rodovia

Vídeo sobre a Artéria Central de Boston – parte 1

A Artéria Central de Boston é um importante conjunto de rodovias que cruza o coração da cidade. Com o aumento do tráfego urbano, a rodovia precisou passar por drásticas mudanças, num mega projeto que durou mais de 10 anos e custou mais de 20 bilhões de dólares. Envolveu a construção de estradas, túneis e pontes, sem interferir com a rodovia existenta para não tornar ainda mais caótico o trânsito da cidade.

Para algumas informações extras sobre o projeto leia a matéria “Um mega projeto de engenharia e logística – a Artéria Central de Boston“. Veja nos dois vídeos a seguir o início da reportagem sobre as obras. O restante do vídeo está publicado na parte 2 desta matéria.

Continuação do vídeo:

Um mega projeto de engenharia e logística – a Artéria Central de Boston

mudança no trânsito da artéria central boston

(Veja também os vídeos relacionados à esta obra com link no final desta matéria)

A cidade de Boston, Estados Unidos, com mais de 6 milhões de pessoas em sua região metropolitana, passou por uma obra digna de ser chamada de mega projeto.

A principal rodovia interestadual que passa pelo coração de Boston estava congestionada, pois acumulava os tráfegos da própria rodovia e do fluxo urbano que diariamente precisava se deslocar do sul para o norte da cidade. Os congestionamentos estavam chegando a 14 horas por dia, na década de 80. Decidiu-se reformular o tráfego, mas era impossível fechar a estrada enquanto as obras eram feitas, então algo inovador precisou ser feito.

Obras pequenas para tentar remediar um problema maior já são feitas em diversas cidades, como reformas em sistemas de transporte coletivo, incentivo ao uso dos mesmos, construção de novas linhas de metrôs e até mesmo a implantação de um sistema de bicicletas públicas. Neste caso, precisava-se de algo muito maior.

A obra que ficou conhecida como “Big Dig” (Grande Escavação), é a Artéria Central de Boston. Para não fechar a rodovia enquanto as obras eram feitas, decidiram que a nova estrada seria feita subterrânea, um conjunto de túneis de quase 6 km de extensão. O projeto também envolveu a criação de um segundo túnel para dividir o tráfego que passava pela rodovia, mas que iria ao aeroporto da cidade, que precisava utilizar a rodovia,  único acesso para o importante aeroporto. Isto envolveu fazer túneis com 10 pistas abaixo do porto da cidade.

A opção do transporte multimodal

transporte multimodalO transporte multimodal é o nome dado à utilização de diversos meios de transporte com o objetivo de diminuir custos, tempo e o impacto ambiental causado pelos deslocamentos. Em logística discutimos muito esse assunto no transporte de cargas, especialmente para longas distâncias.

Sabemos que no Brasil as rodovias são utilizadas para todo tipo de transporte, seja de curta ou longa distância. No entanto, já sabemos que esta não é a opção ideal, pois o transporte rodoviário deixa de ser economicamente atrativo para médias e longas distâncias.

Infraestrutura alavancará a cadeia de transporte em 2010

Os planos voltados à expansão da área de infraestrutura no País, previstos para os próximos anos, vão contribuir com a retomada da indústria fornecedora de equipamentos ao setor de transportes, que em seus vários segmentos observará uma queda média de 20% nos negócios em 2009, ainda em decorrência da turbulência econômica. Os projetos de mobilidade urbana, a implantação do trem de ata velocidade (TAV), o pré-sal, concessões de rodoviárias e ferroviárias, e até o incremento no turismo podem trazer a cadeia produtiva de volta aos patamares de 2008, um dos períodos mais aquecidos da história recente do setor.

Um dos exemplos destes benefícios é o mercado de carrocerias de ônibus, cujo cálculo é de um retrocesso de 19% da produção este ano, se comparado com as 31 mil unidades produzidas em 2008. “Nessa área, temos como fatores positivos para a retomada os estudos de implantação de projetos de ônibus rápidos que devem ser apresentados como solução à mobilidade urbana nas cidades que vão sediar a Copa de 2014”, analisou José A. F. Martins, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviário (Simefre).

De acordo com Martins, já em 2010 as vendas do segmento no mercado interno podem ser parecidas com o que foi visto em 2008, quando foram comercializadas 25 unidades. O executivo citou ainda como impulso os aportes em estrutura viária, previstos no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), e até um mercado em desenvolvimento no Brasil, que é o dos ônibus escolares, muito comum em outros países.


Logística brasileira: qual nossa situação?

Há muitos anos ouvimos que o Brasil é o país do futuro, e ultimamente começamos a acreditar nisso, por conta de diversas conjecturas que colocam o Brasil em destaque no mundo. O carro-chefe desta atenção talvez seja o termo BRIC, que representa os 4 países em desenvolvimento que mais têm potencial (e mais tem crescido) no mundo: Brasil, Rússia, Índia e China. O termo foi usado pela primeira vez pelo banco de investimentos Goldman Sachs em 2001. Os BRIC reunem, além da economia em ascenção, mais de 40% da população mundial e aproximadamente 25% da área terrestre do planeta.

Vamos analisar mais de perto um pouco da logística do Brasil, e fazer uma comparação com os outros 3 competidores (sim, competimos num mercado global, então chamarei os outros países de competidores).

rodoviaFaremos uma análise da infra-estrutura viária do Brasil, e ver até que ponto podemos disputar mercado em questão de qualidade, custos e tempo com o resto do BRIC.

Rodovias

Todo estudante de logística sabe que no Brasil as rodovias têm papel de destaque no transporte de mercadorias, apesar da enorme costa e dos rios navegáveis. Este privilégio do modal rodoviário em detrimento aos outros modais data do início da república brasileira. Estudos colocam aproximadamente 60% das cargas nacionais sendo transportadas pelas rodovias. Isso é fato. Outro fato é que para percursos longos (acima de uns 150 km), as rodovias não são o meio de transporte mais adequado, perdendo em competitividade e custos para as ferrovias. Mas no Brasil tem caminhão rodando de norte à sul, mais de 3000 km…

E não pára por aí: apenas 11% das nossas estradas são pavimentadas. Pasmem, 11%. Temos aproximdamente 1,7 milhão de quilômetros de rodovias, e apenas uns 200 mil km pavimentados. E o resto do BRIC? A Rússia tem mais de 600 mil km de rodovias asfaltadas, enquanto Índia e China tem, cada uma, em torno de 1,5 milhão de km de rodovias asfaltadas. É como colocar asfalto em TODAS as rodovias brasileiras… Se quisermos comparar fora do BRIC, aí vira brincadeira: os EUA têm mais de 4 milhões de km de rodovias asfaltadas, mais do que a soma dos BRIC.

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