de carga, ajustado na temperatura ideal, entre 2 e 4 graus centígrados.

Assim, nas condições ideais e com um produto de primeira linha, um único contêiner pode carregar até 300 mil dólares de um dos melhores peixes do mundo.

Desde o carregamento, passando pelo transporte interno até a chegada ao porto e o seu carregamento para o navio, o contêiner precisa estar ligado na energia para não haver oscilação de temperatura.

Isto requer caminhões capacitados para fazer esses percursos e é mais uma etapa em que um detalhe logístico pode afetar a qualidade e a integridade de todo um processo de classe mundial.

A logística aduaneira como ferramenta estratégica – um estudo de caso de importação

Este artigo faz parte de uma série de matérias abordando o processo de importação e como a logística pode e deve ajudar para fazer este processo ser mais simples, eficiente e lucrativo. Neste primeiro artigo você encontrará a introdução deste processo de importação. A segunda parte tratará do transporte internacional; a terceira e última parte mostrará como é feito o pagamento ao exterior e como é liberada a carga no Brasil.

estudo de caso em logistica aduaneiraO mundo econômico atual obriga a sociedade ser cada vez mais interativa, dinâmica e evolutiva, o que exige das empresas a busca pela fidelização dos seus clientes. E de nada adianta entregar o bem se o consumidor final não ficou encantado. Nas operações logísticas devemos ter isso em mente: não basta fazer o transporte, armazenagem e entrega – é preciso fazer algo a mais.

E como o ciclo dos produtos ficou mais curto (o tempo decorrido entre o pedido, fabricação, transporte e entrega é cada vez menor, mesmo para produtos vindos do outro lado do mundo), as empresas se veem obrigadas a inovar rapidamente e não deixar seus produtos se tornarem commodities, o que reduz as margens e dissipa a sua vantagem competitiva. E essa inovação precisa passar pela otimização dos serviços, de forma que as necessidades e expectativas do cliente sejam superadas.

A logística aduaneira da fruta importada no Brasil

A logística aduaneira da fruta importada no Brasil

 

logística aduaneira da nectarinaDurante vários meses do ano vamos ao supermercado e encontramos frutas frescas importadas, como pêra, uva, maçã, kiwi, nectarina, pêssego, ameixa, cereja, e não imaginamos o nível de planejamento que precisou ser feito para que aquelas frutas estivessem na bandeja, com ótima aparência e em um custo acessível.

Esse planejamento, que chamamos tecnicamente de logística aduaneira, envolve decisões importantes como a escolha dos tipos de transporte, o tipo de contêiner, suas características técnicas, os tipos de embalagem, o cumprimento de exigências sanitárias e as obrigações aduaneiras.

Como há algum tempo o comércio exterior brasileiro deixou de ser amador, pensar em cada etapa desta logística exige sólidos conhecimentos técnicos, ou então o produto chegará às gôndolas dos supermercados com um preço superior ao produto nacional.

Logística Internacional

livro logistica internacionalRecentemente publicamos uma entrevista com profissional de comércio exterior, que destacou vários pontos importantes da profissão, altamente ligada com os conhecimentos de logística internacional.

Além dos conhecimentos alfandegários e tributários específicos de cada país, é imprescindível conhecer profundamente a logística internacional para que as atividades de transporte, estocagem e mesmo processos de compra e venda sejam feitos de maneira eficiente e eficaz. Por isso a indicação de leitura de hoje é o livro Logística Internacional, na tradução da segunda edição norte-americana.

Como a maioria das obras internacionais indicadas aqui na seção Leitura Recomendada, este livro apresenta uma visão global do processo logístico, mostrando como se executam várias etapas com a qualidade de “classe mundial”. Todas as questões relevantes, incluindo documentação, prazos de pagamento, termos de comércio internacional (Incoterms), risco de câmbio, seguro internacional, trâmites alfandegários, contratos de vendas por agenciamento ou distribuição, embalagem e transporte, são explicadas em detalhes. Os conceitos são descritos de forma clara, com um vocabulário exato, e foi dada especial atenção à ordem de apresentação dos tópicos para que a abordagem fosse lógica, e de modo que o leitor possa entender cada conceito sem precisar consultar um tópico apresentado mais adiante.

O que faz um despachante aduaneiro? Profissões na área de logística e comércio exterior (comex)

comércio exterior - despachante aduaneiroContinuando com nossa série sobre carreira e profissão em logística, chegou a hora de abordarmos a logística internacional e o profissional mais envolvido com este negócio: o despachante aduaneiro, profissional da área de logística e comércio exterior responsável por fazer com que importações e exportações aconteçam da maneira eficaz, eficiente e rápida.

Apresentamos uma entrevista com Carlos Araújo, despachante aduaneiro e profissional da área de logística internacional. Ele é especializado na área de produtos perecíveis e atua nas decisões de escolha do transporte, suas características técnicas e procedimentos alfandegários. Dentre outras informações valiosas, ele destaca que o profissional dessa área precisa ter nível superior (por exigência do mercado), além de línguas estrangeiras, com obrigatoriedade para o inglês. Ele atua em Vitória no Espírito Santo, e ao longo da entrevista deu diversas informações sobre a carreira e o mercado em geral, além de dados específicos sobre a região.

Confira a íntegra da entrevista abaixo e não deixe de conferir todos os links inseridos no final da matéria.

Importação e exportação – análise de tributos no comércio exterior

importacao e exportacao - análise de tributosQuem trabalha ou estuda os processos de importação e exportação sabe que uma das partes mais complexas do processo é o cálculo dos tributos. Num país como o nosso, com dezenas de impostos diferentes, é preciso ter uma lista atualizada e detalhada de cada um deles sempre à mãos.

Por isso, a indicação de leitura de hoje é para o livro Análise da Tributação na Importação e na Exportação, que encontra-se já em sua quinta edição. Trata-se de um manual prático, que o profissional do comércio exterior precisa ter ao seu alcance no seu dia a dia, como instrumento dinâmico de consulta, para poder exercer com segurança e maior facilidade sua atividade profissional.

A obra, além de incluir as operações de importação por conta e ordem e por encomenda, que são um tanto complexas na atividade do profissional do comércio exterior, explora detalhadamente os seguintes tributos (dentre outros):

Comércio internacional favorável ao Brasil

comércio exterior favorável ao BrasilVimos há algumas semanas aqui no logística Descomplicada que a logística brasileira está melhorando sua qualidade, o que favorece nossa competitividade. Junte à isso os esforços feitos para melhorar nosso desempenho no comércio exterior e encontraremos uma boa receita para o sucesso e para o superávit de nossa balança comercial.

Segundo informações da Agência Estado, com um superávit de US$ 691 milhões na segunda semana de fevereiro e de US$ 216 milhões na terceira semana, o saldo da balança comercial no ano saiu de um déficit de US$ 338 milhões (registrado até a primeira semana de fevereiro) para um superávit de US$ 569 milhões. Estas são excelentes notícias para o período pós-crise, e pode ajudar o Brasil a se estabelecer como potência exportadora no longo prazo.

Dia do comércio exterior

Hoje, 28 de janeiro, é dia do comércio exterior.

Nada mais justo do que prestar uma singela homenagem ao setor. Iniciamos uma “corrente” de blogs e twitter‘s para falar um pouco sobre o assunto. Meu convite veio através do Blog Brascomex, colega e parceiro do mundo virtual na logística.

Vou tratar da balança comercial, que depende fortemente da força das exportações e do comércio exterior.

Em 2009, a Balança Comercial Brasileira fechou em superávit de pouco mais de US$ 24,5 bilhões. Exportamos em torno de US$ 152 bilhões e importamos aproximadamente US$ 127 bilhões.

Se considerarmos os 250 dias úteis do ano, isso representa uma média diária de mais de US$ 600 milhões de dólares em produtos vendidos no exterior.

Outro dado importante referente à este assunto é o papel que a China tem tomado no comércio exterior brasileiro. Também em 2009, os EUA deixaram de ser o principal parceiro comercial do Brasil, sendo ultrapassados pelos chineses. O Brasil exportou para a China pouco mais de US$ 20,1 bilhões, e importou daquele país US$ 15,9 bilhões, um saldo bastante favorável.

Com os EUA, a situação se inverte e importamos mais do que exportamos: US$ 20,1 e US$ 15,7, um acumulado marginalmente inferior àquele com o comércio Chinês, e fortemente desfavorável às nossas indústrias e comércio.

Precisamos fortalecer ainda mais a indústria local, e a logística é fonte de competitividade, para que nossos saldos fiquem cada vez mais favoráveis. Confira a matéria em que comparo a infra-estrutura do Brasil com a de outros países: Logística brasileira – qual nossa situação? .

Continuando a “comemoração” e o debate do dia do comércio exterior, convido todos os leitores para visitar o Twitter do Logística Descomplicada

Opções para estratégias de operações globais

artigo de autoria de Leandro Callegari Coelho publicado originalmente nos portais Newscomex e IBCELOG:

Opções para estratégias de operações globais

No mercado competitivo e globalizado em que muitas empresas competem, é preciso levar em consideração a dimensão internacional que os negócios e as estratégias têm tomado. Estas empresas, chamadas de organizações multinacionais (em contraste com as empresas locais, nacionais ou domésticas), têm seu mercado e seu fornecimento em escala global: compram matérias-primas, fabricam e vendem produtos e serviços em diversos países.

A maneira como os gestores destas empresas abordam as oportunidades globais define a estratégia que elas utilizarão para comprar, produzir e vender nesta escala mundial. Enquanto algumas zelam por sua exclusividade e o apelo que a marca produz, outras visam alcançar o maior número possível de consumidores com custos cada vez mais baixos.

Estas estratégias podem ser classificadas em quatro grupos: internacional, multidoméstica, global e transnacional. Vejamos algumas características de cada uma destas alternativas.

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