infraestrutura

Os desafios da mobilidade urbana para o turismo

mobilidade urbana e o turismoO problema da mobilidade urbana já é assunto recorrente aqui no logística Descomplicada. Vimos desde as previsões para a logística de 2010 (feitas ano passado) como as preocupações econômicas e ambientais existentes na Holanda que o tema tem importância mundial. Também basta viver uma cidade de porte médio para enfrentar diariamente trânsito caótico e congestionamentos.

Confira neste texto de Aliator Silveira* algumas considerações muito bem feitas sobre a mobilidade urbana e os prejuízos para o turismo.

Receber bem o turista é o desafio de qualquer destino turístico, principalmente quando se deseja que a experiência não termine em apenas uma visita, mas continue com o passar dos anos e abranja diversas gerações. Para alcançar esse objetivo, diversos fatores devem ser considerados. Além do fator segurança, o destino deve estar preparado e equipado para oferecer boas opções de hospedagem, gastronomia, eventos e entretenimento. O turista precisa conseguir se deslocar com facilidade dentro da cidade seja de carro ou por meio de transporte coletivo.

Gargalos podem nos levar ao apagão logístico

Somente profissionais qualificados não garantem o sucesso das empresas. Num post anterior discutimos a importância da qualificação profissional que, apesar de ser peça fundamental, não consegue contornar um problema claro no Brasil: a falta de infra-estrutura.

Já vimos aqui no logística Descomplicada que a situação brasileira é deprimente quando comparada aos outros países com quem concorre por maior visibilidade no cenário internacional. Se você ainda não leu, confira a matéria “Logística brasileira: qual nossa situação?“.

A reação da economia brasileira começa a mostrar seu primeiro grande gargalo, com a iminência de um apagão logístico este ano. A estimativa é de executivos e empresários do setor de transporte rodoviário de cargas, preocupados com a forte demanda do segmento no País, aliada à falta de aportes em infraestrutura logística nos portos brasileiros. Segundo algumas empresas do setor, é possível dizer que o “apagão logístico” afetará o País este ano.

Brasil melhora em ranking de desempenho logístico

Brasil subiu 20 posições no ranking de desempenho logístico do Banco Mundial, mas ainda há muito o que melhorar.

Foi publicado o novo relatório do Banco Mundial contendo os índices de desempenho logísticos dos países. Em comparação com o relatório anterior, de 2007, nesta vez o Brasil teve um significativo salto de qualidade, ganhando 20 posições e sendo o líder da América Latina. Conheça detalhes nos próximos parágrafos.

O Brasil encontra-se em 41º no ranking composto por 155 países, liderados pela Alemanha. É importante destacar que neste relatório o Brasil subiu 20 posições, sendo agora o líder da América Latina, sendo seguido de perto por Argentina, Chile e México (48º, 49º e 50º, respectivamente). Na nota de zero a 5, o Brasil fica com 3,20, ou quase 30% pior que o líder, que obteve 4,11.

Perspectivas e Desafios da Logística para 2010

Continuando com o panorama de tendências da logística para 2010, confira abaixo matéria de autoria de Rogério Barrionuevo, do Blog do Rogério.

Fim de Ano e começam as previsões… Como não sou nem melhor ou pior que ninguém também vou assumir o papel de “Guru” e abordar o que espero de 2010:

– Que o PAC realmente deslanche de forma a melhorar a infra-estrutura do país. Hoje a deficiência da nossa infra representa um gargalo logístico para nossa economia;

– Que se avance nas concessões des estradas, portos e aeroportos mas com transparência para termos efetivamente uma melhora dos serviços de transporte e logística como já tivemos no passado na área de telecomunicações;

– Que a Copa e as Eleições estimulem a nossa produção e consumo que o crescimento do PIB seja compatível com o tamanho da nossa economia;

– Que as Cias Áreas se preparem de forma adequada para toda a demanda que virá e que adotem tarifas justas. Aliás, o Governo podia ajudar fazendo sua parte. Como é difícil para um ser humano “normal” entender como viajar dentro do Brasil é mais caro que ir para Europa ou Estados Unidos.

– Que o conceito de Sustentabilidade deixe de ser um “modernismo” e passe a ser de fato uma preocupação de todos os nossos segmentos. Vamos cada vez buscar uma logística Verde, Limpa e autosustentável;

Tendências da logística e supply chain para 2010

sucessoartigo de autoria de Leandro Callegari Coelho, publicado no portal INBRASC.

Mais um ano chegou ao fim, e depois de olhar para trás e avaliar tudo o que passou, é hora de olhar para o futuro, traçar novas estratégias, e ver o que o mercado nos traz. Ao longo deste ano, compartilhei algumas ideias e sugestões de melhorias através de matérias como esta, aqui no INBRASC. Abordamos, desde janeiro, questões como flexibilidade logística, previsão de demanda, controle de estoques, agregação de valor, como melhorar o lucro, questões ambientais e indicadores de desempenho.

Agora, olhando para frente, tentarei identificar quais serão as tendências do setor logístico e de supply chain para os próximos anos.

Essa análise será feita usando três pilares: (1) consciência; (2) os investimentos que já foram feitos, e; (3) o desafio de se morar em grandes cidades.

O primeiro pilar diz respeito à consciência ecológica e social, a preocupação com o futuro do local onde vivemos: seja nossa rua, a comunidade ou o planeta. Os inúmeros debates mundiais que acontecem nesse tema são prova de que o assunto veio para ficar, e em breve todos os setores estarão engajados: seja por consciência própria, seja por pressão da comunidade e dos consumidores. Assim, a logística precisa se preocupar em conseguir melhores processos com a logística reversa, maior efetividade dos sistemas de roteamento a fim de diminuir os custos de transportes, e maior preparo dos sistemas produtivos para evitar desperdícios.

Infraestrutura alavancará a cadeia de transporte em 2010

Os planos voltados à expansão da área de infraestrutura no País, previstos para os próximos anos, vão contribuir com a retomada da indústria fornecedora de equipamentos ao setor de transportes, que em seus vários segmentos observará uma queda média de 20% nos negócios em 2009, ainda em decorrência da turbulência econômica. Os projetos de mobilidade urbana, a implantação do trem de ata velocidade (TAV), o pré-sal, concessões de rodoviárias e ferroviárias, e até o incremento no turismo podem trazer a cadeia produtiva de volta aos patamares de 2008, um dos períodos mais aquecidos da história recente do setor.

Um dos exemplos destes benefícios é o mercado de carrocerias de ônibus, cujo cálculo é de um retrocesso de 19% da produção este ano, se comparado com as 31 mil unidades produzidas em 2008. “Nessa área, temos como fatores positivos para a retomada os estudos de implantação de projetos de ônibus rápidos que devem ser apresentados como solução à mobilidade urbana nas cidades que vão sediar a Copa de 2014”, analisou José A. F. Martins, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviário (Simefre).

De acordo com Martins, já em 2010 as vendas do segmento no mercado interno podem ser parecidas com o que foi visto em 2008, quando foram comercializadas 25 unidades. O executivo citou ainda como impulso os aportes em estrutura viária, previstos no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), e até um mercado em desenvolvimento no Brasil, que é o dos ônibus escolares, muito comum em outros países.


Porto de Imbituba (SC) – reformas antes do prazo

Porto de ImbitubaObra aumentará em 47% a capacidade atual dos portos catarinenses. Prazo de conclusão do novo cais pode ser adiantado em até cinco meses.

Com uma nova infraestrutura de 660 metros de comprimento de cais acostável (410m em construção e 250m em recuperação), o Porto de Imbituba firma-se como uma das principais molas propulsoras do desenvolvimento da região Sul de Santa Catarina. No valor aproximado de R$ 153 milhões investidos pelo Tecon Imbituba, a obra aumentará em 47% a capacidade atual dos portos catarinenses. E as boas notícias não param por aí: a Construtora Andrade Gutierrez pretende concluir a ampliação do cais dos berços 1 e 2 cinco meses antes do prazo, que é abril de 2011.

De acordo com o engenheiro responsável pela obra, José Santos, todos os esforços concentram-se na entrega da ampliação dos berços 1 e 2 em aproximadamente um ano. “A obra iniciou em janeiro de 2009 e o nosso objetivo é entregar o novo cais, com área total de 20.500 metros quadrados, no final de 2010”, afirmou Santos, gerente de obras da Construtora Andrade Gutierrez.

As obras civis iniciadas em janeiro de 2009 compreendem a ampliação dos berços 1 e 2 do terminal, a qual inclui a construção de um novo cais com 410 metros de comprimento por 50 metros de largura e o alargamento dos berços existentes com 250 metros de comprimento, em 12 metros de largura, assim como a recuperação estrutural complementar.

Para o engenheiro, Imbituba reservou surpresas e muito aprendizado a todos os envolvidos. “A paralisação em função do bate-estaca poderia ter comprometido todo o cronograma da obra. Porém, após a implantação do Programa de Monitoramento das Baleias Francas, percebemos que o comprometimento de nossa equipe impulsionou ainda mais os trabalhos. Agora, com o fim da temporada das baleias, precisamos contar com a estabilidade do tempo para adiantarmos a cravação das estacas”, destacou Santos.

“Desafio é criar uma alternativa na cadeia logística

Logística brasileira: qual nossa situação?

Há muitos anos ouvimos que o Brasil é o país do futuro, e ultimamente começamos a acreditar nisso, por conta de diversas conjecturas que colocam o Brasil em destaque no mundo. O carro-chefe desta atenção talvez seja o termo BRIC, que representa os 4 países em desenvolvimento que mais têm potencial (e mais tem crescido) no mundo: Brasil, Rússia, Índia e China. O termo foi usado pela primeira vez pelo banco de investimentos Goldman Sachs em 2001. Os BRIC reunem, além da economia em ascenção, mais de 40% da população mundial e aproximadamente 25% da área terrestre do planeta.

Vamos analisar mais de perto um pouco da logística do Brasil, e fazer uma comparação com os outros 3 competidores (sim, competimos num mercado global, então chamarei os outros países de competidores).

rodoviaFaremos uma análise da infra-estrutura viária do Brasil, e ver até que ponto podemos disputar mercado em questão de qualidade, custos e tempo com o resto do BRIC.

Rodovias

Todo estudante de logística sabe que no Brasil as rodovias têm papel de destaque no transporte de mercadorias, apesar da enorme costa e dos rios navegáveis. Este privilégio do modal rodoviário em detrimento aos outros modais data do início da república brasileira. Estudos colocam aproximadamente 60% das cargas nacionais sendo transportadas pelas rodovias. Isso é fato. Outro fato é que para percursos longos (acima de uns 150 km), as rodovias não são o meio de transporte mais adequado, perdendo em competitividade e custos para as ferrovias. Mas no Brasil tem caminhão rodando de norte à sul, mais de 3000 km…

E não pára por aí: apenas 11% das nossas estradas são pavimentadas. Pasmem, 11%. Temos aproximdamente 1,7 milhão de quilômetros de rodovias, e apenas uns 200 mil km pavimentados. E o resto do BRIC? A Rússia tem mais de 600 mil km de rodovias asfaltadas, enquanto Índia e China tem, cada uma, em torno de 1,5 milhão de km de rodovias asfaltadas. É como colocar asfalto em TODAS as rodovias brasileiras… Se quisermos comparar fora do BRIC, aí vira brincadeira: os EUA têm mais de 4 milhões de km de rodovias asfaltadas, mais do que a soma dos BRIC.

Pages