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Trem de alta velocidade

Já vimos que a infra-estrutura de transportes brasileira deixa muito a desejar, mesmo se comparada a países “pobres”, do mesmo nível econômico (os BRIC). Mas nunca é demais conhecer o que se passa pelo mundo. A malha ferroviária nacional é sucateada, com trilhos de tamanhos diferentes nas diferentes regiões do país (os trens não conseguem viajar direto, precisam fazer trocas), e o investimento é feito principalmente por empresas privadas, lideradas pelo setor de mineração.

Hoje vamos ver dois vídeos dos trens de alta velocidade, um do modelo francês e outro japonês.

No cenário político, e com a chegada da Copa do Mundo e das Olimpíadas, tem-se ouvido falar de um projeto de trem de alta velocidade ligando São Paulo ao Rio de Janeiro. Este trem alcançaria velocidade de até 350 km/h, o que possibilitaria uma viagem Rio/São Paulo em 93 minutos, enquanto que no modal aéreo levaria 110 minutos (incluindo os tempos de embarque, desembarque e “check-in”).

Segundo informações do portal TAV Brasil, o investimento total para a construção da infra-estrutura, equipamentos, sistemas e outros materiais será de R$34 bilhões. É um investimento alto, mas trará benefícios à sociedade, economia e proporcionará mais desenvolvimento na região.

Veja abaixo dois vídeos muito interessantes:

Trem de alta velocidade francês:

E o modelo japonês:

O que você achou destes modelos?
E acredita que teremos no Brasil um desses antes dos dois eventos internacionais que hospedaremos em 2014 e 2016??
Se você conhece algum vídeo interessante que queira ver mostrado aqui, entre em contato.

Vale a pena conferir: o site oficial do TAV Brasil e este post no blog Universo da Logística.

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Notícias

Hyundai confirma fábrica em SP

HyundaiApós adiamentos de 1 ano, Piracicaba foi confirmada como destino da nova fábrica de automóveis no Brasil.

O grupo coreano Hyundai confirmou a instalação de uma fábrica em Fábrica da HyundaiPiracicaba (SP) para produzir 150 mil carros por ano, projeto orçado em US$ 600 milhões. Ontem, o vice-presidente mundial da companhia, Eui-Sun Chung, se reuniu em São Paulo com o governador José Serra para comunicar a retomada do projeto.

A construção havia sido anunciada em setembro de 2008, mas em janeiro o grupo suspendeu o plano, alegando dificuldades diante da crise financeira internacional.

Agora, a multinacional coreana retomou o projeto da fábrica, que deverá entrar em operação em 2012, um ano depois do inicialmente previsto, e gerar 1,6 mil empregos. Serra informou que Estado e Prefeitura de Piracicaba investirão mais de R$ 50 milhões em infraestrutura na cidade.

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Leitura Recomendada

Logística Empresarial: Transportes, Administração de Materiais

Como até agora não tinha nenhum livro focado em transportes nesta seção, hoje a indicação de leitura vai para Logística Empresarial: Transportes, Administração de Materiais, novamente de autoria de Ronald Ballou.

Logística Empresarial: Transportes, Administração de MateriaisNesta obra, é estudada a administração do fluxo de bens e serviços em organizações orientadas ou não para o lucro. Enfatiza os princípios e conceitos que servem como guias para a tomada de decisões. O tema é desenvolvido de modo gradual. Cada seção oferece perspectivas, discernimento, compreensão e desenvolvimento de habilidades.

Coloque-o na sua biblioteca ainda hoje! Compre no site Submarino clicando aqui.

E lembre-se:

Todos os livros indicados são aqueles que conheço o conteúdo e qualidade, e por isso recomendo à quem tiver interesse em se aprofundar sobre o assundo.

As recomendações serão de todas as áreas abordadas no blog, começando por logística mas passando por qualidade, estatística aplicada e métodos de gestão.

Todos os livros estarão com um link para compras diretamente no site Submarino, do qual o blog Logística Descomplicada é afiliado.

Se você conhece um bom livro e acha que ele deva estar incluído nesta seção, entre em contato e deixe o seu recado!

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Geral Gestão Transportes

Logística brasileira: qual nossa situação?

Há muitos anos ouvimos que o Brasil é o país do futuro, e ultimamente começamos a acreditar nisso, por conta de diversas conjecturas que colocam o Brasil em destaque no mundo. O carro-chefe desta atenção talvez seja o termo BRIC, que representa os 4 países em desenvolvimento que mais têm potencial (e mais tem crescido) no mundo: Brasil, Rússia, Índia e China. O termo foi usado pela primeira vez pelo banco de investimentos Goldman Sachs em 2001. Os BRIC reunem, além da economia em ascenção, mais de 40% da população mundial e aproximadamente 25% da área terrestre do planeta.

Vamos analisar mais de perto um pouco da logística do Brasil, e fazer uma comparação com os outros 3 competidores (sim, competimos num mercado global, então chamarei os outros países de competidores).

rodoviaFaremos uma análise da infra-estrutura viária do Brasil, e ver até que ponto podemos disputar mercado em questão de qualidade, custos e tempo com o resto do BRIC.

Rodovias

Todo estudante de logística sabe que no Brasil as rodovias têm papel de destaque no transporte de mercadorias, apesar da enorme costa e dos rios navegáveis. Este privilégio do modal rodoviário em detrimento aos outros modais data do início da república brasileira. Estudos colocam aproximadamente 60% das cargas nacionais sendo transportadas pelas rodovias. Isso é fato. Outro fato é que para percursos longos (acima de uns 150 km), as rodovias não são o meio de transporte mais adequado, perdendo em competitividade e custos para as ferrovias. Mas no Brasil tem caminhão rodando de norte à sul, mais de 3000 km…

E não pára por aí: apenas 11% das nossas estradas são pavimentadas. Pasmem, 11%. Temos aproximdamente 1,7 milhão de quilômetros de rodovias, e apenas uns 200 mil km pavimentados. E o resto do BRIC? A Rússia tem mais de 600 mil km de rodovias asfaltadas, enquanto Índia e China tem, cada uma, em torno de 1,5 milhão de km de rodovias asfaltadas. É como colocar asfalto em TODAS as rodovias brasileiras… Se quisermos comparar fora do BRIC, aí vira brincadeira: os EUA têm mais de 4 milhões de km de rodovias asfaltadas, mais do que a soma dos BRIC.